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Brasilândia de Minas

Município brasileiro no estado de Minas Gerais

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Brasilândia de Minas é um município brasileiro na mesorregião do Noroeste do estado de Minas Gerais. O território, que abrange uma área extensa do bioma Cerrado, desenvolveu-se economicamente a partir da agropecuária e, mais recentemente, de serviços e comércios locais. O município obteve sua emancipação política na década de 1990, desmembrando-se administrativamente de João Pinheiro.

A origem do topônimo "Brasilândia" provém do repasse comercial das terras no século XX. A antiga "Fazenda Extrema" foi adquirida por fazendeiros norte-americanos a partir da década de 1930. Esses proprietários passaram a denominar o local de "Brasil Lands" (Terras do Brasil), expressão que sofreu aglutinação popular e derivou para "Brasilândia". Anos mais tarde, a Lei Estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, alterou formalmente o nome do então distrito de "Brasilândia" para "Brasilândia de Minas", oficializando a denominação atual do município.

A ocupação original da região do Vale do Rio Paracatu, onde hoje se encontra Brasilândia de Minas, ocorreu de forma interligada à colonização do Vale do Rio São Francisco, historicamente utilizado como via fluvial para acesso ao sertão brasileiro. O povoamento inicial foi caracterizado por extensas propriedades dedicadas à pecuária extensiva, geridas com currais de pedra ao longo do século XIX. A principal detentora das terras da região nesse período foi Joaquina Maria Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco Souto Maior de Oliveira Campos, popularmente referenciada como Dona Joaquina do Pompéu, cujas terras foram concedidas via sistema de sesmarias.

O marco da colonização contemporânea e fundação do povoado ocorreu em 22 de maio de 1952. Nesta data, uma caravana de colonos oriunda de Pirapora, assentada pela Comissão do Vale do São Francisco (C.V.S.F.), acampou em frente à chamada "Casa Grande" para tomar posse oficial das terras em nome do Governo Federal. A localidade passou a ser um distrito dentro de João Pinheiro no ano de 1991. A emancipação definitiva e elevação à categoria de município ocorreram por meio da Lei Estadual nº 12.030, em 21 de dezembro de 1995. O município foi efetivamente instalado em 01 de janeiro de 1997.

O município possui a administração pública e o comércio varejista como alguns de seus principais geradores de empregos formais, além da forte presença da agropecuária. Abaixo, as principais métricas documentadas:

Área Territorial Geográfica: 2.509,69 km²

População Residente (Censo 2022): 15.020 habitantes

Densidade Demográfica (2022): 5,98 hab/km²

PIB per capita (2021): R$ 24.489,37

Mesorregião: Noroeste de Minas Gerais

Região Intermediária: Patos de Minas

A hidrografia local é regida pela Região Hidrográfica do Rio São Francisco, englobando a bacia dos rios Urucuia e Paracatu. O principal recurso hídrico e manancial de abastecimento é o Rio Paracatu, que representa 19,71% da rede fluvial do município, seguido pelo Ribeirão Cotovelo (17,00%) e Córrego da Extrema (7,26%). O sistema de fornecimento de água é de responsabilidade da COPASA, abrangendo o atendimento regular de 89,3% dos habitantes na sede. O município capta anualmente alto volume em metros cúbicos para abastecimento, porém o índice de coleta e tratamento sobre o total do esgoto gerado contabiliza a taxa de 24,9%.

Em fevereiro de 2026, Brasilândia de Minas registrou graves intempéries climáticas que resultaram em decretação de situação de emergência municipal. O leito do Rio Paracatu excedeu o limite volumétrico, ultrapassando 5 metros além da profundidade padrão (chegando a 8 metros) e causando inundações que afetaram seis casas na área urbana e isolaram 90 famílias dependentes das estradas vicinais ligadas a projetos de reforma agrária.

Não foram identificadas, nas bases de dados estatais consultadas, estatísticas detalhadas recentes exclusivas sobre a demografia e infraestrutura religiosa do município. Sob o viés estritamente histórico, os documentos da prefeitura atestam que, durante a cerimônia de posse do Governo Federal em 22 de maio de 1952, "houve também reza", indicando a presença de manifestações religiosas na composição inicial da matriz social colonizadora.

O núcleo em formação de Brasilândia, nas imediações da década de 1970, sustentava-se prioritariamente com a comercialização de insumos básicos (arroz, milho, feijão, algodão). Na década de 1980, houve um incentivo significativo ao tecido industrial do município com a atração e instalação de duas empresas estratégicas para a economia da época: a Mannesmann e a Fuchs. O aniversário da cidade celebra-se em 22 de Maio, mantendo a tradição do dia da colonização, divergindo da data de emancipação (dezembro).

No espectro turístico moderno, o município registra participações pontuais em rotas regionais e circuitos de passeios ciclísticos voltados ao ecoturismo local.

«Brasilândia de Minas no IBGE»

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