Copa do Mundo FIFA de 2018 (português brasileiro) ou Campeonato Mundial de Futebol FIFA de 2018 (português europeu) foi a vigésima primeira edição deste evento esportivo, um torneio internacional de futebol masculino organizado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), que ocorreu na Rússia, anfitriã da competição pela primeira vez. Com onze cidades-sede, o campeonato começou a ser disputado em 14 de junho e terminou em 15 de julho. A edição de 2018 foi a primeira realizada no Leste Europeu, a décima primeira realizada na Europa, depois de a Alemanha ter sediado o torneio pela última vez no continente em 2006.
Esta edição da Copa do Mundo, juntamente com a Universíada de Verão de 2013 e os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, que também foram realizados em território russo, foram os primeiros eventos esportivos de importância mundial realizados no país desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1980. A FIFA escolheu a Rússia devido à grande tradição do país no futebol (medalhista de ouro em 1956 e 1988, e campeã europeia em 1960), aos investimentos financeiros na modalidade, ao aumento da importância da Primeira Liga Russa desde o início dos anos 2000, e à migração de jogadores estrangeiros para o país desde então, além da ascensão econômica da Rússia após Vladimir Putin assumir a presidência do país em 2000. Os outros países que se candidataram à sede da competição foram a Inglaterra e as candidaturas conjuntas de Bélgica/Países Baixos e Espanha/Portugal. O governo russo pretendia entregar todas as obras para a Copa do Mundo da FIFA 2018 um ano antes do torneio. Joseph Blatter, ex-presidente da Federação Internacional de Futebol, afirmou que as organizações estavam mais avançadas em comparação com as obras do Brasil, que sediou a edição anterior.
Entrou para a história por ter sido a Copa do Mundo mais cara da história até então, com um custo total de 14,2 bilhões de dólares. Foi também a primeira edição de uma Copa a fazer uso do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Com ajuda do VAR, a Copa do Mundo de 2018 bateu o recorde de maior número de pênaltis marcados em uma edição do torneio, com 29 infrações apontadas pela arbitragem em 64 jogos. Em 28 de março de 2017, a seleção brasileira foi a primeira além do país-sede, Rússia, a se classificar para a Copa do Mundo de 2018. Foi nesta edição que Islândia e Panamá fizeram seu debut em Copas do Mundo. Além disso, pela quarta vez nas últimas cinco edições, a Seleção que foi campeã na Copa anterior foi eliminada na fase de grupos (fato que levou a imprensa mundial a chamar de "Maldição das Campeãs"), e também a primeira vez que a Alemanha não se classificou para a segunda fase de uma Copa do Mundo, sendo que a mesma sempre vinha alcançando, pelo menos, as quartas-de-final da competição. Além disso, nenhuma seleção africana conseguiu avançar para a segunda fase, e todas as equipes que se classificaram para a Copa via repescagem europeia chegaram às oitavas de final da competição, algo inédito até então.
A Rússia anunciou o seu interesse em organizar a Copa do Mundo FIFA, no início do ano de 2009 e conseguiu inscrever sua postulação a tempo. O então primeiro-ministro Vladimir Putin afirmou oficialmente o interesse e nomeou um antigo ministro dos esportes para ser presidente do então Comitê de Candidatura. De acordo com o governo federal da Rússia, o país podia gastar mais de 10 bilhões de dólares para organizar o evento. 14 cidades estavam incluídas na candidatura e estariam divididas em quatro clusters: o cluster norte centralizado em São Petersburgo, o cluster central centralizado em Moscou, a parte sul centralizada em Sóchi e a parte do rio Volga. Apenas uma cidade estaria na Rússia asiática: Ecaterimburgo. As outras cidades serão: Rostov do Don, Iaroslavl, Níjni Novgorod, Cazã, Saransk, Samara, Sóchi e Volgogrado. O país não possuía um estádio com mínimo capacidade para 80.000 pessoas, mas o Estádio Lujniki em Moscou, que é considerado um estádio de elite pela UEFA, tem uma capacidade para 78 mil e foi ampliado para o evento. Um aspecto positivo da candidatura foram as infraestruturas que estariam disponíveis após os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 e da Universíada de Verão de 2013.
