Córrego Fundo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Já pertenceu às cidades de Ouro Preto, São João Del Rey, Tiradentes, Itapecerica e, por último, Formiga. Situado às margens da Rodovia MG-050, à altura do quilômetro 212, o município foi emancipado em 21 de dezembro de 1995, após o plebiscito realizado em 23 de outubro do mesmo ano.
A economia do município baseia-se, principalmente, na queima e beneficiamento da cal, sendo um dos principais pólos no circuito da produção de cal, em Minas Gerais. Em segundo lugar vem a extração da pedra calcária, seguida da agropecuária, do comércio e prestação de serviços. O município é destaque, também, nos setores têxtil e artesanal.
Em 2003, o professor Georges José Pinto, defendeu dissertação de mestrado em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia, intitulada "Do Sonho à Realidade: Córrego Fundo - MG - Fragmentação territorial e criação de municípios de pequeno porte". Tal obra, de 252 páginas, descreve todo o processo de emancipação do então distrito e criação do município de Córrego Fundo.
Segundo a tradição local, o povoado originou-se de um pouso de tropeiros às margens de um córrego, no caminho rumo à Serra da Canastra. A Fazenda de Córrego Fundo, atribuída a Domingos Antônio da Silveira, deu origem ao núcleo que formaria o município. O distrito de Córrego Fundo foi criado pela lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, subordinado ao município de Formiga. Após plebiscito realizado em 23 de outubro de 1995, foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 12 030, de 21 de dezembro de 1995, desmembrando-se de Formiga, com instalação em 1º de janeiro de 1997.
O município integra a mesorregião do Oeste de Minas e a microrregião de Formiga, ocupando uma área de 101,112 km².
Segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Córrego Fundo era de 6 133 habitantes; os naturais do município são denominados corregofundenses. O Índice de Desenvolvimento Humano municipal (IDH-M) era de 0,678 em 2010.
A economia local destaca-se pela produção e beneficiamento da cal e pela extração de calcário. Em 2021, o produto interno bruto (PIB) per capita do município era de R$ 49 904,63.
O município faz parte do circuito turístico Grutas e Mar de Minas.