Conrado de Parzham, cujo nome de nascença era Johann Birndorfer, foi um santo canonizado pela Igreja Católica em 1934 pelo Papa Pio XI e que, por quarenta anos, exerceu a função de porteiro do antigo santuário de Nossa Senhora das Mercês de Altötting.
Era filho de George Birndorger e Gertrude Niedermayer, e era o nono de dez irmãos, filhos de um fazendeiro e trabalhou como trabalhador braçal na fazenda de seu pais na Baviera. Johann ingressou como irmão leigo da Ordem dos Capuchinhos e, a partir daí, tomou o nome de "Conrad".
Imediatamente a sua profissão, ele foi enviado para o mosteiro de Santa Ana na cidade de Altötting, conhecido por seu tempo à Nossa Senhora das Mercês. Conrado ali recebeu a posição de porteiro do templo, que manteve até a sua morte. Por ser uma cidade grande e agitada, o trabalho de frade porteiro pode se tornar bastante complicada e Conrad era conhecido por sua diligência na tarefa, de poucas palavras, mas muita disposição para ajudar os pobres, necessitados e todos que vinham até ali em busca de ajuda.
Conrad amava o silêncio de uma forma especial. Seus momentos livres durante o dia se passavam num recanto perto da porta de onde ele conseguia ver e admirar o Santíssimo Sacramento. Durante a noite, ele se privava de diversas horas de sono para rezar, seja no oratório dos frades ou na igreja. A tradição afirma que ele jamais descansava, ocupando-se sempre com obras e exercícios devocionais.
Suas virtudes heróicas e os milagres que ele realizou foram suficientes para que ele fosse beatificado e canonizado pelo papa Pio XI em 1930 e 1934 respectivamente.
A história de sua vida exerceu influência na formação do então jovem Joseph Ratzinger, que sobre ele assim se expressa: