Carlos César Sampaio Campos (São Paulo, 31 de março de 1968) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente exerce o cargo de auxiliar técnico do Santos.
Ídolo histórico do Palmeiras, também teve passagens pelos outros três grandes clubes paulistas: Santos, Corinthians e São Paulo. Após se aposentar dos gramados, passou a trabalhar como auxiliar técnico do treinador Tite.
Quando criança, atuou por três anos no time de futebol de salão do São Paulo. Indicado pelo ex-jogador Lima, que o conheceu no bairro do Jabaquara, César começou a chamar atenção em 1983, atuando no time infantil do Santos. Na época, tinha o apelido de "Cara Inchada".
Teve chance no time principal em 1986, aos 18 anos, atuando na lateral-direita sob o comando do técnico Júlio Espinosa, e foi titular durante todo o Campeonato Paulista daquele ano. No ano seguinte, foi apontado como uma das revelações do Campeonato Paulista.
Em 1988, o presidente do Santos Manoel dos Santos Sá renunciou ao cargo, após o veto do Conselho à venda do passe de César Sampaio e Marco Antônio Cipó ao empresário Juan Figer.
No ano de 1990, ganhou a Bola de Prata por suas atuações no Campeonato Brasileiro.
Em 1991, foi envolvido numa troca junto ao Palmeiras, quando as duas diretorias negociaram a sua troca por 450 mil dólares e o passe do meia Ranielli e do atacante Serginho Fraldinha.
Ao todo, César Sampaio atuou em 298 jogos e marcou nove gols pelo Alvinegro Praiano.
O volante obteve no Alviverde tudo o que não alcançou no Santos: títulos e reconhecimento. Numa equipe que teve num curto período de tempo craques como Zinho, Evair, Edílson e Edmundo, Sampaio sempre destacou-se como líder natural. Calmo e articulado, tinha grande ascendência entre os seus companheiros, sejam eles experientes ou iniciantes. Teve grandes atuações e marcou um gol antológico quando partiu com a bola do meio de campo.
No clube alviverde, César conquistou os Brasileiros de 1993 e 1994, os Paulistas de 1993 e 1994, e os Rio-São Paulo de 1993 e 2000.
Japão, retorno ao Palmeiras e La Coruña
Em 1995, juntamente com seus companheiros Zinho e Evair, Sampaio se transferiu para o Japão, para o Yokohama Flügels.
De volta ao Palmeiras, em 1999, foi o capitão da equipe na mais importante conquista da história do clube: a Copa Libertadores de 1999, além do Torneio Rio-São Paulo de 2000.
No ano seguinte foi para o Deportivo La Coruña, onde não obteve muito sucesso.
No meio de 2001, resolveu voltar ao futebol brasileiro e, a convite de Vanderlei Luxemburgo, acabou indo parar no Corinthians para a disputa do Brasileirão. Porém, seguidas contusões o fizeram atuar em apenas nove jogos pelo clube e ao fim do ano, com a troca de treinador (Parreira chegou), ele acabou voltando para o Japão.
Para encerrar a carreira, voltou ao Brasil e assinou com o São Paulo em 2004. Deixou o clube no dia 21 de dezembro, anunciando sua aposentadoria aos 36 anos. No total pelo Tricolor, disputou 27 partidas e marcou apenas um gol.
Em 1987, foi convocado por René Simões para o Torneio Internacional de Toulon. No mesmo ano, ganhou o Campeonato Mundial Sub-20.
Estreou pela Seleção Brasileira em 1990, num amistoso contra um combinado de craques do resto do mundo que marcava os 50 anos de Pelé. Apareceu como promessa na Seleção após uma péssima campanha na Copa do Mundo do mesmo ano, na qual a Verde-Amarela foi eliminada pela maior rival, a Seleção Argentina.