Neste Dia

Bruno de Carvalho

Dirigente desportivo português

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Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho (Lourenço Marques, 8 de fevereiro de 1972) é um ex-dirigente desportivo, comentador desportivo e DJ português, conhecido por ter sido presidente do Sporting Clube de Portugal entre março de 2013 e junho de 2018, quando foi destituído por uma votação realizada em Assembleia Geral do clube.

Educação e experiência profissional

Bruno de Carvalho é licenciado em gestão pelo ISG e mestre em Gestão do Desporto de Organizações Desportivas pela Faculdade de Motricidade Humana e pelo ISEG. Também é possuidor dos cursos de treinador da AF Lisboa (nível I) e da UEFA (nível II).

A nível profissional esteve ligado entre 1992 e 2013 nas seguintes empresas: Reviloc (Director Comercial - 1992 a 1994); Bruno de Carvalho, Lda I e II (Sócio-gerente - 1993 a 2013); Polibuild (Sócio-gerente - 2001 a 2005); Fundação Aragão Pinto (Sócio-gerente - 2008 a 2013).

Prémio Personalidade do Ano Desporto - XII Gala dos Prémios Mais Alentejo (2013)

Prémios Stromp - Categoria Dirigente do Ano (2013)

Presidência do Sporting Clube de Portugal

A nível desportivo foi vice-presidente da secção de Hóquei em Patins do Sporting, vice-presidente da Associação de Patinagem do Sporting, fundador e presidente da Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto, fundador do website Centenário Sporting, membro ativo dos Leões de Portugal e treinador de crianças em escolas de futebol. Fez parte da Juventude Leonina entre 1985 e 1990, fazendo também parte da claque da Torcida Verde nos anos seguintes.

Em 2011 foi candidato à presidência do clube mas perdeu para Godinho Lopes. Em 2013 foi novamente candidato, ganhando as eleições e tornando-se no 42.º presidente do Sporting.

A 4 de março de 2017 foi reeleito com 86,13% dos votos. O outro candidato, Pedro Madeira Rodrigues, teve 9,49%, numas eleições com um recorde de 18.755 votantes.

A 23 de junho de 2018 foi destituido numa Assembleia Geral do Sporting, meses depois do ataque à Academia de Alcochete, que tinha sido invadida por cerca de 40 adeptos, que agrediram jogadores e membros da equipa técnica. Votaram 14 735 sócios, dos quais 71% votou a favor da destituição e 29% a favor da continuidade.

A 6 de julho de 2019, foi expulso de sócio após votação em Assembleia Geral do Sporting. Votaram 5 190 sócios, sendo que 61% votou a favor da expulsão.

A 29 de fevereiro de 2020, Bruno de Carvalho disse que pretende voltar a ser o presidente do Sporting Clube de Portugal.

Em janeiro de 2016 e após o jogo Sporting/Tondela, Bruno de Carvalho afirmou, referindo-se a Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem: “os jogos não se jogam nas quatro linhas; gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo!”. No mesmo dia, no Facebook, escreveu: “inacreditável! A pressão dos árbitros já mete nojo! Querem provocar o pânicos nos árbitros que dirigem o Sporting CP e ainda passar a mensagem de que os jogadores do Sporting têm de estar sempre punidos (na lista estão já Slimani e João Mário). Vítor Pereira já não perdeu só o bom-senso a nomear, mas toda a noção do ridículo”.

A 23 do mesmo mês, em artigo no jornal A Bola classificou o líder da arbitragem como estando em “total desnorte”, dizendo que “o futebol se joga fora das quatro linhas”. A FPF considerou insultuosa a linguagem usada contra o órgão e contra Vítor Pereira, condenado-o, a 113 e a uma multa de 2.869 euros. Bruno de Carvalho recorreu, então, para o Tribunal Arbitral de Desporto, o qual, em 2017, revogou o castigo – numa decisão com o voto contra do advogado e juiz, Nuno Albuquerque, de Braga – considerando que as declarações, “ainda que contundentes e ásperas” estavam “no limite” da chamada “linguagem do futebol” não sendo difamatórias.

A FPF recorreu, então para o TCAS – Tribunal Central Administrativo do Sul, o qual confirmou a decisão do TAD dizendo que Vítor Pereira, sendo “um conceituado árbitro e figura pública, por certo deterá a necessária robustez psicológica para não se sentir melindrado”

O TCAS concluiu que as declarações dos dois ex-dirigentes sportinguistas não “atingiram o núcleo essencial das qualidades morais necessárias à sua autoestima e a não se sentir desprezado pelos outros”.

Face a esta segunda sentença, a FPF foi até à última instância, o Supremo, que veio dar-lhe razão, ao considerar que, e em resumo, “a denominada “linguagem desportiva” não permite que se profiram insultos e se façam difamações dirigidas aos árbitros e muito menos a quem os nomeia”. O Supremo Tribunal Administrativo confirmou as penas de suspensão e as multas aplicadas pela Federação Portuguesa de Futebol a Bruno de Carvalho.

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