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Bruno Baptista

Bruno Mencarini Baptista (São Paulo, 24 de março de 1997) é um automobilista brasileiro que atualmente compete na Stock

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Bruno Mencarini Baptista (São Paulo, 24 de março de 1997) é um automobilista brasileiro que atualmente compete na Stock Car Pro Series pela equipe RCM Motorsport. Estreou na categoria em 2018 pela HERO Motorsport. Foi campeão da Fórmula 4 Sul-Americana em 2014.

Natural de São Paulo, Bruno Baptista vem de uma família com forte ligação com o automobilismo. Ele é filho de Adalberto Baptista, um dos donos dos Laboratórios Ache, ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube, atual presidente da SAF do Botafogo-SP e piloto de corridas de resistência e de categorias de turismo. Outros pilotos da família são seu tio Ricardo, seu primo Rodrigo, e seu irmão mais novo, Ricardo "Cadi" Baptista, que atualmente compete na F4 Brasil. Bruno não tem parentesco com os pilotos Vítor e Felipe Baptista. A mãe de Bruno, Gisela Mencarini, e sua irmã não possuem relação com o automobilismo, mas apoiam sua carreira. O avô de Bruno era Adalmiro Baptista, um dos fundadores da Ache, que faleceu em 2016.

Em abril de 2020, Bruno ficou oito dias internado por complicações da COVID-19.

Baptista teve um começo tardio no kart, se introduzindo na modalidade profissional em 2012, aos quinze anos. Nos dois anos que competiu no cartismo, Baptista se destacou ao ser terceiro no campeonato brasileiro de kart de 2013.

Em 2014, Baptista participou da temporada inaugural da Fórmula 4 Sul-Americana. Enfrentando adversários brasileiros e do continente latino-americano, como seu primo Rodrigo Baptista, Lucas Kohl (ambos futuros pilotos da Stock Car) e Enzo Bortoleto (irmão do futuro piloto de F1 Gabriel Bortoleto), o paulista foi um dos únicos a competir em todas as etapas. Bruno se sagrou campeão na corrida final, em Concordia, na Argentina, onde ele somou a última de suas quatro vitórias. Além disso, fez duas poles, cinco voltas mais rápidas e esteve no pódio em quinze das dezessete provas, somando 352 pontos, quase cem acima de seu compatriota Felipe Ortiz.

Em 2015, Baptista se lançou no automobilismo europeu, competindo em três campeonatos da Fórmula Renault. No seu ano de estreia, o paulista competiu com a Koiranen GP na F-R Alpes, na NEC e nas primeiras provas da Eurocopa. Na Alpes, Bruno pontuou em metade das dezesseis provas, tendo como melhor resultado um sexto lugar na corrida 3 do Red Bull Ring. Ele foi o 13º colocado, com 31 pontos. Na Copa da Europa do Norte, Baptista esteve presente nas rodadas de Spa-Francorchamps, Nürburgring e Hockenheimring, onde conquistou seu melhor resultado, um 13º lugar. Com isso, Baptista encerrou a F-R NEC em 24º, com 35 pontos. Já na F-R Euro, Baptista fez apenas as cinco primeiras corridas com a Koiranen, se transferindo para a Manor MP Motorsport a partir da rodada de Nürburgring. Seus resultados não contaram para o campeonato, pois ele era piloto convidado.

2016 marcou a estreia de fato de Baptista na F-R Euro. Ele se uniu à Fortec Motorsports, enfrentou nomes como Lando Norris e pontuou em um terço das quinze corridas. Seus melhores resultados foram dois sextos lugares conquistados nas corridas 1 e 3 primeira rodada, em Aragão. Baptista foi décimo quarto colocado, somando 28 pontos. O paulista também competiu na Fórmula Renault Norte-Europeia por essa mesma equipe, pontuando em dez das quinze provas e voltando a se destacar em Hockenheimring, onde foi sétimo colocado. Baptista somou 97 pontos e encerrou a temporada na décima sétima colocação.

No final de 2016, Baptista participou do teste de pós-temporada da GP3 Series com a Jenzer Motorsport.

No início de 2017, a DAMS anunciou Baptista ao lado de Santino Ferrucci e Tatiana Calderón para disputar a temporada da GP3 Series de 2017, que marcou o segundo ano da equipe nessa categoria. Ao longo do ano, o paulista recebeu mais dois companheiros: Matthieu Vaxivière e Dan Ticktum, ambos para a vaga de Ferrucci. Encarando nomes como George Russell, Baptista pontuou pela primeira vez na corrida 1 de Hungaroring, onde chegou em décimo. Repetiu o resultado em Monza e Abu Dhabi (ambas na corrida 1). Teria pontuado novamente na corrida 2 de Yas Marina, onde cruzou a linha de chegada em sétimo, mas uma punição de cinco segundos o derrubou para a décima posição, fora da zona de pontos.

