Chapadão do Sul é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul, na Região Centro-Oeste. Integra a região imediata de Paranaíba–Chapadão do Sul–Cassilândia e a região intermediária de Campo Grande, segundo a divisão regional do IBGE. A sede municipal está a cerca de 333 km de Campo Grande por rodovia.
O município tem 3 252,327 km² e população de 30 993 habitantes no Censo 2022; a estimativa do IBGE para 2026 é de 35 384 habitantes. Com sede a cerca de 905 metros de altitude, é apontado como o município de maior altitude de Mato Grosso do Sul.
A economia municipal é baseada na agricultura altamente tecnificada, com destaque para as lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão, além da pecuária bovina.
O topônimo deriva de "chapadão", designação regional para grandes superfícies planas de altitude elevada, e da origem dos colonizadores: o povoado formado na década de 1970, a partir da chegada de agricultores vindos do Rio Grande do Sul, foi inicialmente denominado Chapadão dos Gaúchos. Em 1980 o distrito foi criado com a denominação de Chapadão do Sul, alterada para São Pedro do Apaporé em 1981; o município, criado em 1987, retomou a denominação de Chapadão do Sul. O gentílico registrado pelo IBGE é sulchapadense.
Colonização e formação do povoado
A região onde hoje se localiza Chapadão do Sul começou a ser povoada na década de 1970, com a chegada do aviador e comendador Júlio Alves Martins, que adquiriu um loteamento e deu início às primeiras casas. Conhecido como "Seo Júlio", ele chegou às terras no início daquela década e passou a levar agricultores do Rio Grande do Sul para colonizar a área; segundo relatos que costumava fazer, foram mais de 13 mil horas de voo transportando novos moradores para o povoado, então chamado Chapadão dos Gaúchos. Júlio Alves Martins morreu em 13 de junho de 2020, aos 91 anos.
Pela lei estadual nº 180, de 11 de dezembro de 1980, foi criado o distrito de Chapadão do Sul, subordinado ao município de Cassilândia. Pela lei estadual nº 248, de 1º de julho de 1981, o distrito tomou a denominação de São Pedro do Apaporé, topônimo que manteve até a emancipação.
Pela lei estadual nº 768, de 27 de outubro de 1987, o distrito foi elevado à categoria de município com a denominação de Chapadão do Sul, desmembrado dos municípios de Cassilândia e Paranaíba, com sede no então distrito de São Pedro do Apaporé e constituído apenas pelo distrito-sede. A instalação do município ocorreu em 1º de janeiro de 1989, após a primeira eleição para prefeito, realizada em novembro de 1988. A data de emancipação é comemorada em 23 de outubro, Dia do Aviador — escolha atribuída ao próprio fundador, em homenagem à aviação.
Chapadão do Sul está no nordeste de Mato Grosso do Sul, na antiga mesorregião do Leste de Mato Grosso do Sul e na microrregião de Cassilândia. Na divisão regional vigente do IBGE, pertence à região imediata de Paranaíba–Chapadão do Sul–Cassilândia e à região intermediária de Campo Grande. A sede localiza-se aproximadamente a 18°47'39" de latitude sul e 52°37'22" de longitude oeste.
O território municipal limita-se com Cassilândia, Paraíso das Águas, Costa Rica e Água Clara em Mato Grosso do Sul, e com Chapadão do Céu, em Goiás. A superfície municipal é de 3 252,327 km², e a densidade demográfica no Censo 2022 era de 9,53 habitantes por quilômetro quadrado.
O clima do município é classificado como tropical (Aw) na classificação climática de Köppen-Geiger, megatérmico, com estação de inverno pouco definida e chuvas de verão. O diagnóstico técnico da Sanesul registra temperatura média de 22 °C e precipitação anual média entre 1 200 e 1 500 mm, com meses mais chuvosos de dezembro a março e mais secos de julho a setembro.
A geologia local é representada pela Formação Cachoeirinha, constituída de sedimentos inconsolidados areno-argilosos de cor vermelha, parcialmente laterizados, do período Terciário, com lentes de conglomerado e argilito. A sede municipal está a cerca de 905 metros de altitude, a mais elevada entre as sedes municipais de Mato Grosso do Sul, em área de planalto.
O município pertence à Região hidrográfica do Paraná e está inserido na Unidade de Planejamento e Gerenciamento (UPG) Sucuriú. O rio Aporé é o corpo receptor da estação de tratamento de esgoto do município.
A área da sede está sobreposta ao bioma Cerrado, que inclui formações de campo limpo, campo cerrado e cerradão; a fisionomia vegetal original da região é a savana, hoje majoritariamente antropizada e convertida em agricultura.
No Censo 2022, Chapadão do Sul tinha 30 993 habitantes e densidade demográfica de 9,53 habitantes por quilômetro quadrado. A estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 35 384 habitantes. O município registrava 10 889 domicílios particulares permanentes ocupados, com média de 2,82 moradores por domicílio, e taxa de alfabetização de 96,77% entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade.
O IDHM de Chapadão do Sul é 0,754, referente a 2010, o segundo maior do estado naquele ano. As dimensões do índice eram 0,758 em renda, 0,850 em longevidade e 0,665 em educação.
Em 2023, o PIB de Chapadão do Sul a preços correntes foi de R$ 3,330 bilhões, com PIB per capita de R$ 107 428,37. Em 2021, o valor adicionado bruto do município era composto principalmente pelos serviços (42,53%), seguidos da agropecuária (40,46%), da administração, defesa, educação e saúde públicas (9,94%) e da indústria (7,07%).
A agricultura é a atividade econômica de maior destaque. A Produção Agrícola Municipal de 2023 registrou 204 692 hectares de área plantada ou destinada à colheita e valor total da produção de R$ 1,674 bilhão. A soja ocupou 112 000 hectares, com valor de produção de R$ 1,092 bilhão; o milho ocupou 56 500 hectares, com R$ 232,525 milhões; a cana-de-açúcar, 22 178 hectares, com R$ 198,278 milhões; e o algodão herbáceo, 6 969 hectares, com R$ 134,329 milhões. O histórico municipal registra também o cultivo de sorgo, milheto, amendoim e girassol, além da instalação de usinas sucroalcooleiras no município. Na pecuária, o efetivo bovino registrado pela Pesquisa da Pecuária Municipal era de 106 574 cabeças em 2023.