Carlos Alberto Gomes Parreira (Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 1943) é um ex-treinador de futebol brasileiro que participou de Copas do Mundo FIFA por cinco seleções diferentes e estando em seis edições do evento. Primeiramente na Copa do Mundo FIFA de 1982 treinou o Kuwait. Na Copa do Mundo FIFA de 1990 que teve a Itália como sede, foi a vez do técnico brasileiro dirigir o Emirados Árabes. O treinador exerceu sua função por duas vezes ao treinar a seleção saudita; entre 1985 a 1988 e em 1990, sendo vice-campeão da Copa do Golfo no primeiro ano à frente da seleção.
Posteriormente, Parreira assume a Seleção Brasileira de Futebol a partir de 1991, obtendo o auge da sua carreira, ao conquistar o tetracampeonato do Brasil, ao disputar a Copa do Mundo FIFA de 1994 que foi sediada nos Estados Unidos. Na ocasião, o Brasil não vencia uma Copa do Mundo há 24 anos. Na Copa do Mundo FIFA de 1998, Carlos Alberto Parreira, treinou a Arábia Saudita. Em 2003, o retorno para a Seleção Brasileira foi oficializado, sendo assim o treinador esteve responsável pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 2006.
Posteriormente, Carlos Alberto Parreira teve duas passagens na Seleção Sul-Africana de Futebol, primeiramente em 2007 , em sua passagem pelo país africano houve um hiato no ano de 2008, por motivos pessoais.. O retorno acontece, em 2009, no ano seguinte, ele esteve à frente da seleção sul-africana que sediou a Copa do Mundo FIFA de 2010. Carlos Alberto Parreira é o técnico brasileiro que mais dirigiu Seleções de outros países: seis ao todo, em dez passagens.
É conhecido mundial e nacionalmente pelas conquistas da Copa do Mundo de 1994, da Copa da Ásia de 1980, da Copa América de 2004, da Copa das Confederações de 2005, do Campeonato Brasileiro de 1984, com o Fluminense, e da Copa do Brasil de 2002, com o Corinthians, entre outros títulos nacionais e internacionais conquistados em clubes brasileiros e estrangeiros, como também em Seleções de outros países.
Em abril de 2020, o portal ge realizou uma votação online para escolher o melhor técnico da história do Fluminense, oferecendo seis opções; com 32,39% dos votos, Parreira foi o vencedor.
Formado em educação física pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, no Rio de Janeiro, em 1966, começou sua carreira como Preparador Físico do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Logo em 1967 foi convidado pelo governo de Gana para ser o treinador da Seleção Ganesa, onde permaneceu até 1969, quando voltou ao Brasil para trabalhar no Vasco da Gama. Foi um dos preparadores físicos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 1970, quando a Seleção conquistou o tricampeonato mundial. Como técnico, Parreira trabalhou em uma série de clubes pelo Brasil e pelo mundo. Suas passagens mais marcantes foram no Fluminense (seu time do coração), em 1984, quando o clube conquistou seu segundo título do Campeonato Brasileiro e em 1999, quando ajudou na recuperação do clube com a conquista da Série C do Campeonato Brasileiro. Além do clube carioca, Parreira também fez história no Corinthians em 2002, quando foi campeão da Copa do Brasil e da última edição do Torneio Rio–São Paulo, e no Bragantino, levando o modesto clube do interior paulista à final do Campeonato Brasileiro de 1991, perdida para o São Paulo de Telê Santana.
Ao todo, integrou a comissão técnica de sete clubes brasileiros, boa parte do tempo no Rio de Janeiro. Mesmo com passagens vitoriosas por essas equipes, foi após a conquista da Copa do Mundo FIFA de 1994, com a Seleção Brasileira, que Parreira obteve reconhecimento e prestígio internacionais, que renderam-lhe diversos convites e propostas de trabalho no exterior, abrindo portas num mercado até então muito pouco explorado. E foi aí que sua carreira decolou. Comandou Valencia (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e New York Red Bulls na então recém-criada Major League Soccer.
Mas o maior sucesso foi com seleções nacionais. Conquistou vários torneios asiáticos com as Seleções do Kuwait e da Arábia Saudita, além da Copa América de 2004 e a Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira. Atingiu ainda a notável façanha de classificar cinco seleções nacionais diferentes e disputar seis Copas do Mundo: Kuwait em 1982, Emirados Árabes em 1990, Brasil em 1994 e 2006, Arábia Saudita em 1998 e África do Sul em 2010, igualando assim o recorde anterior — já que Bora Milutinović levou cinco países à competição. Esses resultados são considerados bastante expressivos para um profissional até hoje bastante contestado pelos críticos do esporte e, principalmente, pela exigente torcida brasileira.
