Christian Riganò (Lipari, 25 de maio de 1974) é um ex-futebolista e treinador de futebol italiano que atuava como atacante.
Tornou-se conhecido por seu estilo incomum para atletas no futebol italiano: com 1,90 de altura, apostava na força física para marcar seus gols e também mostrava habilidade em fazer gols de cabeça, sendo ainda um dos poucos jogadores que marcaram entre a sexta e a primeira divisão italianas.
Nascido em Lipari, Riganò atuou pelo time homônimo da cidade entre 1992 e 1997, depois de ter passado pelo Terme San Calogero ainda na base, conquistando a Promozione da Sicília na temporada 1995–96 e um acesso à quinta divisão italiana. Inicialmente atuando como zagueiro, tornou-se atacante depois que um atleta titular da posição se lesionou ainda na época dos juniores. Paralelamente à carreira de jogador, trabalhou como pedreiro até os 25 anos, seguindo a carreira semiprofissional atuando pelo Messina e, em seguida, no Igea Virtus. Em 2000, assinou com o Taranto, sendo um dos destaques do título da equipe, que obteve ainda o inédito acesso à Série B.
Seu desempenho com a camisa dos Gli Ionici (somando todas as competições, foram 48 gols marcados em 74 jogos) fez com que o atacante fosse para a Fiorentina, que vivia uma séria crise financeira e teria que jogar a Série C2 em 2002. Renomeada Florentia Viola, a equipe contou com 30 gols de Riganò (foi o artilheiro da competição) para conquistar o título e o acesso à segunda divisão, onde novamente ajudaria o time de Florença a subir para a Série A, tendo marcado 22 gols.
Ainda vinculado à Fiorentina, chegou a ser emprestado ao Empoli na temporada 2005–06, onde marcou 5 gols em 33 partidas. Em 2006, voltou ao Messina para jogar sua terceira temporada na primeira divisão, e mesmo tendo marcado 19 gols em 26 partidas, não conseguiu evitar a queda dos Giallorossi para a Série B, além de ter sido prejudicado por uma lesão que o tirou por 3 meses dos gramados.
Passou ainda por Levante (Espanha) Siena, Ternana, Cremonese e Rondinella, seu último clube como profissional - ele ainda seguiu em atividade nas divisões amadoras, atuando por Jolly e Montemurlo, Audax Montevarchi, Benaco Bardolino, Settignanese e Incisa até 2015, quando encerrou em definitivo a carreira de jogador aos 41 anos.
Antes de deixar os gramados, Riganò acumulou as funções de jogador e técnico do Settignanese na temporada 2013–14, permanecendo apenas como treinador do Incisa após o final da carreira em 2015. Comandou também Fiesole, Affrico (ambos da Prima Categoria) e, desde fevereiro de 2025, treina o Casellina (equipe da Seconda Categoria, a oitava divisão do futebol italiano).
Promozione da Sicília: 1995–96
Campionato Nazionale Dilettanti: 1997–98
Campionato Nazionale Dilettanti: 1999–00
Artilheiro da Série C2 de 2001–02 (27 gols) e 2002–03 (30 gols)
Hall da Fama da Fiorentina: 2015