Cherubino Alberti (1553–1615), também chamado de Borghegiano, foi um gravador e pintor italiano. Ele é mais lembrado pelos afrescos romanos que completou com seu irmão Giovanni Alberti durante o papado de Clemente VIII. Produziu principalmente gravuras em placas de cobre.
Alberti nasceu em 24 de fevereiro de 1553 em Borgo San Sepolcro, Toscana (o que lhe valeu o apelido de Borgheggiano), numa família de artistas. Era o segundo filho de Alberto Alberti, entalhador e escultor. Seus irmãos Alessandro Alberti e Giovanni Alberti também foram artistas.
Alberti estudou em Roma com Cornelius Cort e atuou como gravador, tomando por base invenções de outros artistas. Entre suas primeiras influências estavam Rafael e a arte maneirista contemporânea. Entre 1571 e 1575 produziu gravuras inspiradas em Federico e Taddeo Zuccari. Na década seguinte, elaborou gravuras de obras de Rafael, Michelangelo, Polidoro da Caravaggio, Andrea del Sarto, Rosso Fiorentino, Marco Pino, Pellegrino Tibaldi e Cristofano Gherardi, além de algumas baseadas em estátuas da Antiguidade.
Mais tarde, Alberti dedicou-se a decorar palácios e igrejas com pinturas em afresco. Sua obra mais famosa foi a decoração em afresco da Sala Clementina no Palácio Apostólico no Vaticano, concluída em parceria com seu irmão Giovanni. Também pintou para a igreja de Santa Maria em Via Lata. Pode ter sido primeiro aluno de Cornelis Cort, depois estudando as produções de Agostino Carracci e Francesco Villamena.
Quando faleceu em Roma, Alberti era Diretor da Academia de São Lucas, associação de artistas.
Atribuem-se a Alberti mais de 180 gravuras, incluindo:
Retrato do Papa Gregório XIII.
Santa Susana recostada contra um pedestal, com uma espada
São Jerônimo, meditando sobre o Crucifixo
A Crucifixão (1575), depois de Michelangelo
São André carregando sua Cruz (1580)
Duas outras figuras, do Juízo Final (1591)
Caronte, com duas outras figuras (1575)
Prometeu devorado pelo abutre (1580)
Pietà, depois da escultura de Michelangelo
Três — A Criação; Adão e Eva expulsos do Paraíso, inspirado em Polidoro da Caravaggio.
A Morte dos Filhos de Níobe, em cinco folhas
Rapto das Sabinas, depois de outro friso de Polidoro da Caravaggio