Daniel Bensaïd (Toulouse, 25 de março de 1946 - Paris, 12 de janeiro de 2010 ) foi um filósofo francês, teórico do movimento trotskista na França, dirigente da Quarta Internacional - Secretariado Unificado e docente da Universidade Paris VIII (Vincennes - Saint-Denis).
Na juventude, foi um dos animadores do Movimento de 22 de março, ao lado de Daniel Cohn-Bendit e outros ativistas. Destacou-se como um dos líderes do Maio de 68 quando estudava na Universidade de Paris X (Nanterre), militando na Juventude Comunista Revolucionária, da qual fora um dos fundadores (1966). Em 1969, foi cofundador da Liga Comunista Revolucionária, sendo, durante muito tempo, membro de sua direção. Participou ativamente também da criação do Novo Partido Anticapitalista.
Publicou vários trabalhos de filosofia e política. Animou as revistas Critique Communiste e Contre Temps, participando intensamente da criação da Fundação Louise Michel. Sua produção teórica foi marcada pela defesa, sem concessões, de um marxismo aberto, não dogmático.
Faleceu no dia 12 de janeiro de 2010, aos 64 anos.
Avec Henri Weber, Mai 1968: une répétition générale ?, Maspero, 1968.
Avec Camille Scalabrino, Problèmes du mouvement étudiant, Maspero 1969;
Avec Charles-André Udry et Michael Löwy, Portugal, une révolution en marche, UGE 10/18, 1975.
La Révolution et le pouvoir, Stock, 1976.
L'Anti-Rocard ou les haillons de l'utopie, ed. La Brèche, 1980.
Stratégie et parti, Collection Racines, ed. La Brèche, 1987.
Les Années de formation de la IVème Internationale, IIRF, Cahiers d'étude et de recherche, numéro 9, 1988
Avec Alain Krivine, Mai Si ! Rebelles et repentis, Éditions La Brèche, 1988.
Moi, La Révolution (Remembrances d'une Bicentenaire Indigne), Collection Au vif du sujet, Gallimard, 1989.
Walter Benjamin, sentinelle messianique, éditions Plon, 1990.
Jeanne de guerre lasse, Collection Au vif du sujet, Gallimard, 1991
La Discordance des temps : essais sur les crises, les classes, l'histoire, ed. la Passion, 1995.
Marx l'intempestif : Grandeurs et misères d'une aventure critique (XIXè, XXè siècles), Fayard, 1995.
Le Pari mélancolique, Fayard, 1997.