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Camille Paglia

Ensaísta, crítica de arte e crítica social americana

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Camille Anna Paglia (Endicott, Nova Iorque, 2 de abril de 1947) é uma acadêmica e Ph.D pela Universidade de Yale. Camille ainda é ensaísta, crítica de arte e crítica social americana. Paglia é professora da University of the Arts em Philadelphia, Pennsylvania, desde 1984. O The New York Times a descreveu como a “Primeira e mais importante educadora". Paglia é famosa por sua visão crítica em vários aspectos da cultura moderna. Em 2005, Paglia foi rankeada em #20 pela revista Prospect/Foreign Policy na lista dos 100 maiores intelectuais populares.

Paglia é uma intelectual de contradições apenas aparentes: uma ateísta que respeita a religião e uma classicista que defende tanto a arte elitista quanto a popular com uma visão de que o ser humano tem uma natureza irresistivelmente dionisíaca, em especial no aspecto mais selvagem e obscuro da sexualidade humana.

A intelectual apresenta uma gama variada de assuntos sobre o qual escreve: religião comparada, história da arte e o cânon literário, além de uma grande ênfase no ensino da história. Paglia tornou-se célebre para o público mundial em 1990 ao publicar o primeiro livro Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson (em tradução livre - Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertiti a Emily Dickinson. O sucesso com este livro possibilitou a autoria de outros títulos sobre cultura popular e feminismo. Exibindo grande erudição, gerou muita polêmica ao desafiar o que ela própria denominou de "elite liberal", incluindo acadêmicos, grupos feministas tais como a National Organization for Women (NOW) (em tradução livre - Organização Nacional para Mulheres (AGORA)) e grupos ativistas na luta contra a AIDS, tais como o ACT UP, acrônimo de AIDS Coalition to Unleash Power (em tradução livre - Coligação contra a SIDA para libertar o poder).

Camille se define como feminista, muito embora seja uma das principais críticas de algumas formas de feminismo (como o "puritano e stalinista"). Camille foi grande ativista em relação à inserção da mulher no mercado de trabalho, mas repudia as relativizações do que chama de “nova feminista burguesa”. Para Camille, o novo feminismo é direcionado para proteger a burguesa juvenil – que quer que o mundo seja como é a sua sala de estar. “A nova feminista espera que o mundo seja reduzido a essas proteções burguesas e, sem perceber seus privilégios, é arrogante e passa toda essa arrogância para o feminismo”.

Camille não se opõe, mas se diz preocupada com a tendência cirúrgica de redesignação sexual.

Paglia se define como libertária. Paglia é a favor da liberação de temas como pornografia, prostituição, aborto e drogas. Paglia é uma grande crítica da candidata à presidência dos estados unidos de 2016, Hillary Clinton, a qual classifica como uma fraude. Paglia também se recusou a apoiar o republicano Donald Trump, indicando que votaria no socialista Bernie Sanders.

Paglia, Camille (1974). Sexual Personae: The Androgyne in Literature and Art (Tese)

——— (1990). Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson. [S.l.: s.n.] ISBN 0-679-73579-8

——— (1992), Sex, Art and American Culture: Essays, ISBN 0-679-74101-1

——— (1994). Vamps and Tramps: New Essays. [S.l.: s.n.] ISBN 0-679-75120-3

The Birds (BFI Film Classics) (1998) ISBN 0-851-70651-7

Break, Blow, Burn: Camille Paglia Reads Forty-three of the World's Best Poems (2005) ISBN 0-375-42084-3

Glittering Images: A Journey Through Art from Egypt to Star Wars (2012) ISBN 978-0-375-42460-1

Free Women, Free Men: Sex, Gender, and Feminism (2017) ISBN 978-0-375424779

Provocations: Collected Essays (2018) ISBN 978-1-52474689-6

Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertite a Emily Dickinson (1992). Cia. das Letras ISBN 85-7164-289-3

Sexo, Arte e Cultura Americana (1993). Cia. das Letras

Vampes e Vadias (1996). Francisco Alves

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