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Dalida

Cantora e atriz ítalo-francesa

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Iolanda Cristina Gigliotti ONLH • OAL • OC • CC • ON • OMRI (Cairo, 17 de janeiro de 1933 — Paris, 3 de maio de 1987), mais conhecida como Dalida (em árabe: داليدا), foi uma famosa cantora e atriz ítalo-francesa nascida no Egito.

Destacou-se como rainha da beleza, sendo eleita Miss Egito em 1954, ainda como "Yolanda Gigliotti", consagrando-se logo em seguida como uma das mais notáveis artistas poliglotas a gravar no século XX.

Nascida em uma família de imigrantes italianos instalada no Egito, em sua juventude Dalida cultivara o sonho de tornar-se uma estrela do cinema. Coroada Miss Egito aos 21 anos, ela começou a aparecer em alguns filmes em seu país natal - creditada inicialmente apenas como Yolanda (em árabe: يولاندا) e depois como Dalila (دليله); logo em seguida, transferiu-se para a França e deu início a sua respeitável carreira musical, fazendo sucesso em toda a Europa e Oriente.

Aclamada por sua capacidade de reinventar sua imagem através das décadas, Dalida atravessou diversos estilos durante os anos 1950 até a década de 1980 sem nunca perder sua autoridade de ícone dentro da música francesa. Ela foi responsável por modernizar o cenário musical da França com suas performances coloridas e inovadoras, tornando-se uma referência de estilo para muitos iniciantes. Dalida também tornou-se influente na moda, desde a época em que ostentava a imagem da morena vamp, nos anos 50, até a fase da loira estonteante, nos anos 70, tendo seu estilo copiado pelas mulheres. Sua maquiagem bem-marcada nos olhos e sua cabeleira loira passaram a ser sua marca.

Dalida tornou-se a primeira cantora a receber discos de ouro e de platina, além de ter sido a primeira intérprete — entre homens e mulheres — a receber um disco de diamante, em 1981. Estima-se que até os dias de hoje ela tenha vendido 140 milhões de discos. Conhecedora de várias línguas, cantava em mais de 10 idiomas, tendo gravado canções em francês, italiano, alemão, espanhol, inglês, árabe (egípcio e libanês), japonês, holandês, hebraico e grego. Seu idioma materno era o italiano, apesar de ter aprendido o árabe egípcio e também o francês enquanto crescia no Cairo. Ela aprimoraria o seu francês na fase adulta, após estabelecer-se em Paris em 1954, tornando-se em seguida fluente em inglês e aprendendo também conversações básicas em alemão e espanhol, além de possuir certa facilidade em cumprimentar seus fãs do Japão utilizando japonês básico.

Quatro das gravações de Dalida em inglês ("Alabama Song", "Money Money", "Let Me Dance Tonight" – versão da original "Monday Tuesday... Laissez moi danser" – e "Kalimba de Luna") obtiveram bom sucesso principalmente na França e Alemanha sem mesmo terem sido lançadas nos mercados dos Estados Unidos e Reino Unido. Ela juntou ao longo de sua carreira inúmeras canções de sucesso atribuídas a seu nome, possuindo uma longa lista de sucessos nas dez e vinte primeiras colocações das tabelas musicais de todo o mundo cantando em francês, italiano, alemão, espanhol e árabe. Seu sucesso de vendagens de compactos e discos foi algo que perdurou por mais de 30 anos sobretudo em países como França, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Áustria, Egito, Jordânia, Líbano, Grécia, Canadá, Rússia, Japão e Israel.

Apesar do sucesso de sua carreira, Dalida enfrentou vários dramas pessoais, e, sentindo-se solitária, caiu numa profunda depressão que culminou em seu suicídio em 1987, aos 54 anos. Sua imagem de glamour, sofisticação e sua fatídica morte a proporcionaram a admiração de muitos fãs fiéis, que cultuam sua imagem de diva trágica até os dias de hoje.

Iolanda Cristina Gigliotti nasceu no distrito de Choubra, no Cairo, Egito, em uma família de classe média. Seus avós eram italianos oriundos da Calábria e haviam imigrado ao Egito no ano de 1890. Filha do meio, ela tinha dois irmãos: Orlando (n.1928 - m.1992) e Bruno (n.1936; que mais tarde durante a carreira de Dalida mudaria seu nome para Orlando, como seu outro irmão, e tornando-se seu produtor). Seus pais chamavam-se Filomena Giuseppina (cujo sobrenome de solteira era d'Alba; n.1906 - m.1971) e Pietro Gigliotti (n.1904 - m.1945); Giuseppina, também conhecida como Peppina, era costureira e Pietro era o primeiro violinista (primo violino) da Cairo Opera House. Iolanda estudou na Scuola Tecnica Commerciale Maria Ausiliatrice, uma escola católica italiana.