Muitos faziam reservas ao estilo mais cauteloso e burocrático de Parreira, além de tê-lo considerado excessivamente teórico e esquemático. Há os que defendem que as equipes de Parreira frequentemente eram caracterizadas pelo bom toque de bola e pelo envolvimento do adversário em seu jogo. Inspirado no lema de Sepp Herberger (antigo treinador alemão) que diz que futebol é atacar e defender com a máxima eficiência, Parreira ficou conhecido pela frase "O gol é apenas um detalhe", mostrando a intensa visão do jogo defensivo.
Após o sucesso de sua passagem pelo Corinthians em 2002, Parreira voltou a Seleção Brasileira em 2003 para substituir Luiz Felipe Scolari, que havia conquistado o penta. O treinador reestreou pela Amarelinha em um empate por 0–0 contra a China, no Estádio Olímpico de Guangdong. Sua reestreia de forma oficial foi em uma vitória por 2–1 diante da Colômbia, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. Nessa passagem, foi campeão da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005, mas o Brasil não foi bem na Copa do Mundo FIFA de 2006, exibindo um futebol aquém das expectativas criadas. Por conta disso, Parreira foi demitido no dia 1 de julho, após a derrota por 1–0 para a França, no Deutsche Bank Park, válida pelas quartas de final do Mundial realizado na Alemanha.
Até 17 de abril de 2008, Parreira comandou a Seleção da África do Sul, então anfitriã da próxima Copa do Mundo FIFA. Entretanto, alegando problemas particulares, o treinador deixou a Seleção Sul-Africana sem obter resultados satisfatórios. Em seu lugar, assumiu o também brasileiro Joel Santana, recém saído do Flamengo. No dia 6 de março de 2009, Parreira acertou sua volta ao Fluminense (seu clube de coração), após a saída de René Simões. No entanto, em 13 de julho do mesmo ano, foi demitido por conta dos resultados inconsistentes no Campeonato Brasileiro.
Em 23 de outubro de 2009, após a demissão de Joel Santana, Parreira voltou ao cargo de treinador da África do Sul. O treinador permaneceu até o encerramento da participação daquela Seleção na Copa do Mundo de 2010. A vitória por 2–1 sobre a França foi a primeira do treinador conseguida em Copas do Mundo dirigindo Seleções que não a Brasileira.
No dia 22 de dezembro de 2010, anunciou sua aposentadoria como técnico. Quase dois anos depois, com o retorno de Felipão ao comando da Seleção Brasileira, Parreira assumiu a função de coordenador técnico em novembro de 2012.
Após a goleada sofrida por 7–1 para a Alemanha na Copa do Mundo FIFA de 2014, Parreira se aposentou do futebol.
A estreia de Parreira como treinador de seleções em Copas do Mundo FIFA ocorreu em 1982, quando o torneio foi disputado na Espanha e vencida pela Itália. Na ocasião, o brasileiro era o técnico do Kuwait. Para seu azar, a equipe caiu no Grupo D, juntamente com Inglaterra, França e Checoslováquia. Após um empate por 1–1 contra os tchecos na estreia, os asiáticos sofreram duas derrotas (4–1 para os franceses e 1–0 para o English Team) e deram adeus ao mundial, na última colocação do grupo, com apenas um ponto. Parreira ainda ficaria mais um ano como treinador do Kuwait, vindo a assumir o comando dos Emirados Árabes Unidos em 1985, mas não tendo sucesso para chegar à Copa do Mundo de 1986.
Quatro anos após o insucesso das eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1986, Parreira reassumiria os Emirados Árabes Unidos para disputar a Copa do Mundo FIFA de 1990, na Itália, a primeira da equipe asiática. O torneio não deixa boas recordações: eliminação na primeira fase, com três derrotas e 11 gols sofridos. A equipe de Parreira até vendeu caro a derrota por 2–0 para a Colômbia na estreia, mas depois foi presa fácil para Alemanha Ocidental (5–1) e Iugoslávia (4–1) e deu adeus ao mundial como a pior equipe da competição.