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Caio Bonfim

Atleta brasileiro

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Caio Oliveira de Sena Bonfim (Sobradinho, 19 de março de 1991) é um atleta brasileiro campeão mundial e medalhista olímpico que compete nas marchas atléticas de 20 km e 35 km.

Foi o primeiro brasileiro da história a ser medalhista olímpico nessa modalidade do atletismo, após ter alcançado a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, na marcha de 20 km, e o primeiro a ser campeão mundial da marcha atlética, ao ganhar a medalha de ouro em Tóquio 2025.

Foi medalhista de prata no Campeonato Mundial de Atletismo de 2025, em Tóquio, e bronze nos Mundiais de Londres 2017 e Budapeste 2023 nos 20 km; ficou em 4° lugar nos Jogos Olímpicos da Rio 2016 e obteve a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de 2019 e 2023. É o recordista brasileiro das duas distâncias.

Caio cresceu com seu pai, João Sena, sendo treinador de sua mãe, Gianette Bonfim, 7 vezes campeã brasileira de marcha atlética e duas vezes medalhista sul-americana. Em sua infância, seu pai colocava 12 crianças dentro do carro para levar para o treino. Segundo Caio, seu pai fez muito mais cidadãos do que campeões.

Apesar de problemas físicos na infância, incluindo uma meningite, operação para consertar pernas arqueadas, e ossos frágeis sofrendo com deficiência de cálcio por conta de intolerância à lactose, se tornou entusiasta de esportes. O primeiro contato de Caio Bonfim no esporte foi com o futebol, que jogou dos 6 aos 16 anos, chegando a ser lateral na base do Brasiliense. Segundo Bonfim, um motivo para ter desistido foi que "era titular, mas sempre o primeiro a ser substituído."

A decisão de se dedicar à marcha atlética foi tomada ainda na adolescência. Consciente das dificuldades que poderiam surgir, Caio optou por trilhar esse caminho, mesmo ciente dos obstáculos que encontraria. Ao mudar do futebol para a marcha atlética, a constante hostilidade e xingamentos moldaram sua mentalidade e ajudaram a enfrentar ambientes hostis em competições com mais resiliência. Desenvolver estratégias mentais para superar adversidades foi essencial para sua preparação. Caio aprendeu a lidar com o apoio moral da família e a manter o foco na própria realidade, sem deixar que as expectativas externas afetassem seu desempenho. Ele superou muitos desafios mentais, mantendo sua constância e dedicação à modalidade.

Com apenas 20 anos, representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2011, disputados em Guadalajara, no México. Sua estreia nos Jogos Pan-Americanos foi interrompida de forma polêmica, após percorrer 19.950 metros de prova, foi eliminado nos últimos 50 metros da marcha de 20 km. Ocupava a 8ª posição até a decisão da arbitragem de eliminá-lo com um terceiro cartão vermelho.

Classificado para a disputar a prova em sua primeira Olimpíada, Londres 2012, após conquistar o índice e a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano de Marcha Atlética, Caio não teve uma boa participação nos Jogos, terminando apenas em 39° lugar entre os 48 atletas que completaram a prova, com o tempo de 1h24min45s .

Único brasileiro a representar o país na modalidade nos Jogos Pan-Americanos de 2015, Caio conquistou a medalha de bronze nos 20 km, a primeira medalha brasileira na marcha atlética masculina do Pan desde o bronze de Marcelo Palma em Havana 1991.

Nos Jogos Olímpicos da Rio 2016, conseguiu o melhor resultado da história do país na marcha atlética, terminando a prova de 20 quilômetros, sua maior especialidade, na quarta posição com o tempo de 1h19m42, então novo recorde brasileiro, ficando a apenas cinco segundos do medalhista de bronze, o australiano Dane Bird-Smith. Na prova de marcha de 50 km, terminou em 9º lugar, quebrando novamente o recorde brasileiro, com o tempo de 3h47m02.

No Campeonato Mundial de Atletismo disputado em Londres, Bonfim conseguiu a medalha de bronze, a primeira do atletismo brasileiro nesta modalidade, novamente baixando seu recorde brasileiro, com a marca de 1h19min04s.

Nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, ele obtém a medalha de prata nos 20 km marcha, ficando apenas 7 segundos atrás do equatoriano Brian Daniel Alvez.

De volta às Olimpíadas em Tóquio 2020, terminou na décima terceira posição na marcha de 20km.

No Campeonato Mundial de Atletismo de 2023 em Budapeste, Hungria, ficou novamente com a medalha de bronze, sua segunda em Mundiais, e estabeleceu nova melhor marca pessoal e recorde brasileiro, 1h17min47s.

Ficou com a medalha de prata nos 20 km dos Jogos Pan-Americanos de 2023, sua terceira medalha pan-americana. Ao fim de 2023, Caio conquistou o título de campeão do World Athletics Race Walking Tour, o circuito mundial da marcha atlética, temporada 2022/2023, pelo qual recebeu o prêmio de 25 mil dólares.

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024, em Paris, obteve a medalha de prata na marcha de 20 km, um feito inédito na história do atletismo brasileiro, sendo esta a maior conquista de sua carreira. Mesmo competindo contra outros grandes atletas, como o equatoriano Brian Daniel Pintado, que conquistou o ouro, Bonfim conseguiu um ritmo forte na largada e nos 10 km finais para se manter na frente do pelotão e conquistar a medalha de prata. No pódio, Pintado (1:18:55), seguido pelo brasileiro Caio Bonfim (1:19:09) e o espanhol Álvaro Martín (1:19:11).

Foi medalha de prata na distância de 35 km no Campeonato Mundial de Atletismo de 2025, em Tóquio, tornando-se o atleta brasileiro com o maior número de medalhas - três - em Campeonatos Mundiais, igualando-se a Claudinei Quirino. Seis dias depois tornou-se campeão mundial da marcha de 20 km, vencendo a prova em 1:18:35, e o brasileiro com mais medalhas em campeonatos mundiais, num total de quatro.

As marcas abaixo são os também os recordes brasileiros para a distância:

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