Charles Simic (em sérvio: Душан "Чарлс" Симић; Belgrado, 9 de maio de 1938 – Dover, 9 de janeiro de 2023) foi um poeta estadunidense de ascendência sérvia e editor de The Paris Review. Em 1990, recebeu o Prêmio Pulitzer de Poesia pela obra The World Doesn't End. Em 2007, foi nomeado poeta laureado dos Estados Unidos.
Ele começou a fazer um nome para si mesmo no início da década de 1970 como um minimalista literário, escrevendo poemas imagísticos concisos. Os críticos se referiram aos poemas de Simic como "caixas de quebra-cabeças chinesas bem construídas". Ele mesmo afirmou: "As palavras fazem amor na página como moscas no calor do verão e o poeta é apenas o espectador atônito".
Simic escreveu sobre diversos tópicos como jazz, arte e filosofia. Ele foi influenciado por Emily Dickinson, Pablo Neruda e Fats Waller. Foi um tradutor, ensaísta e filósofo, opinando sobre o estado atual da poesia americana contemporânea. Ele ocupou o cargo de editor de poesia da The Paris Review e foi substituído por Dan Chiasson. Ele foi eleito para a Academia Americana de Artes e Letras em 1995, recebeu a bolsa da Academia em 1998 e foi eleito Chanceler da Academia de Poetas Americanos em 2000.
Simic foi um dos jurados do Prêmio Griffin de Poesia de 2007 e continuou a contribuir com poesia e prosa para a The New York Review of Books. Ele recebeu o prêmio Wallace Stevens de US$ 100 000 em 2007 da Academy of American Poets.
Simic foi selecionado por James Billington, Bibliotecário do Congresso dos EUA, para ser o décimo quinto Poeta Laureado Consultor em Poesia da Biblioteca do Congresso, sucedendo a Donald Hall. Ao escolher Simic como o poeta laureado, Billington citou "a qualidade original e surpreendente de sua poesia".
Em 2011, Simic recebeu a Medalha Frost, concedida anualmente por "conquista vitalícia na poesia".
Simic morreu em 9 de janeiro de 2023 em Dover, aos 84 anos de idade, devido a complicações da demência.
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