Kurt Erich Suckert, mais conhecido pelo pseudônimo Curzio Malaparte (Prato, 9 de junho de 1898 – 19 de julho de 1957) foi um escritor, jornalista, dramaturgo, cineasta, militar e diplomata italiano. O sobrenome de seu pseudônimo (por si usado desde 1925), significa em italiano "parte má", sendo um trocadilho com o nome de família de Napoleão Bonaparte - que significa, em italiano, "parte boa".
Nascido em Prato, Toscana, filho de mãe lombarda e pai alemão, Kurt Suckert estudou no Collegio Cicognini e na Universidade La Sapienza de Roma. Em 1918, começou sua carreira como jornalista.
Malaparte lutou na Primeira Guerra Mundial, ganhando o título de capitão no Quinto Regimento Alpino, além de várias condecorações por valor. Em 1922, tomou parte na Marcha sobre Roma de Benito Mussolini. Em 1924, ele fundou o periódico romano La Conquista dello Stato ("A Conquista do Estado", um título que viria a inspirar La Conquista del Estado de Ramiro Ledesma Ramos). Como membro do Partido Nacional Fascista, fundou vários periódicos e contribuiu com ensaios e artigos para outros. Também escreveu vários livros a partir de 1920, além de dirigir dois jornais metropolitanos.
Em 1926, Massimo Bontempelli e Curzio Malaparte fundaram o jornal trimestral literário "900". Posteriormente, tornou-se coeditor do Fiera Letteraria entre 1928 e 1931, e editor do La Stampa em Turim. Sua polêmica obra sobre guerra Viva Caporetto!, meio ensaio e meio romance de 1921, acusava a corrupta Roma e as classes altas italianas de serem os reais inimigos. A publicação do livro foi proibida, pois ofendia o Regio Exercito. Em Tecnica del Colpo di Stato, de 1931, Malaparte atacou tanto Adolf Hitler quanto Mussolini. Consequentemente, sua filiação ao Partido Nacional Fascista foi revogada e ele ficou em exílio interno na ilha de Lipari entre 1933 e 1938.
Ele foi libertado devido à intercessão de Galeazzo Ciano, genro e provável sucessor de Mussolini. Apesar disto, o regime de Mussolini deteve Malaparte também em 1938, 1939, 1941, e 1943, e o prendeu no mal afamado presídio romano de Regina Coeli. Durante suas detenções, construiu a Casa Malaparte em Cabo Massullo, na ilha de Capri. A casa foi uma locação chave no filme Le Mépris, de Jean-Luc Godard baseado em romance de Alberto Moravia, em que estrelaram Brigitte Bardot e Fritz Lang.
Opere Complete, Vallecchi, 1961, opera omnia (18 vols.) editado por Enrico Falqui
Viva Caporetto!, come Curzio Erich Suckert, Prato, Stabilimento Lito-Tipografico Martini, 1921; col titolo La rivolta dei santi maledetti (Aria d'Italia, 1921); col titolo Viva Caporetto. La rivolta dei santi maledetti, introduzione di Mario Isnenghi, Milano: Mondadori, 1980-1981; col titolo Viva Caporetto. La rivolta dei santi maledetti, secondo il testo della prima edizione 1921, editado por Marino Biondi, con in appendice la prefazione alla seconda edizione romana del 1923, una storia editoriale del testo e una revisione testuale dall'edizione 1921 all'edizione 1923, Firenze, Vallecchi, 1995.
Le nozze degli eunuchi, Roma, La Rassegna Internazionale, 1922
L'Europa vivente, Firenze, La Voce, 1923; in L'Europa vivente e altri saggi politici, Firenze, Vallecchi, 1923
Italia barbara, Torino, Piero Gobetti, 1925; Roma, La Voce, 1927
Intelligenza di Lenin, Milano, Treves, 1930; Milano, Garzanti, 1942.
Technique du coup d'état, Paris, Bernard Grasset, 1931; trad. italiana Tecnica del colpo di Stato, Milano, Bompiani, 1948; Firenze, Vallecchi, 1973; editado por Luigi Martellini, Milano, Mondadori, 1983; editado por Giorgio Pinotti, Milano, Adelphi, 2011.
I custodi del disordine, Torino, Fratelli Buratti Editori, 1931
Vita di Pizzo di Ferro detto: Italo Balbo (seguono le relazioni sulle gesta atlantiche), com Enrico Falqui ed Elio Vittorini, ed. del Littorio, 1931
Le bonhomme Lénine, Paris, Bernard Grasset, 1932; traduzido primeiro como Lenin buonanima, Florença, Vallecchi, 1962; como Il buonuomo Lenin, Milão, Adelphi, 2018.
Mussolini segreto (Mussolini in pantofole), Roma: Istituto Editoriale di Cultura, 1944; publicado sob o pseudônimo "Candido"
Il sole è cieco, Firenze, Vallecchi, 1947
Deux chapeaux de paille d'Italie, Paris, Denoel, 1948; pubblicato in francese