A eleição da sede da Copa do Mundo de 2018 aconteceu em 2 de dezembro de 2010. Para esta edição, somente países europeus (Rússia, Bélgica/Países Baixos, Inglaterra, e Espanha/Portugal) foram os candidatos para o evento. No mesmo dia, houve outra votação para a Copa do Mundo FIFA de 2022, que será realizada no Catar.
Vinte e dois membros do Comitê Executivo da FIFA tiveram direito a voto. Uma maioria absoluta de 12 votos foi necessária para a definição de cada país-sede.
Trinta e duas seleções participam na competição, e a russa não precisou disputar eliminatórias por ser a anfitriã. A distribuição das vagas pelas confederações continentais foi divulgada pelo Comitê Executivo da FIFA em maio de 2015, sem alterações em relação à edição anterior. A princípio a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) reiterava mais uma vaga para o continente europeu, porém a FIFA não cedeu e manteve inalterada a divisão das vagas até a edição seguinte no Catar. Assim, continuaram treze vagas para a UEFA (sem incluir a vaga da anfitriã Rússia), cinco para a CAF, quatro para a CONMEBOL, quatro para a AFC e três para a CONCACAF. Além disso, a repescagem intercontinental ocorre entre uma seleção da AFC e da CONCACAF e outra entre uma da CONMEBOL e da OFC, que não possui vaga garantida direta ao mundial.
Causaram surpresa nas Eliminatórias as desclassificações das tradicionais equipes da Itália (eliminada pela Suécia na repescagem europeia) e Holanda (terceira colocada no Grupo 1 europeu, sem sequer ter chegado à repescagem), bem como, na CONCACAF, os Estados Unidos, que participaram de todas as Copas desde 1990 (sete torneios em sequência) e terminaram fora da repescagem intercontinental; por outro lado, o Peru se classificou para sua primeira Copa desde 1982, após vencer a Nova Zelândia na repescagem intercontinental.
O sorteio de qualificação para a Copa de 2018 foi realizado no Konstantinovsky Palace, em São Petersburgo, no dia 25 de julho de 2015. Como país anfitrião, a Rússia se qualifica automaticamente para o torneio.
Pela primeira vez, todas as 209 nações filiadas à FIFA inscreveram-se para participar das eliminatórias, porém as seleções de Zimbábue e Indonésia não puderam participar das disputas devido a problemas envolvendo as federações de ambos os países e a FIFA. Estas eliminatórias também marcam a estreia do Kosovo, de Gibraltar, do Butão e do Sudão do Sul nas eliminatórias.
A cerimônia de sorteio das eliminatórias definiu os grupos e confrontos de todas as regiões.
AFC: 43 times competem por 4 vagas diretas para a Copa e 1 vaga para a repescagem intercontinental, que será disputada em jogos de ida e volta contra o 4.º colocado das eliminatórias da CONCACAF
CAF: 52 times competem por 5 vagas diretas para a Copa;
CONCACAF: 35 times competem por três vagas diretas para a Copa e 1 vaga para a repescagem intercontinental, que será disputada em jogos de ida e volta contra o 5.º colocado das eliminatórias asiáticas
CONMEBOL: 10 times competem por 4 vagas diretas para a Copa e 1 vaga para a repescagem intercontinental, que será disputada em jogos de ida e volta contra o vencedor da OFC
OFC: 11 times competem por uma vaga para a repescagem intercontinental, que será disputada em jogos de ida e volta contra o 5.º colocado das eliminatórias da CONMEBOL
UEFA: 54 times competem por 13 vagas diretas para a Copa.
A Rússia propôs as cidades de Kaliningrado, Cazã, Krasnodar, Moscou, Níjni Novgorod, Rostov do Don, São Petersburgo, Samara, Saransk, Sóchi, Volgogrado, Iaroslavl, e Ecaterimburgo. Todas os estádios estão localizados na Rússia europeia, decisão que foi tomada para reduzir o tempo de viagem entre as sedes. São 11 cidades-sede e 12 estádios, uma cidade a mais que a exigência da FIFA. Desses 12 estádios, dois foram reformados e dez reconstruídos.