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Coimbra

Município de Portugal

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Coimbra é a cidade capital do Distrito de Coimbra, estando inserida na sub-região Região de Coimbra (NUT III) e na Região do Centro (NUT II).

É sede do Município de Coimbra que tem uma área total de 319,40km2, 140 796 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 441 hab./km2, subdividido em 18 freguesias. Este município é limitado, a norte, pelo município da Mealhada, a leste, por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul, por Condeixa-a-Nova, a oeste, por Montemor-o-Velho e, a noroeste, por Cantanhede.

Coimbra é uma das mais antigas cidades de Portugal e tem uma forte identidade ligada ao ensino e à cultura, sendo historicamente reconhecida como uma cidade universitária. Esta reputação deve-se, sobretudo, à presença da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e uma das maiores de Portugal. Fundada em 1290, como Estudo Geral Português, por iniciativa de D. Dinis, a universidade foi inicialmente criada em Lisboa, tendo alternado entre as duas cidades até se fixar definitivamente em Coimbra, nas margens do rio Mondego, em 1537.

Na história contemporânea, a população estudantil da Universidade de Coimbra desempenhou um papel marcante na defesa dos ideais de liberdade e democracia, tendo sido uma força ativa contra a ditadura do Estado Novo.

Além da sua relevância académica, Coimbra foi também capital do Reino de Portugal até 1255, altura em que essa função passou para Lisboa. Na cidade encontra-se o Mosteiro de Santa Cruz, onde está sepultado D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e que foi o primeiro Panteão Nacional do país.

Coimbra é atravessada pelo rio Mondego, que nasce na Serra da Estrela, no sentido Este-Oeste.

É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas nela instaladas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro de Portugal continental, entre as cidades de Lisboa e do Porto. Ao nível de serviços oferecidos, é acima de tudo no ensino e nas tecnologias ligadas à saúde que a cidade consegue maior notoriedade. A população estudantil da cidade ronda os 37 000 matriculados, parte no ensino superior público não politécnico, parte no ensino superior público politécnico e parte no ensino superior privado.

O feriado municipal ocorre a 4 de julho, em memória da rainha Santa Isabel de Aragão, padroeira da cidade conhecida popularmente apenas por rainha santa. Foi Capital Nacional da Cultura em 2003. No dia 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, foi declarada Património Mundial pela UNESCO.

Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e é uma das mais antigas cidades da Europa.

Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o rio Mondego, Emínio (Aeminium). Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana próxima de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome.

Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e a cidade passou a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe.

Foi tomada por Hermenegildo Guterres em 878 e torna-se capital do Condado de Coimbra mas ela foi atacada por Almançor em 986 e recuperada para o domínio muçulmano em 987. Só em 1064, aquando da campanha das Beiras, é que a cidade foi definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão, tendo ela sofrido um longo cerco de seis meses, entre 20 de Janeiro e 9 de Julho.

Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Integrada em 1094 no Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela a sua residência, a cidade foi atacada em 1116, sitiada em 1117 e viria a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o segundo rei de Portugal, Sancho I, que faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães em 1131.

No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos populares.

Coimbra é igualmente conhecida pela lealdade do seu alcaide-mor Martim de Freitas, que nas lutas que opuseram o rei D. Sancho II ao seu irmão, o conde de Bolonha, D. Afonso III, se recusou a entregar as chaves do castelo de Coimbra, sem que antes fosse a Toledo confirmar a morte de D. Sancho II, a quem prestara vassalagem. Depois dessa confirmação foi entregue o castelo a Afonso III. Entregue, não tomado.

Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal.

A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido — em 1856 surge o primeiro telégrafo elétrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho-de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego.

Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos. Outros ainda hoje resistem com vigor ao passar dos anos. Da Universidade surgiram e resistem ainda hoje em plena atividade primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo. Na área do Teatro Universitário pode distinguir-se o TEUC — Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Este organismo autónomo da AAC da Universidade de Coimbra é o grupo de Teatro Universitário mais antigo da Europa em atividade contínua. Foi fundado em 1938 pelo Prof. Doutor Paulo Quintela e pelo Dr. Manuel Deniz-Jacinto, foi a segunda escola de Teatro em Portugal de onde saíram inúmeros atores do panorama cultural português, e sempre se caracterizou pelo seu papel de resistência cultural. O TEUC apresentou os seus espetáculos pela Europa, África e Brasil, tendo recebido numerosas condecorações e prémios ao longo da sua história. Ainda agora, na atualidade, o TEUC continua a ganhar prémios em diversos festivais de teatro universitário quer em Portugal quer além-fronteiras. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo.

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