Blaise Cendrars, pseudônimo de Frédéric Louis Sauser (La Chaux-de-Fonds, 1 de setembro de 1887 — Paris, 21 de janeiro de 1961), foi romancista e poeta suíço e francês, tendo escrito em língua francesa.
Com uma vida itinerante, o que se reflete em sua poesia, basicamente escritos de viagem, visitou o Brasil na década de 1920 do século XX, influenciando diversos artistas e escritores do modernismo brasileiro e sendo também influenciado por Oswald de Andrade, cujos poemas da Poesia Pau-Brasil, de construção cubista, apresentam forte semelhança formal e no gosto pelo primitivo. Nessa incursão, se interessou pela mente doentia do criminoso Febrônio Índio do Brasil, sobre quem escreveu artigos em jornais e um capítulo de livro. Esteve também ligado ao movimento modernista em Portugal, tendo colaborado na revista Portugal Futurista, e traduziu para Francês o romance A Selva, de Ferreira de Castro.
Autor também de poemas mais extensos que do seu aparentado poeta brasileiro, como a "Prosa do Transiberiano", foi sempre fiel, em poesia, ao seu estilo "literatura de viajantes", sendo este um longo poema realmente prosaico, feito a partir de reminiscências, que lembra a posterior obra de Allen Ginsberg.
Mesmo sendo suíço de nascimento, é considerado por Paul Éluard como um dos maiores poetas franceses do século XX.
Prose du Transsibérien et de la petite Jeanne de france
1916 - La Guerre au Luxembourg
1918 - Le Panama ou les aventures de mes sept oncles
1919 - Dix-neuf poèmes élastiques
Feuilles de route. 1. Le Formose
1957 - Du monde entier au cœur du monde
1908 - La Légende de Novgorode, de l'Or gris et du Silence
1919 - La Fin du monde, filmée par l'Ange N.-D.
1922 - Moganni Nameh (escrito antes de 1912)
1925 - L'Or. La merveilleuse histoire du général Johann August Suter
1928 - Petits Contes nègres pour les enfants des Blancs
Le Plan de l'Aiguille. Dan Yack
Comment les Blancs sont d'anciens Noirs
Rhum. L'aventure de Jean Galmot (reportagem romanceada)