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Catherine Douglas, Duquesa de Queensberry

Nobre britânica

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Catherine Douglas, Duquesa de Queensberry e Dover (nascida Hyde; 1701 – 17 de junho de 1777) foi uma nobre e socialite britânica. Ela foi duquesa de Queensberry e Dover como esposa de Charles Douglas, 3.º Duque de Queensberry e 2.º de Dover. Catherine era muito popular devido ao seu estilo, embora fosse considerada excêntrica. A duquesa também era amiga de muitos escritores e poetas famosos, e agiu como mecenas de John Gay, além de ter sido a benfeitora de um escravo que ela libertou, Julius Soubise. Foi também Senhora da Câmara da rainha Ana da Grã-Bretanha.

Catherine era filha de Henry Hyde, 4.° Conde de Clarendon e 2.° de Rochester e de Jane Leveson-Gower. Segundo Mary Wortley Montagu, o pai biológico de Catherine seria Henry Boyle, 1.º Barão Carleton.

Os seus avós paternos eram Laurence Hyde, 1.° Conde de Rochester e Henrietta Boyle. Os seus avós maternos eram Sir William Leveson-Gower, 4.° Baronete Gower e Jane Granville. Seu avô paterno, Laurence, era tio materno das rainhas Maria II de Inglaterra e Ana da Grã-Bretanha, como irmão de Ana Hyde.

Ela teve sete irmãos, mas apenas dois chegaram à idade adulta: Jane, esposa de William Capell, 3.° Conde de Essex, e Henry, Visconde Cornsbury, casado com Frances Lee.

Catherine, também chamada de "Kitty", cresceu numa casa frequentada por celebridades literárias. Quando Kitty tinha apenas 16 anos, foi tema do poema The Female Phaeton: Upon Lady Kitty’s First Appearing in Public, de Matthew Prior.

Em 1712, ela serviu a rainha Ana como sua Senhora da Câmara.

Ela casou-se com o primo, Charles Dougles, no dia 10 de março de 1720, quando tinha 18 ou 19 anos, e ele tinha 21 ou 22. O casamento ocorreu na casa do pai dela, o conde de Clarendon, em Whitehall. O duque era o filho mais novo de James Douglas, 2.º Duque de Queensberry e de Mary Boyle. Eles tiveram dois filhos, Henry e Charles, e a família residia em Douglas House, em Petersham, hoje parte de Londres, e, também em Queensberry House, em Edimburgo. Os dois eram devotados um ao outro.

Tanto Catherine quanto Charles eram altos e esbeltos. Kitty tinha grandes olhos castanhos, cabelo de cor clara, e uma figura graciosa. O duque era descrito como um homem quieto, paciente e um bom ouvinte, além de um diplomata nato. Sua personalidade complementava a da esposa, pois Kitty tinha opiniões fortes, as quais não hesitava em vocalizar. Talvez como uma reação às lisonjas contínuas na casa de sua mãe, ela odiava artimanhas. Adorava de caminhar, e gostava plantar árvores nas propriedades do marido.

Conhecida pela sua beleza e senso de moda, a duquesa, quando queria, se vestia de forma magnífica, porém, ela raramente usava joias, e, com frequência, assustava os amigos ao aparecer na corte real vestindo as roupas mais simples. Uma figura central na alta sociedade londrina, a duquesa costumava dar bailes e mascaradas. Apesar disso, ela evitava beber álcool. Ela também nunca serviu nenhum tipo de carne em seus jantares. Pelo menos numa ocasião, a duquesa mandou metade de seus convidados embora pois não gostou da companhia deles.

Segundo os padrões de sua época, Catherine era considerada excêntrica; acreditando saber mais do que as outras pessoas, não tinha problemas em dizer aos outros como deveriam viver suas vidas, no entanto, apesar de seu comportamento muito franco, ela possuía um bom coração e seus amigos valorizavam os seus conselhos de senso comum.

O duque de Queensberry era Senhor da Câmara do rei Jorge II, e, na residência de Londres do casal, Queensberry House, os seus convidados regulares incluíam Georg Friedrich Händel, Alexander Pope, Matthew Prior, William Kent, Charles Jervas e John Gay. O casal também era amigo de William Congreve, James Thomson e William Whitehead. Muitos desses amigos literários fizeram referências à duquesa em seus poemas e obras; em 1734, Ramsay escreveu um poema sobre a partida de Catherine para a Escócia. Segundo boatos, a duquesa também teria influência sobre o primeiro-ministro, William Pitt, 1.º Conde de Chatham.

Catherine era uma amiga leal, independentemente das circunstâncias. Quando, em 1729, Gay teve recusada a licença para a sua peça satírica Polly, um sequência para a sua peça de sucesso, Beggars Opera, Kitty tomou a causa do amigo, brigou com o Lord Chamberlain, ofendeu o rei, e foi banida da corte. Como resposta, ela escreveu:

"A Duquesa de Queensberry está surpresa e contente que o Rei lhe deu um comando tão agradável quanto ficar longe da Corte."

A sociedade de Londres ficou horrorizada com a audácia dela, mas o marido a apoiou e renunciou à sua nomeação como vice-almirante da Escócia, apesar dos pedidos gentis do rei para que ele permanecesse no cargo.

Quando Gay ficou doente, Kitty cuidou dele com carinho. Segundo ele mais tarde contou a Jonathan Swift, "o duque a duquesa não poderiam ter tratado dele com mais consideração mesmo se ele fosse o parente mais próximo deles." Com a morte dele, em 1732, o casal preparou um funeral magnífico para o artista na Abadia de Westminster, onde ergueram um monumento produzido por Rijsbrack, que o descrevia como "o amigo mais caloroso, a companhia mais gentil, o homem mais benevolente."

Pelos próximos quinze anos, Kitty e Charles dividiram o seu tempo entre Amesbury, as suas propriedades em Wiltshire e Oxfordshire, além do Castelo de Drumlanring, a casa ancestral do duque.

A duquesa finalmente foi recebida de volta na corte em 1747. Nessa época, os filhos já estavam crescidos, contudo, a felicidade foi destruída quando o filho mais velho, Henry, o senhor Drumlanring, que sofria de depressão e havia casado há pouco tempo, morreu, aparentemente por suicídio, em 1754. O filho mais novo, Charles, que o sucedeu, morreu de tuberculose dois anos depois. Após a tragédia familiar, o duque e a duquesa preferiram viver uma vida pacata em Amesbury.

Durante seus últimos anos, Kitty atraía a atenção por continuar a usar o mesmo estilo de sua juventude, o qual era considerado excêntrico, tendo se recusado a "cortar o meu cabelo como a cabeça de uma ovelha, ou usar um de seus sacos." Ela gostava de usar um avental, como aparece num retrato pintador por Jervas na década de 1720. Segundo Oliver Goldsmith, o advogado Beau Nash, mestre de cerimônias em Bath, uma vez tirou o avental da duquesa em um baile e o jogou fora, dizendo que apenas "Abigails" (criadas) usavam aventais. Ela não desistiu de vesti-los, contudo, e vestia um quando conheceu Horace Walpole, em 1749.

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Catherine Douglas, Duquesa de Queensberry | World in Stories