Bruno Fraga Soares (Belo Horizonte, 27 de fevereiro de 1982) é um ex-tenista profissional brasileiro. Especialista em duplas, a melhor posição obtida por ele no ranking de duplas da ATP foi a de N° 2 do mundo, em outubro de 2016. Em 2013 obteve, por algum tempo, o posto de melhor duplista brasileiro de todos os tempos com a 3ª posição do ranking, superado posteriormente por Marcelo Melo. Conquistou em sua carreira 35 títulos de nível ATP , a maioria em parceria com seu compatriota Marcelo Melo, o austríaco Alexander Peya e o britânico Jamie Murray.
Suas campanhas de maior destaque, em duplas masculinas, foram 3 títulos de Grand Slam, dois em 2016 (Australian Open e US Open) e um em 2020 (US Open) e 4 títulos de Masters 1000 (o bicampeonato seguido no Masters 1000 do Canadá em 2013 e 2014, o Masters 1000 de Cincinnati em 2018 e o Masters 1000 de Shanghai em 2019). Em duplas mistas, foi bicampeão do US Open, em 2012 e 2014, campeão do Australian Open em 2016, além de ser vice-campeão em Wimbledon em 2013.
Filho de um engenheiro civil, Bruno Soares se mudou para o Iraque aos dois meses de idade quando o seu pai arranjou um serviço. Nos seis anos em que viveu em um acampamento em Bagdá, Soares começou a jogar tênis aos cinco anos com as crianças estrangeiras do local, estimulando seu pai a contratar aulas particulares quando voltassem ao Brasil. Aos sete anos, em sua cidade natal de Belo Horizonte, conheceu outro jovem tenista, Marcelo Melo, que se tornou grande amigo mesmo com as mudanças de Soares, que seguindo a vida nômade do pai foi para Maringá, Rio de Janeiro e Fortaleza, antes de voltar de vez para Belo Horizonte aos 14 anos, treinando tênis no Minas Tênis Clube junto de Melo e André Sá.
Tenista destro, Bruno Soares, é profissional desde 2001, porém disputa pela ATP desde 1999.
Teve um bom desempenho no início da carreira, atingindo suas principais marcas em 2003, ao ganhar muitos títulos em duplas com Marcelo Melo, Thiago Alves e André Sá, e alguns torneios de simples.
Era esperando que fosse uma grande esperança para o tênis brasileiro, mas não conseguiu alcançar a marca dos cem melhores posicionados no ranking, em especial após uma grave lesão no joelho em 2005 afastar Soares do circuito por dois anos. No retorno às quadras em 2007, Soares recuperou-se ganhando títulos importantes em Belo Horizonte e em Bogotá pela Copa Petrobras de Tênis.
No início de 2008, faturou pela segunda vez o Aberto de São Paulo de Tênis, tendo uma ascensão no ranking de duplas e já tendo a oportunidade de disputar os principais torneios do circuito, os ATPs tours.
Em 2008 fez grande campanha. Mesmo jogando sem parceiro fixo, chegou à semifinal de Roland Garros e às quartas-de-final do US Open. Além disso, conquistou seu primeiro ATP de duplas no Aberto de Nottingham, torneio de grama preparatório para Wimbledon.
Em 29 de novembro de 2008 casou-se com a arquiteta e decoradora Bruna Alvim, em uma bela cerimônia celebrada pelo Padre Luiz de Alcântara em Belo Horizonte.
Em 2009, firmou parceria com Kevin Ullyett, do Zimbábue, duplista de alto nível que já havia conquistado 32 títulos e que se mantinha entre os 10 melhores ranqueados há vários anos. Chegou às quartas-de-final de Wimbledon e Roland Garros, às semifinais dos de Masters 1000 de Roma e Madri, à final do ATP de New Haven, e venceu seu segundo ATP de duplas em Estocolmo. No final do ano, com a aposentadoria de Ullyett, Soares anunciou nova parceria com o compatriota Marcelo Melo.
Em 2010, a dupla Melo/Soares chegou à final do ATP 250 de Auckland no início do ano, mas depois não foi bem durante o primeiro semestre, se recuperando em maio, ao obter o título do ATP 250 de Nice. Em Roland Garros, conseguiram derrotar a dupla n.1 do mundo, os irmãos Bob Bryan e Mike Bryan, e chegaram nas Quartas-de-Final. Posteriormente chegaram à semifinal do ATP 500 de Hamburgo e à final do ATP 250 de Gstaad; nas oitavas-de-final do US Open; na final do ATP 250 de Metz; na semifinal do ATP 500 de Tóquio e do ATP 250 de Estocolmo.