Em 1951, aos 18 anos, participou do concurso de beleza Miss Ondine vencendo a competição, indo logo após trabalhar como modelo no estúdio de moda "Donna", um dos mais importantes da cidade do Cairo. Em 1954, aos 21 anos, competiu e venceu o Miss Egito daquele ano, sendo considerada então a moça mais bela do do Egito e ganhando fama no país.

Após vencer o Miss Egito ela é convidada a atuar em diversos filmes. Para isso fez aulas de canto já que em grande parte destas produções ela também participava cantando. Iolanda fez os filmes "Joseph et ses frères", "Le masque de Toutankhamon" e "Un verre, une cigarette" (Sigarah wa kas). Foi quando ela foi descoberta pelo diretor francês Marc de Gastyne que excursionava pelo Egito e a viu nas telas do cinema. Ele a aconselhou a tentar carreira na França, e apesar de toda a relutância de sua mãe, ela mudou-se para Paris na véspera do Natal de 1954, com a intenção de seguir carreira cinematográfica, sob o nome artístico de Dalila.

Suas buscas no cinema francês não são satisfatórias, e ela então aceita a oportunidade de cantar em um cabaré na Itália. Bruno Coquatrix promovia um programa de calouros para jovens cantores no então recentemente reformado e reinaugurado Olympia de Paris. Dalila interpretou a música "Étrangère Au Paradis" e Bruno Coquatrix se encantou com a interpretação da cantora que logo foi apresentada a Lucien Morisse e Eddie Barclay; a dupla desempenharia papel fundamental na carreira da artista. Morisse foi produtor artístico do popular Radio Europe 1 e Barclay um reconhecido produtor de discos. Eles aconselharam a cantora a adotar um novo nome artístico, Dalida, que para eles soaria melhor. Logo após firmar contrato com Barclay o single de estreia de Dalida, "Madona", foi divulgado e promovido fortemente por Morisse obtendo moderado sucesso.

O lançamento de "Bambino" em 1956 foi um verdadeiro marco na carreira da cantora, que, com esta canção, ficou durante 46 semanas nas paradas Top 10 da França, o que resultou numa das maiores vendagens de discos na história francesa; por suas vendas (que ultrapassaram as 300 000 cópias), Dalida recebeu seu primeiro Disco de Ouro, em 17 de setembro de 1957. No mesmo ano, Dalida ainda auxiliaria Charles Aznavour no Olympia. O single precedente a "Bambino", a exótica "Gondolier", foi lançada no Natal de 1957, também sendo um grande sucesso, como outros trabalhos da mesma época, tais como "Come Prima (Tu Me Donnes)", "Ciao Ciao Bambina", e uma versão dos The Drifters "Save The Last Dance For Me", "Garde-Moi La Dernière Danse". Dalida e seu produtor Lucien Morrise iniciam um romance, mas havia um problema: ele já era casado e era pai. Lucien prometeu a Dalida que iria se divorciar da esposa para ficar com ela, mas isso demorou vários anos.

Lucien consegue se divorciar da esposa e em 1961 se casa com Dalida. Ele, porém, era obcecado pelo trabalho, e muitas vezes não tinha tempo para Dalida, que, sentindo-se abandonada, acabou se vendo apaixonada por outro rapaz. Dalida e Lucien se divorciaram amigavelmente em 1964; Lucien cometeria suicídio em 1970.

Dalida percorreu grande turnê desde 1958 até o começo da década de 1960, se apresentando na França, Egito e Itália. Sua turnê no Egito e Itália difundiu sua fama fora da França e Dalida logo viria a ser reconhecida em toda Europa. Na mesma época Dalida apresentou um mês de shows no Olympia, cuja bilheteria se esgotou completamente. Logo após isso Dalida embarcou para turnê em Hong Kong e Vietnam.

Em 1964, Dalida também terminaria a sua transformação para ficar loira. Por toda a década de 1960 Dalida frequentemente encheria as apresentações no Olympia, e as apresentações internacionais se tornavam cada vez mais frequentes.

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