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Conselheiro Lafaiete

Município brasileiro do estado de Minas Gerais

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Conselheiro Lafaiete é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do país. Sua população estimada em 2024 era de 137 980 habitantes, o que o torna o 20º município mais populoso do estado.

Surgida como um dos povoados mais antigos de Minas Gerais, com o nome de Campo Alegre dos Carijós, a partir da exploração dos bandeirantes no final do século XVII, foi elevada à categoria de vila em 1790, com o nome de Queluz, e à categoria de cidade em 1866. Em 1934, recebeu seu nome atual, em homenagem a Lafayette Rodrigues Pereira, ilustre filho da terra, influente político na época do Império do Brasil.

Originalmente a região era habitada por aldeamentos de povos indígenas puris, denominados de forma genérica como "carijós". Esses povos migraram do Rio de Janeiro, fugindo da perseguição e da perda de territórios.

As primeiras expedições a percorrerem a região de Conselheiro Lafaiete foram a dos bandeirantes paulistas à procura de indígenas para escravizar e metais preciosos, como a de Fernão Dias (1674) e Lourenço Castanho Taques (1675).

Por volta de 1681, portugueses e paulistas pertencentes à bandeira de Borba Gato e Rodrigo Castelo Branco, que haviam amotinado contra a sua liderança, se fixaram junto a Serra de Ouro Branco, no atual município de Congonhas, mas, devido à hostilidade dos indígenas locais, se fixaram em uma área habitada pelos carijós, considerados de boa índole e pacíficos, se estabelecendo em uma aldeia indígena dos mesmos, assim formando a povoação de Campo Alegre dos Carijós (atual cidade de Conselheiro Lafaiete).

Nos primeiros tempos, os colonos e os indígenas teriam erguido uma capela simples de colmos na povoação, provavelmente no local em que hoje está a Escola Estadual Narciso de Queirós.

Em 1683, o arraial dos Carijós foi visitado por Garcia Rodrigues, filho de Fernão Dias. Nos anos seguintes, aumentou a convicção entre os paulistas, sobretudo os de Taubaté, da existência de ouro nas proximidades do povoado.

Na última década do século XVII, o arraial de Campo Alegre dos Carijós se tornou ponto de parada para bandeirantes que se dirigiam para outras localidades da região à procura de ouro, como Itaverava, Ribeirão do Carmo (atual Mariana), Sabará, Vila Rica (atual Ouro Preto) e Catas Altas. Em 1694, a bandeira de Bartolomeu Bueno de Siqueira descobriu jazidas de ouro nas proximidades de Campo Alegre dos Carijós, onde hoje está o município de Itaverava. Nessa época, foi edificada uma capela ou igreja de pau-a-pique em louvor a Nossa Senhora da Conceição, provavelmente onde hoje é a Praça Nossa Senhora do Carmo.

Em 1709, foi criada a paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Campo Alegre dos Carijós, vinculada à Diocese do Rio de Janeiro. Dois anos depois, foi inaugurado o Caminho Novo, ligando o Rio de Janeiro às jazidas de ouro de Minas Gerais, passando por Campo Alegre dos Carijós, que viu sua população só aumentar, o que levou, em 1732, à construção de uma nova matriz, de taipa e madeira, no local da atual igreja matriz da cidade.

Em 1752, foi criado o distrito de Campo Alegre dos Carijós, subordinado à vila de São José d’El Rei (atual Tiradentes).

A agricultura se desenvolveu e, em meados do século XVIII, a proporção de agricultores em relação a mineradores era bem maior que na maioria das outras localidades da região aurífera de Minas Gerais.

Com a decadência da produção de ouro e a alta cobrança de impostos, a Inconfidência Mineira estourou em 1789, com Carijós participando por meio de seus filhos, como o padre José Rodrigues da Costa.

Atendendo a um pedido da população do arraial, a povoação de Carijós foi elevada à categoria de vila por meio de Alvará régio de 19 de setembro de 1790, assinado pela Rainha Maria I de Portugal, recebendo a nova entidade o nome de Real Vila de Queluz, em homenagem ao palácio real em que foi assinado a legislação.

A Vila de Queluz participou da independência do Brasil ao enviar ao Príncipe Regente Pedro (futuro imperador Pedro I do Brasil) uma petição para instalar uma Câmara das Cortes no Brasil em 25 de junho de 1822.

A Lei municipal nº 1276, de 2 de janeiro de 1866, elevou Queluz à categoria de cidade.

A Comarca de Queluz, criada em 30 de junho de 1833, foi elevada à categoria de comarca de segunda entrância em 1872.

Pelo Decreto-lei estadual nº 11274, de 27 de março de 1934, o município de Queluz foi renomeado para Conselheiro Lafaiete, em homenagem ao conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, ilustre filho da terra, quando se comemorava o centenário do seu nascimento.

Na Segunda Guerra Mundial, Conselheiro Lafaiete esteve presente com 63 filhos da terra lutando na Força Expedicionária Brasileira.

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