Em 2011, na Gira Sul-Americana de Saibro, série de 4 torneios ATP na América Latina, a dupla Melo/Soares obteve 2 títulos seguidos nos ATPs 250 do Chile e do Brasil, e o vice-campeonato do ATP 500 de Acapulco. Em abril, foi vice-campeão do Masters 1000 de Monte Carlo, jogando ao lado de Juan Ignacio Chela. Ainda conseguiram semifinais nos ATPs 250 de Nice e Eastbourne. Em agosto, a dupla Melo/Soares chegou na semifinal do ATP 500 de Washington. Em outubro, com Marcelo Melo, chegou à semifinal dos ATP 500 de Tóquio e Valência, e à final do ATP 250 de Estocolmo; com Nicolas Almagro, foi às quartas-de-final do Masters 1000 de Shanghai. E em novembro, Soares e Melo foram às quartas-de-final do Masters 1000 de Paris. No final do ano, Marcelo Melo e Bruno Soares desfizeram sua parceria. A dupla ainda se reúne para torneios entre nações, como a Copa Davis e os Jogos Olímpicos.
Em 2012 firmou parceria com Eric Butorac. Foi às quartas de final do Australian Open e conquistou seu 6º título de duplas no ATP 250 do Brasil Open, realizado pela primeira vez em São Paulo. Também foi às oitavas de final em Roland Garros. Em julho ele terminou sua parceria com Eric Butorac, em meio a uma queda de rendimento ajudada por problemas de saúde do pai de Soares, que faleceu em junho. Soares iniciou uma nova parceria com Alexander Peya. No primeiro torneio da nova parceria, eles foram vice-campeões do ATP 250 de Bastad. Participando dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, junto com Marcelo Melo, chegaram às quartas-de-final, depois de derrotarem a dupla Berdych/Stepanek por 24 a 22 no último set.
No US Open 2012, Soares e Peya chegaram às quartas de final das duplas masculinas. Neste mesmo torneio, junto com a russa Ekaterina Makarova, Soares obteve o maior título de sua carreira até aquele momento, ao se tornar campeão das duplas mistas. Apesar de já ter jogado com a russa na temporada 2011, Soares teve de reatar a dupla na última hora, visto que no dia da inscrição descobriu que sua parceira na ocasião, a australiana Jarmila Wolfe, não estava bem posicionada suficiente para jogar o torneio misto. Na campanha do título, na primeira rodada derrotaram os cabeças de chave número dois, os norte-americanos Mike Bryan e Lisa Raymond, protagonizando uma enorme zebra ao vencerem por 6/1 e 7/5. Na segunda fase, válida pelas oitavas de final, outro resultado acima do esperado: vitória por 2 sets a 1, e parciais de 6/2, 3/6 e 12/10 sobre Bob Bryan (irmão de Mike, que já foi n° 1 das duplas masculinas) e Kim Clijsters (ex-n° 1 do mundo nas simples femininas), naquela que seria a última partida da carreira de Clijsters. Nas quartas de final, o brasileiro e a russa venceram o holandês Jean-Julien Rojer e a australiana Anastasia Rodionova de virada pelas parciais de 4/6, 6/3 e 10/7. Em seguida, os tchecos Frantisek Cermak e Lucie Hradecká foram derrotados em dois sets, com parciais de 6/3 e 6/3. Na grande final, Soares e Makarova venceram a dupla formada pela tcheca Kveta Peschke e o polonês Marcin Matkowski por 2 sets a 1, com parciais de 6-7(8), 6-1 e 12-10. Com isso, era quebrado um jejum de 11 anos sem títulos de tenistas brasileiros profissionais em Grand Slams. Soares se tornou o quinto brasileiro campeão dos quatro grandes torneios, após Maria Esther Bueno (19 títulos), Thomaz Koch (duplas mistas em Roland Garros/1975), Gustavo Kuerten (Roland Garros/1997, 2000 e 2001) e Tiago Fernandes (Australian Open juvenil em 2010). A dupla Soares/Makarova ganhou U$ 150 mil como prêmio pelo título.
Após o título de duplas mistas no US Open, Soares entrou em uma impressionante sequência de vitórias: venceu o jogo de duplas do Brasil na Copa Davis, contra a Rússia; e ganhou 4 títulos em 5 torneios seguidos jogados: venceu o ATP 250 de Kuala Lumpur e o ATP 500 de Tóquio, ambos jogando com Alexander Peya; jogou o Masters 1000 de Xangai mas perdeu na segunda rodada; ganhou o ATP 250 de Estocolmo junto com Marcelo Melo, e o ATP 500 de Valência, jogando com Peya. No último torneio do ano, o Masters 1000 de Paris, Soares e Peya foram às quartas de final, perdendo para o amigo Melo e seu parceiro Marin Cilic.