Cássio Rodrigues da Cunha Lima GCM • GOMM (Campina Grande, 5 de abril de 1963) é um advogado e político brasileiro, filiado ao partido social democrático (PSD).
Foi prefeito de Campina Grande por três mandatos, deputado federal por dois mandatos, governador da Paraíba por duas vezes e senador pela Paraíba por dois mandatos, tendo sido presidente interino do Senado de 2 a 8 de maio de 2017.
Formado em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Iniciou a sua trajetória política como representante dos estudantes secundaristas na luta pela anistia. Foi diretor do Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e presidente do Centro Acadêmico de Direito Sobral Pinto, da UEPB. É filho de Ronaldo e Glória Cunha Lima e tem três irmãos: Ronaldo Filho, Savigny e Glauce. É advogado, formado em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual da Paraíba. Pai de três filhos com Sílvia Almeida: Diogo, Marcela e Pedro, e de Vinícius, nascido em 2017, do seu casamento com Jacilene Azevedo Cunha Lima.
Em 2003, foi admitido pelo presidente Jorge Sampaio à Ordem do Mérito de Portugal já em seu último grau, a Grã-Cruz. Em 2006, foi admitido por Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.
1986: Iniciou sua vida pública ao eleger-se deputado federal constituinte pelo PMDB, aos 23 anos, sendo, na ocasião, um dos deputados mais jovens do Brasil. Naquele ano obteve 93.236 votos.
1988: É eleito prefeito de Campina Grande pela 1ª vez com 53.720 votos (52,3% do total). Na prefeitura, durante seu governo foram construídos o Ginásio de Esporte "O Meninão", "Museu Vivo da Ciência", reformou a Maternidade, transformando-a em "Instituto de Saúde Elpídio de Almeida" (ISEA), e ampliou significativamente o índice de saneamento básico da cidade.
1992: Concluiu o seu primeiro mandato de prefeito. Em seguida, foi nomeado superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), cargo pelo qual ocupou de 1992 a 1994.
1994: Foi eleito deputado federal pela segunda vez com 157.609 votos (16,4% do total) e chegou a ser vice-líder do partido (PMDB) na Câmara.
1996: É eleito prefeito de Campina Grande pela 2ª vez com 72.185 votos (48,30% dos votos).
2000: É eleito prefeito de Campina Grande pela 3ª vez com 122.718 votos (71,35% dos votos).
2001: Desfilia-se do PMDB e ingressa no PSDB.
2002: Renuncia ao cargo de prefeito de Campina Grande para candidatar-se a governador da Paraíba pelo PSDB, sendo eleito em segundo turno com 889.922 votos (51,35% dos votos) derrotando o então governador e candidato a reeleição Roberto Paulino do PMDB. No primeiro turno obteve 752.297 votos (47,2% dos votos).
2003: Toma posse como governador da Paraíba.
2006: É candidato à reeleição, derrotando no segundo turno, o então senador e ex-governador José Maranhão do PMDB com 1.003.102 votos (51,35% dos votos). No primeiro turno obteve 943.922 votos (49,67% dos votos).
2007: É cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, no dia 30 de julho de 2007 por suposto uso de um programa social em benefício de sua candidatura à reeleição durante o período eleitoral de 2006. Dois dias depois, o Tribunal Superior Eleitoral concede uma liminar que lhe garante no cargo de governador até o julgamento final do processo no TSE. Em 10 de dezembro de 2007, Cássio é novamente cassado pelo TRE por suposto uso eleitoreiro do Jornal estatal "A União" também durante a campanha eleitoral de 2006. Através de uma nova liminar, consegue permanecer no cargo.
2008: Tem a sua cassação pelo "Caso FAC" no TRE, confirmada no TSE em 20 de novembro de 2008. Apesar disso, consegue uma nova medida cautelar, por cinco votos a dois, tendo assim tem o direito de ficar no poder até que saia o resultado final do processo.
2009: Após julgamento de embargos impetrados ainda em 2008, tem seu mandato cassado em definitivo no dia 17 de fevereiro de 2009, assumindo em seu lugar o segundo colocado nas eleições de 2006, o senador José Maranhão.
Elegeu-se senador em 2010 com 1 004 183 votos, porém teve seu registro de candidatura negado pelo TRE e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei Ficha Limpa, ficando impossibilitado de assumir o cargo de imediato. Apenas depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu, em 23 de março de 2011, não retroagir a Lei Ficha Limpa, fazendo-a valer somente a partir das eleições municipais de 2012, teve direito de assumir uma cadeira no Senado Federal. O STF determinou, no dia 19 de outubro de 2011, a imediata comunicação ao TSE da decisão do ministro Joaquim Barbosa, que permitia a posse de Cássio Cunha Lima como senador da Paraíba. Com a decisão do STF no sentido de que a lei da Ficha Limpa não se aplicava às eleições de 2010, o político teve seu registro de candidatura deferido pelo STF no Recurso Extraordinário (RE) 634250, possibilitando assim tomar posse no Senado em 7 de novembro de 2011.