Codajás é um município brasileiro localizado no interior do estado do Amazonas. Sua população é estimada em 29,549 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022.
Primitivamente era aldeia de Cudaiá, de índios do mesmo nome, mais tarde tornou-se pousada dos índios Muras ou Môras, que ainda em meados do século XVIII ocupavam as margens e os lagos do rio Amazonas e Madeira. Nas imediações da localidade há numerosos lagos, bastantes piscicosos, entre eles o lago de Cudaiá, (Miuá) onde em 1864 aportou o cidadão procedente de Turiaçu, no Maranhão, José Manoel da Rocha Thury, trazendo consigo várias famílias e lançando os fundamentos de Codajás, que muito contribuiu para o crescimento do lugar, implantando uma fazenda de gado que se tornou próspera. Nesse tempo, a localidade recebeu o nome de Barreiras de Cudajáz. Em 26 de Julho de 1865, o deputado Padre Bernardo Ivo de Nazaré Ferreira apresentou um projeto de lei à Assembleia Provincial e em 30 de junho de 1868 através da lei nº 175 passou a se chamar Fraguezia de Nossa Senhora das Graças de Cudajáz. Recebeu como de costume na época, a aprovação canônica em 26 de outubro de 1870. Codajás recebeu status de município pela Lei Provincial nº 287 de 1 de maio de 1874 (instalado: 5 de agosto de 1875).
Ciclo da borracha e a Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial trouxe muita calamidade ao Amazonas, principalmente para o interior do estado. Nesse período, a depressão econômica veio dificultar, ainda mais, a vida dos ribeirinhos.
Os efeitos da guerra provocaram a miséria, a fome e a depressão assolavam os moradores do município de Codajás.
No decorrer desse conflito mundial, registrou-se uma grande corrida aos seringais da Amazônia. Uma vez que havia necessidade de maior produção de borracha(Hévea brasiliensis), como matéria-prima para a fabricação de pneus de avião e em diferentes ramos da indústria bélica brasileira.
Nos termos do Decreto-Lei nº5813 (14 de setembro de 1943), foram recrutados cerca de 15.000 homens por ordem do Presidente Getúlio Vargas, para produzirem borracha nos seringais da Amazônia. Vindos do Nordeste e de outras regiões do país, esses "soldados anônimos" enfrentaram um inimigo comum: As doenças (Impaludismo, Febre Negra) e a fúria dos animais selvagens existentes na região.
Os trabalhadores nacionais enviados para o vale Amazônico e os que lá já estavam, produziram no ano de 1944, cerca de Quatorze Milhões e meio de quilos de borracha, sendo que, Codajás contribuiu com a expressiva parcela de 89.928 quilos.
Pelo esforço excessivo de guerra e pela contribuição na produção da matéria-prima(borracha) como subsídio industrial de guerra, esses trabalhadores ficaram conhecidos como "Soldados da Borracha".
Participação de codajaenses na Segunda Guerra Mundial
Durante o período em que o Brasil estava participando do conflito, o exército ia recrutando, gradativamente, os reservistas que já haviam prestado o serviço militar. Esses reservistas eram sorteados para inspeção em Manaus, em seguida, encaminhados para os treinamentos de guerra.
Do Município de Codajás foram sorteados para inspeção: Valdir Rosas, Antero Sampaio, Minor Sampaio, Toín (filho de Zé Onório), Raimundo Bezerra de Almeida e Moadi Braga. Por apresentarem cartas de recomendação, apresentando-se como arrimo de família, foram liberados da inspeção, ficando para os treinamentos militares apenas Moadi Braga.
Segundo depoimentos do Sr. Moadi Braga, alguns soldados, com medo da guerra, mandavam arrancar os dentes para burlar a inspeção que era bastante rigorosa. Na verdade, os dentes eram de vital importância para o acionamento de granadas. Acrescenta, ainda, que não participou diretamente da batalha, pois a guerra acabou antes de serem acionados, na Itália.
Alfredo Fernandes de Sá Antunes (Março de 1890)
Sebastião Fernandes de Sá Antunes (Outubro de 1891)
Conrado de Aquino Alves Garcia (Fevereiro de 1892)
Walabonse de Assis (Fevereiro de1893)
Luiz Pinheiro Cavalcante (Outubro de 1895)