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Catherine Belkhodja

Actriz francesa

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Catherine Belkhodja (Paris, 15 de abril de 1955) é uma artista francesa pela sua mãe, argelina (Kabyle chaoui) por parte do seu pai. Em Argel, onde residia frente aos Correios Centrais, termina os estudos secundários, escreveu as primeiras novelas e começa a estudar teatro, música e belas-artes. Dá os seus primeiros passos no cinema e decide prosseguir em Paris os estudos de arquitetura, filosofia, urbanismo e etnologia do Magrebe.

Licenciada em filosofia, ganha a vida em múltiplos empregos. Com o diploma de arquiteta no bolso, especializa-se em arquitetura bioclimática e torna-se urbanista na Préfecture de Paris. Prossegue a investigação em arquitetura solar na Bélgica, partindo para o Egito para estudar arquitetura da terra com Hassan Fathy, depois da obtenção de um DEA de Estética sob a direcção de Olivier Revault d'Allones, na Sorbonne. Publica os seus primeiros artigos nos jornais Le Sauvage e Sans Frontière e escreve o seu primeiro argumento.

Da televisão à arte conceptual, passando pela arquitetura, o jornalismo ou a filosofia, Catherine Belkodja tem uma actividade extensa e variada. Já presente no cinema sob a direcção de Claire Devers (Noir et Blanc) Guy Gilles (Nuit docile) Jean-Pierre Limosin (L'autre nuit) ou Benoît Peeters (Le compte-rendu), participa do Centenaire du Cinéma tornando-se a figura central de Silent Movie ( Chris Marker onde, segundo Bill Hoorigan, ela é "uma espécie de viajante no tempo cinematográfica, projetada no universo monocromático do cinema mudo para lhe furtar os segredos". Em Level Five encontra uma configuração singular: um filme que se sustem inteiramente sobre uma única interprete.

De volta a Paris, frequenta o Conservatório Nacional Superior de Arte Dramática e representa os seus primeiros papéis na televisão e no cinema. Torna-se em seguida repórter na agência Gamma e realiza numerosas reportagens para diferentes emissões das quais, por vezes, faz também os comentários: Moi-je, Sexy-folies, Mosaïque, Envoyé Spécial, Des racines et des ailes, Faut pas rêver, Océaniques.

Numa reportagem, faz-se notar por Philippe Alfonsi que a convida para apresentar o novo programa - que este está preparando com Maurice Dugowson -, pedindo-lhe para participar na sua concepção. Catherine sugere, então, um palco ambulante para fugir ao estúdio único e à rotina, ousando um estilo vivo e movimentado: um taxi que percorre Paris! O Cadillac desloca-se de noite e nele a apresentadora entrevista os seus convidados na legendária emissão de “Taxi”. O programa é saudado pelo conjunto da profissão e recebe um sept d’or.

Chris Marker entusiasmado por este novo estilo, propõe-lhe o papel da jornalista em Level Five em 1997. Catherine interpreta-o com tanta naturalidade que muitos espectadores se esquecem que se trata de uma ficção! Parte depois para a Argélia onde realiza o seu primeiro documentário “Reflets perdus du miroir” sobre a história de duas pequenas gémeas que se encontram após uma longa separação.

Torna-se colaboradora de L’autre journal e La légende du siècle.

Uma vida familiar estimulante e criativa

Catherine Belkodja é mãe de cinco filhos, eles próprios conhecidos no meio artístico:

Maïwenn Le Besco, actriz, argumentista e realizadora.

Jowan Le Besco, actor, realizador e director de fotografia.

Isild Le Besco, actriz, argumentista e realizadora.

Léonor Gaser, actriz, argumentista, investigadora, docente na Sorbonne realizadora.

Actriz: teatro, televisão e cinema

1980 : La chanson du mal aimé de Claude Weisz

1981 : Le Cadeau de Michel Lang

1982 : Pour cent briques, t'as plus rien d'Eduardo Molinaro

1984 : Une maille à l'endroit, une maille à l'envers de Madeleine Laïk

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