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Cătălina Ponor

Ginasta artística romena

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Cătălina Ponor (Constança, 20 de agosto de 1987) é uma ex-ginasta romena que competiu na categoria artística da modalidade ininterruptamente entre os anos de 2001 e 2007, quando decidiu deixar oficialmente os treinos por "razões médicas". Em 2011, voltou a treinar com a equipe romena na cidade de Izvorani com o objetivo de ir aos Jogos Olímpicos de Londres.

Cata, como é conhecida e chamada por parentes e amigos, alcançou o ápice da sua carreira em 2004, durante a edição de Atenas dos Jogos Olímpicos. Na ocasião, a ginasta, de apenas 16 anos, conquistou três medalhas de ouro: por equipes, na trave e no solo, sendo a única atleta da competição a conquistar mais de três ouros, considerada por isso "a melhor estrela" da competição.

Cătălina Ponor nasceu na cidade de Constança, Romênia em 20 de agosto de 1987, filha de pais ciganos. Mudou-se de sua cidade apenas para treinar ginástica. Em 2005, sua vida pessoal veio a público. No começo do ano, a jovem, de até então, dezessete anos, descobria um irmão que sua mãe nunca havia mencionado: Seus pais divorciaram-se quando as crianças eram muito jovens e seu pai mudou-se para a Suécia com o menino. A revelação mudou a vida e os rumas da carreira de Cătălina.

Cătălina inicou sua vida na ginástica aos quatro anos, em 1991. Aos quatorze entrou para a equipe júnior e aos quinze já integrava a elite sênior da ginástica romena.

Seus aparelhos de melhores resultados e rendimento são o solo e a trave.

Ponor iniciou sua carreira treinando no ginásio Farul Sport Club, com os treinadores Matei Stanie e Gabriela Dosoftei. Em 2002, fora descoberta pelos treinadores da equipe romena, Octavian Belu e Mariana Bitang, e convidada a integrar a equipe junior nacional. Convite aceito, Cătălina mudou-se para a cidade sede do ginásio de Deva. Sua passagem por essa categoria foi de apenas um ano, o que impossibilitou sua participação em campeonatos, devido ao tempo de preparo.

Em 2003, Cătălina iniciou seu treinamento na elite sênior romena e em seguida, vieram seus primeiros campeonatos. O primeiro, na Copa do Mundo, de etapa realizada em Stuttgart - 2003, rendeu a Catalina duas medalhas: o ouro na trave, com a pontuação final de 9,587 e o bronze no solo, com o score de 9,237.

No ano seguinte, na primeira etapa da Copa do Mundo, dessa vez realizada na cidade de Gante, Ponor conquistava mais duas medalhas - dois ouros. O primeiro, no solo, veio com a pontuação de 9,350 e o segundo, na trave, com o total de 9,662. Ainda em 2004, na etapa de Glasgow da mesma competição, a ginasta conquistou mais medalhas. Novamente no solo e na trave, ela atingiu pontuações ainda maiores que nas disputas anteriores - 9,650 e 9,700, respectivamente. Na terceira etapa da Copa, agora em Lyon, Cătălina baixou a média na execução e subiu ao pódio apenas na segunda colocação em ambos os aparelhos. Já na quarta etapa, em Cottbus, a jovem voltou às primeiras posições e às medalhas de ouro, tanto na trave quanto no solo. Na final da Copa do Mundo, realizada em Birmingham, Ponor manteve seu posto de número um da trave.

Em 2004, aos dezessete anos, a romena atingira o ápice de sua forma. No Campeonato Europeu, de edição realizada na cidade de Amsterdam, Cătălina conquistou três medalhas, todas de ouro. A primeira veio na disputa por equipes, onde as romenas deixaram o time russo com a medalha de prata. Em seguida, vieram as competições por aparelhos. A trave e o solo renderam a Ponor novas medalhas de ouro e pontuações ainda mais altas, mostrando as mudanças em suas rotinas, que as deixavam com notas de execução ainda maiores.

Em agosto de 2005, Catalina envolveu-se com seu segundo problema no ano: foi pega pelo treinador, ao lado de suas companheiras de equipe Florica Leonida e Alexandra Eremia, desrespeitando a concentração mantida durante as competições. As três voltavam de uma noite de festa e foram punidas severamente. Ambas as atitudes repercutiram mais que o previsto e a equipe nacional fora dissolvida, voltando cada atleta a treinar com seu treinador de base. Apesar dos incidentes, Cătălina manteve suas boas apresentações na trave durante mais uma edição do Campeonato Europeu, tido como o mais disputado dentre os continentes. O resultado para a ginasta: mais uma medalha de ouro. Em 2006, após a contratação de Nicolae Forminte para a equipe nacional, Ponor resolveu não voltar à equipe para treinar com ele, preferindo permanecer com seu primeiro treinador. Após participar da edição daquele ano do Campeonato Europeu, Cătălina anunciou oficialmente a sua aposentadoria da ginástica (olímpica) artística, alegando problemas físicos.

Em 2007, com o intuito de participar das Olimpíadas de Pequim de 2008, a ginasta, agora com vinte anos, voltou a treinar e participou apenas do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de Stuttgart em 2007, na Alemanha. Em dezembro de 2007, sem muitas justificativas, Cătălina Ponor encerrou definitivamente a carreira na ginástica (olímpica) artística, alegando apenas problemas físicos.

Assim, ela abandonou a ginástica artística como tri-campeã europeia da trave, tri-medalhista de ouro em apenas uma edição olímpica, tri-medalhista em Campeonatos Mundias de Ginástica Artística e em uma única edição e tetra-campeã da Copa do Mundo na trave.

Campeonatos Mundiais de Ginástica Artística

Ponor participou de quatro edições da competição de Campeonatos Mundias de Ginástica Artística, sendo elas em ordem: Anaheim em 2003, Melbourne em 2005, Stuttgart em 2007 e Tóquio em 2011. O seu melhor desempenho foi na edição de Anaheim em 2003 do evento, na qual conquistou três medalhas de prata. Durante o evento de Tóquio em 2011, se classificou para duas finais, mas não obteve nenhuma medalha, sendo esta considerada a sua pior participação em competições do tipo.

Em sua primeira competição de nível mundial, Ponor obteve três medalhas. Subiu ao pódio por três vezes na segunda colocação.

A primeira veio por equipes, ao disputar o campeonato ao lado das ginastas Oana Ban, Alexandra Eremia, Florica Leonida, Aura Andreea Munteanu e Monica Roşu. A equipe americana, anfitriã, fora a única a superar as romenas. As Seleções de ginástica artística da Austrália completaram o pódio. No dia de disputas por aparelhos, Cătălina foi novamente ao pódio. Na trave, fora superada pela chinesa Fan Ye, por 0,3 décimos. E no solo, a ginasta ficou atrás da brasileira Daiane dos Santos.

Catalina chegou a Melbourne na Austrália como a principal atleta da competição, uma vez que havia ganhado três medalhas olímpicas de ouro no ano anterior.

Sua segunda participação em Mundiais, em Melbourne - Austrália, trouxe para Ponor apenas uma medalha de bronze, na trave, atrás das americanas Nastia Liukin - estreante em Mundiais - e Chellsie Memmel, campeã do individual geral desta edição. Após os incidentes em sua vida pessoal e profissional, Ponor estava mudada e adotava uma postura agressiva, o que surpreendeu seus admiradores e companheiros de esporte na época, por resultar em ruins colocações.

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