Bogotá (pronunciado localmente: [boɣo'ta]), anteriormente conhecida como Santa Fé de Bogotá, é a capital e maior cidade da Colômbia. Ela é administrada como o Distrito Capital, embora muitas vezes seja considerada parte de Cundinamarca. Bogotá é uma entidade territorial de primeira ordem, com o mesmo estatuto administrativo que os departamentos colombianos. É o centro político, econômico, administrativo, industrial, artístico, cultural e esportivo do país.
Bogotá foi fundada como a capital do Novo Reino de Granada em 6 de agosto de 1538 pelo conquistador espanhol Gonzalo Jiménez de Quesada após uma difícil expedição nos Andes conquistar os muísca, os habitantes nativos da região que chamavam o local onde Bogotá foi fundada de Bacatá. Após a Batalha de Boyacá em 7 de agosto de 1819, a cidade tornou-se a capital da nação independente da Grã-Colômbia. Desde a independência do Vice-Reino da Nova Granada do Império Espanhol e durante a formação da Colômbia atual, Bogotá permaneceu a capital deste território. A cidade está localizada no centro do país, num planalto conhecido como a Savana de Bogotá, parte do Planalto Cundiboyacense, localizado na Cordilheira Oriental dos Andes. É a terceira capital mais alta da América do Sul (depois de Quito e Sucre), com uma média de 2 640 metros acima do nível do mar. Está subdividida em 20 localidades em uma área de 1 587 quilômetros quadrados e um clima relativamente frio constante ao longo do ano.
Bogotá é sede das sedes do Poder Executivo (Escritório do Presidente), do Poder Legislativo (Congresso da Colômbia) e do Poder Judiciário (Supremo Tribunal de Justiça, Tribunal Constitucional, Conselho de Estado e Conselho Superior de Judicatura) do governo colombiano. Bogotá destaca-se pela sua força econômica e maturidade financeira, por sua atratividade para empresas globais e pela qualidade do capital humano. É o coração financeiro e comercial do país, com a maior atividade comercial de qualquer cidade colombiana. A capital hospeda o principal mercado financeiro da Colômbia e da região natural dos Andes e é o principal destino de novos projetos de investimento direto estrangeiro. Tem o PIB nominal mais alto do país, contribuindo mais para o total nacional (24,7%) e é a sétima maior cidade por tamanho do PIB na América Latina (cerca 159,850 milhões de dólares).
O aeroporto da cidade, o Aeroporto Internacional El Dorado, homenageado com o mítico El Dorado, lida com o maior volume de carga na América Latina e é o terceiro em número de passageiros. Bogotá é o lar do maior número de universidades e centros de pesquisa do país e é um importante centro cultural, com muitos teatros, bibliotecas e museus, dos quais o Museu do Ouro é o mais importante. A cidade ocupa o 52º lugar no Global Cities Index 2014 e é considerada uma cidade global "alfa -" pela Globalization and World Cities Research Network da Universidade de Loughborough.
O nome "Bogotá" tem origem na palavra indígena "Bacatá", nome da capital da confederação do Zipa (o soberano muisca mais importante) na antiga civilização muisca, que significa "cercado além da lavoura" ou "território do cercado da fronteira". O cronista espanhol Juan de Castellanos afirmou que a voz original de Bacatá traduz "o final dos campos".
A área onde atualmente está a cidade recebia o nome de "Muequetá" ("campo ou savana da lavoura") e o chefe do povoado era chamado "Funza" ("varão poderoso"). Precisamente no território do atual município de Funza, subúrbio de Bogotá, e provavelmente em sua aldeia "El Cacique", se encontrava a sede da povoado de Bacatá, a cidade mais importante do povo chibcha, um dos grupos indígenas mais avançados que os espanhóis encontraram na sua chegada às Índias. O soberano Muisca recebia educação no atual município de Chía. Através da história, Bogotá e seus arredores foi conhecido com diferentes nomes. O nome original, em chibcha, do lugar onde os espanhóis fundariam a cidade era "Thybzacá" ou "Teusacá", do qual se derivou Teusaquillo.[carece de fontes?]
