Neste Dia

Dadá Maravilha

Futebolista brasileiro

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Dario José dos Santos, mais conhecido como Dadá Maravilha (Rio de Janeiro, 4 de março de 1946), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante.

É o quarto maior artilheiro do futebol brasileiro com 926 gols. Perde apenas para Romário (1002 gols), Pelé (1284 gols) e Arthur Friedenreich (1329 gols).

Dario teve uma infância difícil e pobre no subúrbio de Marechal Hermes, na rua Frei Sampaio, no Rio de Janeiro. Sua mãe possuía problemas mentais e, com apenas 5 anos, ele a viu cometer suicídio. Seu pai, sem condições de cuidar dos filhos sozinho, colocou Dadá e seus dois irmãos na FEBEM (Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor), instituto responsável pela reabilitação de menores infratores no Rio de Janeiro, com isso Dario passou a conviver com outras crianças e jovens que cometiam crimes, nesse meio passou a cometer pequenos furtos e entrar em brigas, fazendo com que voltasse frequentemente à FEBEM.

Com dezessete anos, em um desses assaltos, viu um de seus amigos morrer, algo que o impactou a buscar outra forma de vida. Tendo fome, entretanto, tentou roubar duas senhoras, que gritaram e alertaram a polícia, que o levou novamente à FEBEM. Nessa nova passagem, foi estimulado por um funcionário a jogar bola no time da fundação. Apesar de não ser habilidoso, Dadá era alto, forte e muito rápido, conseguindo um lugar no time da instituição. Aos 18 anos serviu o Exercito Brasileiro, e lá também passou a jogar futebol de campo. Apesar de ser considerado "ruim" por seus companheiros, conseguia fazer gols compensando a falta de técnica com sua velocidade, força e vontade.

Fez teste em diversos times: em sua sétima tentativa, no Campo Grande, conseguiu ser aprovado e foi contratado em 1965. Dario começou a jogar nos juniores do time da Zona Oeste carioca, sendo promovido ao time principal em 1967. Em uma partida do Campo Grande contra o São Cristóvão, estava presente no Maracanã o vice-presidente do Atlético Mineiro à época, interessado em observar um meio-campista do São Cristóvão. Nessa partida, Dadá marcou três gols, motivo que o fez ser contratado pelo clube de Belo Horizonte no ano seguinte.

Não teve muitas oportunidades ao chegar ao Atlético Mineiro. Em 1969, em amistoso contra a seleção da União Soviética, marcou os dois gols que garantiram a vitória do galo, e a partir de então passou a ter mais oportunidades.

Dadá foi artilheiro do Campeonato Mineiro por quatro vezes pelo Atlético Mineiro (1969, 1970, 1972 e 1974). Foi o destaque e o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1971. Dadá parou no ar como um beija-flor no dia 19 de dezembro, no Estádio Jornalista Mário Filho, para assinalar o gol da histórica vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo. Com este gol, o Atlético Mineiro sagrou-se campeão brasileiro de 1971. Foi artilheiro do Torneio do Povo em 1971 e 1972 e da competição no geral (5 gols).

Dario vestiria a camisa de mais quinze clubes.

Pelo Flamengo, marcou 36 gols em 76 partidas.

No dia 6 de abril de 1976, pelo Campeonato Pernambucano, Dadá Maravilha marcou 10 gols no jogo Sport de Recife 14 x 0 Santo Amaro. Foi campeão pernambucano em 1975 e artilheiro desse estadual em 1975 e 1976, com 32 e 30 gols, respectivamente.

Dadá foi destaque na conquista do bicampeonato nacional do Internacional de Porto Alegre, sendo o artilheiro da competição e marcando o primeiro gol da final do Brasileirão de 1976, na vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians.

Iniciou sua carreira de comentarista no programa Toque de Bola do extinto Canal 30, emissora local a cabo de BH, apresentado pelo jornalista esportivo Marcos Russo. Convidado para o Alterosa Esportes por Rogério Correa, então apresentador do programa da TV Alterosa, de Minas Gerais, acabou posteriormente contratado pela Rede Globo devido ao seu grande sucesso em Minas, sendo comentarista no canal a cabo SporTV. Terminado o contrato, a Rede Minas comprou o seu passe.

Atualmente, Dadá voltou à TV Alterosa, e tem participado da Bancada Democrática do Alterosa Esporte, representando o Atlético Mineiro.

"Não venham com a problemática, que eu tenho a solucionática."

"Me diz o nome de três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá Maravilha."

"Pra pegar Dadá na corrida, só se for de táxi."

"Não existe gol feio. Feio é não fazer gol."

"Um rei tem que ser sempre recebido por bandas de música."

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Dadá Maravilha | World in Stories