Dário Jorge Giolo Saadi (Pedregulho, 30 de maio de 1963) é um político brasileiro e médico urologista, filiado ao Republicanos. É prefeito de Campinas.
Nascido em Pedregulho, região de Franca, a família de Dário, de origem libanesa, era uma pequena produtora de café, sendo que as mudas que formavam a lavoura na propriedade saíam do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Esse fator for determinante para que ele mudasse para Campinas em 1982 para estudar Medicina na PUC-Campinas, onde se especializou em Urologia. Com uma sólida base educacional, desenvolveu uma carreira promissora como médico e, posteriormente, como gestor público.
Teve sua primeira oportunidade na gestão pública quando aos 29 anos, foi convidado pelo então prefeito Magalhães Teixeira para assumir a presidência do Hospital Municipal Mário Gatti entre os anos de 1993 a 1994.
Iniciou sua carreira política em 1995, quando foi eleito suplente de vereador em Campinas. Nos anos seguintes, alcançou o cargo de vereador por quatro mandatos consecutivos, tornando-se presidente da Câmara Municipal de Campinas em 2005 e 2006.
Em 31 de março de 2015, assumiu a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da cidade.
Em 29 de novembro de 2020, foi eleito prefeito de Campinas pelo Republicanos, com o apoio de diversas legendas. Sua vitória nas urnas foi expressiva, conquistando 57% dos votos válidos no segundo turno, após ter obtido 25,7% dos votos no primeiro turno. Assumindo o cargo em meio a desafios complexos, Dário teve como principais bandeiras de governo o fortalecimento da saúde pública e a geração de empregos em meio à pandemia.
Em 2023, durante a gestão de Saadi na prefeitura de Campinas, foi anunciada a construção de casas populares para os moradores da Ocupação Mandela Vive, próxima ao Aeroporto de Viracopos, onde vivem cerca de 450 pessoas. O programa prevê 116 casas de 15 m², algumas ocupadas por até sete ou oito moradores. A precariedade dessas casas foi objeto de crítica por arquitetos, sociólogos, professores universitários e pelos próprios moradores da ocupação. Cada unidade custará, para seus moradores, R$ 132 mensais, aproximadamente um décimo do salário mínimo em 2023, pelo prazo de 300 meses. Apesar das dificuldades, alguns líderes da ocupação expressaram alívio com o projeto de Saadi, pois a Justiça determinou a reintegração de posse no terreno da ocupação e essas pessoas ficariam sem moradia. Membros de outros movimentos sem-teto reuniram-se na Câmara dos Vereadores para cobrar a construção de projetos semelhantes, ainda que as casas de 15 m² tenham sido classificadas como "absurdas" por especialistas, dada a ineficácia das políticas habitacionais do município. Saadi acusou os críticos de fazerem parte da "esquerda lacradora" e de "buscar atrapalhar o trabalho de quem faz algo para ajudar a população", disse que as instalações de 15 m² seriam "embriões" a serem ampliados pelos moradores e construídos em conjunto com o Poder Judiciário.
O jornalista Jorge Pontual, da GloboNews, fez uma comparação entre o projeto de Saadi e o programa Minha Casa, Minha Vida. Luiz Inácio Lula da Silva, que assistia à transmissão, telefonou à Globo News para explicitar que o programa não tinha relação com o governo federal, e que pertencia à prefeitura de Campinas. Posteriormente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teceu críticas ao projeto de Saadi: "daqui a pouco estaremos construindo poleiros para que o povo possa morar". Também afirmou que Saadi não é um "cara humano". O prefeito de Campinas rebateu as críticas, disse que "humano não é mentir" e afirmou tentar suprir as necessidades das famílias, na iminência da reintegração de posse. A Ocupação Mandela vive divulgou nota em defesa ao prefeito, afirmando que não houve a mesma repercussão quando foi expedida a ordem de despejo contra os moradores, disse que há possibilidade dos "embriões" serem expandidos futuramente. A Frente Nacional dos Prefeitos divulgou nota de solidariedade ao prefeito de Campinas.
Além de sua carreira política, Dário Saadi é conhecido por sua vida pessoal discreta. Declarou-se solteiro no registro eleitoral e é pai de dois filhos.