Com isso, Baptista se classificou em 20º lugar no campeonato de pilotos, acumulando 3 pontos, a mesma quantidade que seu colega de equipe Ferrucci, que só disputou três rodadas, mas ficou uma posição à frente dele por ter um nono e um oitavo lugares. Bruno também foi superado por Calderón, que ficou duas posições acima dele na tabela e somou quase o dobro de seus pontos, e por Ticktum, que só entrou na sexta rodada, mas somou quase o quíntuplo de seus pontos e ficou seis posições acima dele. O único piloto da DAMS que Baptista superou foi Vaxivière, que só esteve em duas rodadas e ficou em último, sem nenhum ponto.

Baptista retornou ao automobilismo nacional em 2018, ano que marcou sua estreia na Stock Car Brasil. Competiu na HERO Motorsport, dividindo a garagem com nomes como Lucas Di Grassi e António Félix da Costa. No ano seguinte, Baptista se transferiu para a RCM Motorsport, sendo companheiro do veterano Max Wilson. 2019 marcou seu primeiro pódio, conquistado na etapa de Londrina, onde ele foi segundo colocado e por pouco não venceu. Em setembro, mais um pódio com o segundo lugar no Velopark, com direito a uma briga pela vitória com Rubens Barrichello. Mas a sua primeira vitória viria em novembro, no Velo Città, onde Bruno tomou a liderança de Átila Abreu nas voltas finais.

Em 2020, Baptista recebeu o ex-F1 Ricardo Zonta na RCM. Bruno conquistou dois pódios nesse ano: um surpreendente terceiro lugar em Goiânia, onde ultrapassou 21 carros, e uma vitória na corrida 2 de Cascavel, que também marcou sua primeira pole na Stock Car. Baptista não conseguiu vencer em 2021, tendo que se contentar com dois terceiros lugares na corrida 1 de Interlagos e na corrida 2 de Curitiba. Mesmo assim, a equipe renovou com ele para 2022, quando o paulista encerrou seu jejum de vitórias ao triunfar no Velopark. Ele ainda esteve no pódio mais quatro vezes e fez uma pole no Velo Città, quando bateu seu companheiro Zonta por cinco milésimos, sendo o sétimo colocado naquela que foi a sua melhor temporada da Stock Car, rebatizada de Pro Series naquele ano.

Em 2023, Bruno fez a pole da corrida que abriu a temporada, em Goiânia, mas terminou como segundo colocado. Conquistou mais um pódio ao ser terceiro em Interlagos, e partiu da pole para vencer em Cascavel, que também foi palco de sua única vitória de 2024. Nessa temporada, Baptista chegou a estar entre os candidatos ao título, entrando na última rodada como um dos oito postulantes, mas acabou se classificando em nono no campeonato de pilotos. Bruno ainda se envolveu em confusão com Gianluca Petecof durante a terceira rodada, em que os dois pilotos bateram na corrida sprint, mas Baptista invadiu os boxes da equipe de Petecof para dar um tapa no conterrâneo. O STJD puniu Bruno com uma medida disciplinar de cunho educativo, obrigando-o a dar uma palestra para jovens cartistas para estimular o "fair play".

Baptista renovou com a RCM para disputar sua oitava temporada na Stock Car em 2025, ano que marcou a estreia de uma nova geração de carros: os SUV's. Sua equipe trocou o Toyota Corolla pela Mitsubishi Eclipse Cross. Mas Bruno, que esperava brigar pelo título, teve que lidar com os constantes problemas mecânicos de seu carro. Em maio, após abandonar em Cascavel, ele criticou a categoria por "ter começado o ano com esses carros feitos nas coxas", apontando o orçamento de R$ 5,5 milhões da Stock Car. Ele e Felipe Massa, que também criticou a organização do campeonato, foram multados em 100 mil reais. Em julho, Baptista colidiu com Rafael Reis durante o início da corrida 2 do Velo Città, tirando o adversário da prova. Na corrida sprint da oitava etapa, também no Velo Città, Baptista largou na ponta, disputando a vitória com Arthur Leist, mas chegou em terceiro, anotando seu primeiro e único pódio da temporada.

Em 28 de novembro de 2025, durante a primeira sessão de treinos livres da 11ª etapa da Stock Car, realizada em Brasília, Baptista se envolveu em um acidente com João Paulo de Oliveira, em que seu carro sofreu uma batida em T e chegou a pegar fogo. O impacto foi de 133 km/h, chegando a deixar os pilotos inconscientes. Baptista teve fissuras na mão e na costela, e ele e Oliveira foram encaminhados ao hospital para mais exames. Apesar de alguns pilotos terem manifestado o desejo de que a etapa fosse cancelada, ela transcorreu normalmente. Adalberto Baptista, pai de Bruno, afirmou que seu filho foi salvo porque o outro carro estava em baixa velocidade, e que o #44 não deveria retornar à Stock Car se a categoria seguisse com o regulamento atual, enfatizando que os carros eram inseguros e que a gaiola parecia ser "feita de material totalmente impróprio", mas que Bruno poderia ser forçado a cumprir seus compromissos com a categoria por conta dos patrocinadores.

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