Em 1538, quando o conquistador Gonzalo Jiménez de Quesada fundou a cidade, foi dada o nome de Nuestra Señora de la Esperanza (Nossa Senhora da Esperança). Contudo, um ano mais tarde, em 1539, durante a fundação jurídica da cidade, o nome foi alterado para "Santafé" ou "Santa Fé". O nome Santafé de Bogotá (ou Santa Fé de Bogotá) não foi oficial durante a época colonial, porém, seu uso se tornou comum pela necessidade de distinguir esta Santafé de outras cidades com o mesmo nome, sendo Bogotá o nome indígena da região. Durante esta época se chamava Bogotá a atual povoação de Funza.
Depois da independência em 1819, Santafé recebeu novamente o nome indígena da antiga capital muisca: Bogotá (nome que na época possuía o atual município de Funza e que, devido a esta mudança, foi renomeada de tal forma). Na realidade, desde sempre seu nome oficial foi Santafé de Bogotá, porém, era comumente chamada apenas de Santafé para distingui-la da atual Funza. A constituição de 1991 indiretamente muda o nome da capital para Santafé de Bogotá. A polêmica gerada por esta mudança obriga que em 2000 se aprove uma reforma constitucional para suprimir as palavras «Santafé de», ficando a cidade novamente com o nome de Bogotá.
Desde 10 500 a. C., grupos humanos habitavam a região com atividades de caça e coleta. Desde 3500 a. C., já se registram atividades hortícolas e a domesticação de porquinho-da-índia por grupos que ainda dependiam da caça e coleta. A partir de 500 a. C., já estava muito difundido o cultivo do milho, feijão e batata. As características da cerâmica têm caracterizado a Cultura Herrera, evidenciada por vários sítios arqueológicos com conotações desde 400 AC. C. e pelo menos até 800 ou 1000 da era atual. Se estima que aproximadamente desde o ano 800 da era atual, os muiscas (povo indígena mais importante da família Chibcha) habitavam a região, como resultado de uma migração de origem chibcha, procedente de outro território (provavelmente vindos da América Central), que haviam se misturado com a população anterior..
A cultura muisca carecia de escrita, por este motivo, os cronistas reconstruíram a história aborígene recolhendo informações através de relatos orais que remontam ao ano de 1470, quando Bogotá era governada pelo Zipa Saguamanchica. No topo da escala da organização social muísca estava o monarca (Zipa), que dominava o território desde Chocontá e Ubaté até Tibacuy e integrava as chefias de Guatavita e Fusagasugá (sutagaos). Subordinados na hierarquia aos Zipas e a os mencionados psihipqua ou caciques ("príncipes"), estavam os zibyntyba, chamados pelos espanhóis de "capitães" dos zibyn ou sybyn (clãs matrilineares), e a estes, os utatyba ("capitanias menores"), líderes das uta (comunidades).
Acredita-se que antes da construção dos templos, os muiscas praticavam sacrifícios humanos de meninas ou de capturados na guerra ou comprados de outras tribos. Contudo, não existem evidências sólidas ou comprováveis disto. Também criaram um calendário de grande precisão e uma complexa estrutura jurídica, conhecida com o nome de Código de Nemequene. Por outra lado, as edificações muiscas eram construídas com materiais perecíveis que as impediram de manter-se em pé após a chegada dos conquistadores europeus.
Vale a pena destacar que ainda é possível identificar as características amerindia na população Bogotana, pois 78,1% dos habitantes de Bogotá são descendentes de uma mulher indígena. Porém, dado o predomínio da ascendencia paterna europeia desde o a colonização, e devido a forte migração que Bogotá recebe de todo o país, o fenótipo do bogotano tem mudado, podendo-se encontrar pessoas com grande variedade de tonalidades de pele, cabelo e olhos, o que a converte em uma cidade multiétnica.
A cidade foi fundada de facto em 6 de agosto de 1538 pelo conquistador espanhol Gonzalo Jiménez de Quesada, que combateu com os índios muiscas, em Teusacá (Thybzaca), sitio de recreação do Zipa de Bacatá, no sopé da colina de Monserrate.Inicialmente foi chamada Nossa Senhora da Esperança, mas na fundação jurídica, em 22 de abril de 1539 foi chamada Santafé de Bogotá.