Carlos Jorge Neto Martins (Oliveira do Hospital, 29 de abril de 1982) é um ex-futebolista português que jogava como médio centro.
Dono de um potente remate e muita garra em campo, ganhou o apelido de Rambo dos torcedores do Benfica. Antigo jogador do Sporting, jogou nos rivais da Luz, transferindo-se do Benfica para o Belenenses onde terminou a carreira.
Oriundo do clube da sua terra, foi jogar para o Sporting em 1993 com apenas 11 anos. Na altura, optou por ir morar com a sua tia em Loures em vez de ficar no Centro de Futebol Juvenil do Sporting. Acabou por passar por dificuldades e retornou ao Oliveira do Hospital após um ano.
Em 1995, volta "definitivamente" à casa-mãe. Nas camadas jovens do Sporting, integra as equipas de juvenis e juniores onde teve como colegas: Lourenço (Ex: Sporting, Belenenses, Leiria, Setúbal, recentemente contratado pelo Panionios da Grécia), Santamaria (Ex: Sporting, Marco, Estrela da Amadora e actualmente no Olhanense), Beto (Ex-Sporting, Casa Pia e actualmente no Leixões), Ricardo Quaresma, Hugo Viana, Miguel Garcia, entre muitos outros.
Presença assídua nas selecções juvenis de Portugal, destacam-se a participação no Europeu de Sub-17 na Polónia em 1998 e a presença no Torneio de Toulon no ano de 2001 (prova ganha pela Selecção de Portugal nesse ano).
Carlos Martins foi lançado na equipa principal do Sporting pelo treinador Augusto Inácio em 2000, num jogo entre o Sporting e o Alverca a contar para a Primeira Liga Portuguesa que terminou empatado. Nesse jogo, que acabou empatado 1-1, Carlos teve a oportunidade de apresentar as suas potencialidades a todos aqueles que não conheciam o seu percurso tanto no Sporting como nas selecções nacionais mais jovens, ao efectuar uma exibição positiva cheia de garra e vontade para fazer face ao resultado negativo para o Sporting.
Nessa época de 2000/2001, Carlos Martins fazia parte da então formada Equipa B, treinada por Jean Paul. Após a presença no torneio de Toulon, onde marcou o golo contra a Holanda que colocou Portugal na final, surgiram as notícias das más relações entre o jogador e o técnico da equipa B leonina. Pede então para sair por empréstimo, pois não pretendia continuar a representar a equipa B.
Na época 2001/2002, Carlos Martins é emprestado à filial do Sporting, Sporting Clube Campomaiorense. Adquiriu experiência na II Liga ao serviço do clube alentejano onde se pautou como um dos principais jogadores da equipa treinada por Diamantino Miranda, onde também jogavam Detinho, Vasco Matos, Patacas e Jorginho.
Contudo, Carlos regressa ao Sporting pouco antes da época terminar, alegadamente por problemas disciplinares.
Com o Sporting a sagrar-se campeão na época 2001/2002, Lazlo Boloni organiza o estágio de final de época para observar os jogadores que estiveram emprestados naquela época, entre eles Toñito, Mauricio Hanuch, Ricardo Fernandes e o próprio Carlos Martins.
Após jogos como o Deportivo da Coruña e Alverca (onde se estreou Yannick Djaló), o treinador decide incluir Carlos Martins no plantel leonino.
Logo no primeiro jogo oficial da época, Sporting vence por 5-1 na decisão da Supertaça face ao Leixões, em Setúbal. Carlos Martins usando a camisola 26 (que na época seguinte pertenceu a Fábio Rochemback) entra na segunda parte e foi o autor do melhor golo da partida com um pontapé de fora da área.
Nessa temporada, Carlos Martins participa ocasionalmente nas partidas do Sporting, principalmente devido às presenças de Toñito, Marcos Paulo, Rui Bento e Paulo Bento, e mais tarde, João Vieira Pinto. No entanto, quando jogava era um dos principais jogadores em campo. Em Belgrado, entra aos 20 minutos a substituir o lesionado Rui Bento e participa nas jogadas dos 3 golos leoninos. No Bessa, com o jogo empatado a 1-1, Carlos efectua um dos seus célebres passes de "morte" para Cristiano Ronaldo colocar o resultado em 2-1 a favor do Sporting.
Apesar das boas exibições, Lazlo Boloni não colocava Carlos Martins regularmente em campo. Assim, o jogador acabou por ser emprestado durante a 2ª volta à Académica de Coimbra.
Ao serviço do clube de Coimbra, é treinado por Artur Jorge que vê nele um dos principais motores do ataque dos estudantes. Realiza 9 jogos pela equipa, não marcando qualquer golo.
Nesta altura, continua a ser presença assídua na selecção Sub-21 de Portugal.
Em 2003/2004, Lazlo Boloni é substituído por Fernando Santos como treinador do Sporting. O esquema táctico 4-3-3 parece indicado para Carlos Martins, habituado a jogar no miolo a municiar o jogo ofensivo da equipa. Nem mesmo a presença de Fábio Rochemback ou Custódio parecem afectar a imposição de Carlos Martins na equipa leonina. Na pré-época é chamado regularmente a titular da equipa, formando juntamente com Tello e Rochemback, o trio do meio campo leonino, responsáveis por apoiar o ataque inicialmente composto por João Pinto, Elpidio Silva e Cristiano Ronaldo, entretanto contratado pelo Manchester United e assim substituído por Liedson.
No entanto, começam a surgir aquilo que os analistas utilizam para justificar o principal entrave para a explosão de Carlos Martins: as lesões. Um problema físico surge no início da época e este facto impede Carlos de participar no início oficial da temporada do Sporting. A sua participação em jogos do Sporting, acentuou-se após a saída de Rochemback para participar na qualificação Sul-Americana para os Jogos Olímpicos e a lesão do mesmo num jogo contra o Beira-Mar. Carlos marca em dois jogos, contra o Gil Vicente (1x1) e contra o Alverca (vitória do Sporting por 2x1). Entretanto, Sporting contratara Tinga e ainda contava com Rui Bento, Paulo Bento e Custódio para as mesmas posições que Carlos Martins e os 2 brasileiros.