Boris Casoy OMM (São Paulo, 13 de fevereiro de 1941) é um jornalista e apresentador de telejornais brasileiro. Tornando-se notório por ser âncora do TJ Brasil (SBT) e do Jornal da Record, Boris iniciou a sua carreira como locutor na Rádio Eldorado, iniciando a sua trajetória pela televisão na Rede Tupi, como repórter do programa Mosaico na TV.
Em seu trabalho como âncora, iniciado em 1988 no SBT, o jornalista se tornou o primeiro a emitir opiniões sobre as reportagens exibidas durante os telejornais que apresentou. Também acabou emplacando bordões em seus comentários, como "isto é uma vergonha!" e "é preciso passar o Brasil a limpo", marcados durante o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor.
Em 1997, assinou contrato com a Rede Record, onde permaneceu como principal âncora até 2005. Após a sua saída da Record, passou pela recém-criada TV JB, canal que ficou pouco tempo no ar, e pela Band, sendo um dos contratados da emissora entre 2008 e 2016. Antes de ser âncora de televisão, Boris também atuou na mídia impressa, como editor-chefe do jornal Folha de S.Paulo, cargo que ocupou após ser editor de política no mesmo jornal.
Último dos seis filhos do padeiro e comerciante Isaac Srulevitch Kossoy (transliterado no Brasil como "Casoy") e da dona de casa Raissa Kossoy (nascida Breitbart), judeus nascidos no Oblast de Odessa (Isaac em Odessa e Raissa em Podilsk), Ucrânia, que chegaram ao Brasil em 1928.
Boris adquiriu poliomielite ao completar um ano de vida, junto com sua irmã gêmea. Na época, não existia vacina. A doença deixou sequelas físicas, mas a marca maior foi a psicológica, gerada pela discriminação na infância. Até os nove anos, Casoy praticamente não podia andar. Com essa idade, ele foi operado nos EUA e recuperou os movimentos. "Como não podia andar, era um grande ouvinte de rádio, admirava aquele milagre da transmissão da voz", contou em entrevista ao site Amputados Vencedores.
Estudou os primeiros anos nos colégios Stanford e Mackenzie. Foi reprovado diversas vezes no curso científico, uma vez que queria cursar o antigo clássico, em desacordo com o determinado pela família. Frequentou o curso de Direito da Universidade Mackenzie, mas não o concluiu.
Sua vida profissional começou aos quinze anos, em 1956, trabalhando como narrador esportivo numa emissora de rádio e também como locutor na Rádio Eldorado.
Em 1968, foi nomeado Secretário de Imprensa de Herbert Levy, Secretário de Agricultura do governo Abreu Sodré, em São Paulo, permanecendo no cargo em 1969 com a mudança do titular da pasta.
Em 1970, foi assessor de imprensa de Luís Fernando Cirne Lima, Ministro de Agricultura do governo Médici. Em 1971 e 1972, foi secretário de imprensa do prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz.
Em 1974, ingressou na Folha de S.Paulo, seu primeiro trabalho em jornal, onde foi editor de política e, apenas três meses depois, chegou a editor-chefe. Permaneceu no jornal até junho de 1976, quando saiu para dirigir a Escola de Comunicação e o setor cultural da FAAP.
Retornou ao mesmo jornal em 1977, onde passou a escrever uma coluna sobre os bastidores políticos denominada "Painel". Em setembro, tornou-se o editor-chefe e diretor de redação, aos 36 anos, ficando no cargo até 1984, quando voltou a ser responsável pela coluna "Painel".
Sua carreira televisiva teve início em 1961, quando atuou como repórter do programa Mosaico na TV, na TV Tupi, então o canal 4 de São Paulo, mais antigo programa ininterrupto da TV brasileira, segundo o Guinness Book, e ainda com o mesmo produtor (Francisco Gotthilf).
Em 1988, Bóris voltou para a TV, pelo SBT, em 1988, para apresentar o TJ Brasil, lá ficando até 1997, onde formou parcerias com as jornalistas Lilian Witte Fibe e Salete Lemos, alcançando grande popularidade. Depois, foi contratado pela Rede Record junto com Salete, onde trabalhou durante oito anos, apresentando o Jornal da Record até dezembro de 2005, quando foi demitido. Em 1993, como apresentador do TJ Brasil, Casoy foi admitido pelo presidente Itamar Franco à Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial especial.
Boris chegou a trabalhar na TV JB, apresentando o Telejornal do Brasil, de segunda a sexta-feira, sempre às 22 horas, mas a emissora saiu do ar em 17 de setembro de 2007. Além disso, ele apresentava aos sábados um programa que reunia as entrevistas exibidas durante a semana.
Em 2008, assinou contrato com a Band, tornando-se âncora do Jornal da Noite, local em que permaneceu até 2016, quando o seu contrato não foi renovado. A não renovação do contrato ocorreu em comum acordo entre contratado e contratante e foi motivada pelo horário tardio em que o jornalista teria que ancorar o Jornal da Noite.
Com o fim do contrato com a Band, Boris assinou um acordo com a RedeTV! para se tornar âncora do principal telejornal da emissora, o RedeTV! News, válido após o término de seu contrato com a Band, que se encerrou no dia 30 de setembro, ainda do mesmo ano. Em 29 de setembro de 2020, foi demitido da emissora.
Em 14 de dezembro de 2021, Boris é anunciado pela CNN Brasil para integrar a equipe de comentaristas do quadro Liberdade de Opinião do CNN Novo Dia, cuja estreia foi em 10 de janeiro de 2022.
Em 3 de fevereiro de 2026, Casoy acerta o seu retorno ao SBT após 29 anos para ser um dos comentaristas do SBT News. Em entrevista à Folha, afirmou não querer se aposentar: "Quero morrer em frente a uma câmera".