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Carlos Cuesta

Futebolista colombiano

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Carlos Eccehomo Cuesta Figueroa (Quibdó, 9 de março de 1999) é um futebolista colombiano que atua como zagueiro no Vasco da Gama, emprestado pelo Galatasaray.

Revelado pelo Atlético Nacional, da Colômbia, conquistou com o clube colombiano cinco títulos no profissional.

No ano de sua estreia profissional, 2016, o clube colombiano viveu um grande momento coletivo. Desse modo, ainda que não participasse de nenhum jogo, Cuesta integrou o elenco campeão da Libertadores de 2016, Recopa Sul-Americana de 2017 e outros troféus nacionais.

Nos seus 70 jogos pelo clube, tal qual sua participação na Copa do Mundo FIFA Sub-20 de 2019 – onde foi o capitão da Seleção –, Cuesta foi um dos grandes destaques defensivos de suas equipes e passou a chamar a atenção de diferentes clubes europeus. No entanto, em julho de 2019, aos 20 anos, teve sua transferência confirmada para Bélgica por um valor próxima a 4 milhões de euros.

Em 5 de julho de 2019, foi anunciado pelo Genk, da Bélgica, assinando contrato até junho de 2024. Na época, o zagueiro foi sondado também pelo Ajax e o Standard de Liège.

Pelo Genk, Cuesta tivera seu melhor momento no Velho Continente. Apesar da estatura inferior a de 1,80, incomum para jogadores de sua posição, o colombiano destacou-se por sua impulsão, velocidade e qualidade com a bola nos pés e rapidamente atingiu o posto de titular em seu debut na Jupiler Pro League.

Seu sucesso na equipe foi tão individual quanto coletivo, já que, além do posto de titular no clube, foi nomeado vice-capitão da equipe belga e chegou a capitanear o clube em algumas oportunidades, ainda que tivesse somente 23 anos. No contexto do grupo, ajudou o Genk a conquistar a Copa da Bélgica da temporada 2020–21, seu único troféu enquanto jogador do time.

Enquanto jogador do Genk, adquiriu experiência Continental ao disputar as três principais competições europeias daquele período, onde marcou um tento em uma disputa por pênaltis contra o Servette nos play-ofs da Liga dos Campeões da UEFA de 2023–24. Seus jogos sólidos, ainda que o time não alcançasse numerosos títulos de expressão, levaram Carlos a ser convocado à Seleção Colombiana em 2021, e eventualmente à Copa América de 2024. Ao fim de sua passagem positiva, fizera quatro gols e uma assistência em 182 partidas e deixou o país pelo dobro do valor que foi contratado.

Em 6 de fevereiro de 2025, transferiu-se para o Galatasaray, da Turquia, por oito milhões de euros.

Ao chegar no país, contudo, tivera seguidas situações que o impediram de fazer mais jogos. O jogador estreou na 23ª rodada da Süper Lig de 2024–25, onde foi titular e viu o Adana Demirspor encerrar a partida aos 30 minutos por W.O. após protesto contra um pênalti polêmico marcado a favor da equipe de Carlos – e eventualmente convertido por Álvaro Morata. No jogo seguinte, ainda na Liga, foi titular pela segunda vez formando um trio de zagueiros com seu compatriota Davinson Sánchez e Abdülkerim Bardakcı – onde atuou mais pelas beiradas; contudo, foi substituído no primeiro minuto do segundo tempo e iniciou-se uma longa sequência de jogos em que sequer saía do banco de reservas no Campeonato Turco.

Após estes dois jogos, Cuesta performou as duas partidas de pré-Oitavas da Liga Europa da UEFA de 2024–25, mas viu o AZ Alkmaar superar o clube turco no jogo de ida por 4–1 e o de volta ser apenas um empate por 2–2. A partir desse momento, contemplou seu espaço diminuir definitivamente em todas as competições.

Okan Buruk, treinador do Gala, abdicou da formação com três zagueiros e decidiu que o colombiano seria retirado da equipe titular. Desse modo, Cuesta performou menos, tendo como melhor sequência as duas últimas rodadas da Liga quando fez 90 minutos nessas oportunidades. Nesta ocasião, o time já havia sido campeão com três rodadas de antecedência e Okan optou por dar tal oportunidade ao sul-americano em um contexto que era matematicamente impossível de serem superados pela equipe abaixo deles.

Cuesta fez dois jogos na Copa da Turquia, sendo o primeiro ainda na Fase de Grupos e o último na semifinal, coincidentemente, todos contra o Konyaspor. As duas vitórias foram importantes na campanha que culminou no primeiro título do zagueiro pelo clube – já que a consolidação matemática da Liga viria acontecer dias depois –, mas ainda sem que o defensor atuasse no jogo decisivo.

Descontente pela perda de espaço e buscando mais tempo de jogo, Cuesta deixou o Gala após apenas nove partidas e rumou ao Brasil, onde tinha ciência de que podia realizar bons jogos e estar apto para participar dos compromissos com a Seleção Colombiana nos próximos meses. O acordo, contudo, foi extenso e contou com uma reviravolta. Os turcos haviam aceitado a proposta do Vasco da Gama e do Spartak Moscow e os representantes de ambos os clubes conversaram com o zagueiro. Os russos havia demonstrado valores mais interessantes ao atleta, mas, quando ele já estava prestes a assinar com o time europeu, os diretores de Moscou reajustaram o modelo de negociação e isso afastou de vez o Galatasaray do acordo. Assim, os cariocas retornaram seu interesse pelo sul-americano e fecharam a contratação em agosto de 2025.

Em 27 de agosto de 2025, aos 26 anos, foi firmado um acordo para ser reforço do Vasco da Gama, vindo na condição de empréstimo junto ao clube turco. No contrato, o clube brasileiro pagaria cerca de 750 mil euros para ter o defensor até dezembro de 2025 e, para estender o empréstimo, deveria dar ao Galatasaray mais 1,5 milhões de euros a fim de tê-lo até o fim de 2026. Em caso de desejo de compra, cabia ao time carioca exercer a cláusula de compra fixada em 5,7 milhões de euros.

Cuesta fez sua estreia no dia 14 de setembro, entrando no decorrer do segundo tempo quando o placar mostrava um empate em 1–1 contra o Ceará em São Januário. O zagueiro recebeu um passe de seu compatriota, este também nascido na mesma cidade, Andrés Gómez e pôs o Vasco em vantagem no placar. Posteriormente o jogo terminou em 2–2, e o defensor afirmou que o gol dos nordestinos no último minuto, ocorreu por "uma falta de comunicação" entre os jogadores vascaínos.

O impacto do zagueiro foi imediato na equipe brasileira. Chegando para suprir problemas na defesa, o zagueiro formou uma dupla sólida com Robert Renan e foi elogiado pela mídia nacional desde sua estreia. Em determinado momento, o Vasco enfrentou uma invencibilidade de sete partidas tendo Carlos em campo, e a primeira derrota, de cinco consecutivas, onde Cuesta se ausentou de uma por convocação à Seleção, ocorreu na 31ª rodada, quando a equipe amargou um 2–0 diante o São Paulo.

Após isso, a equipe teve mais jogos de instabilidade, perdendo muitas partidas em sequência até vencer o Internacional por 5–1 na rodada 36. Na seguinte, a equipe foi novamente superada, dessa vez diante o Mirassol, partida essa que Carlos recebeu um cartão amarelo que o suspendeu da rodada de encerramento da Liga Brasileira, por 1–0.

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