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David Attenborough

Naturalista e narrador britânico

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David Frederick Attenborough OM, CH, CVO, CBE, FRS, FZS, SAL (Londres, 8 de maio de 1926) é um naturalista britânico. Sua carreira representa a voz e a face dos programas sobre história natural nos últimos sessenta anos. Seus inúmeros trabalhos foram feitos para a rede britânica de televisão BBC, da qual foi diretor de 1965 a 1972.

Filho de Frederick Levi Attenborough, diretor da Universidade de Leicester, cresceu na casa do campus. Era filho do meio de três irmãos: o mais velho, Richard Samuel Attenborough (diretor e ator de filmes de cinema) e o mais novo John Michael Attenborough. Durante a Segunda Guerra Mundial, foram adotadas mais duas meninas judias refugiadas, que com a mãe, Mary Clegg, formavam a família Attenborough.

Attenborough passou a infância colecionando fósseis e pedras. Recebeu um grande incentivo nessa caçada aos sete anos, quando a então jovem Jacquetta Hawkes admirou sua coleção. Alguns anos mais tarde, uma de suas irmãs lhe deu de presente um âmbar envolvendo uma criatura fossilizada, que mais tarde ele usaria como foco em um de seus programas.

Attenborough estudou na Wyggeston Grammar School for Boys, em Leicester, e se formou em ciências naturais na Universidade de Cambridge. Ele continuou seus estudos no London School of Economics, onde se formou em antropologia entre os anos de 1944 e 1946. Serviu à Marinha Real em 1947, em Gales do Norte, durante seus dois anos de serviço.

Em 17 de fevereiro de 1950 casou com Jane Elizabeth Ebsworth Oriel, com quem viveu até sua morte por derrame, em 16 de fevereiro de 1997. O casal teve dois filhos, Susan e Robert.

Depois de sair da Marinha, Attenborough foi contratado por uma editora e lá escreveu livros escolares sobre ciência. Contudo, logo se desiludiu com o trabalho e tentou buscar uma outra oportunidade de vida. Em 1950, aplicou-se ao trabalho como produtor de rádio na BBC. Embora tenha sido rejeitado para este trabalho, seu currículo atraiu o interesse de Mary Adams, chefe de departamento da BBC. Attenborough, como a maioria dos britânicos na época, não possuía televisão e só havia assistido a um programa televisivo até então. No entanto, aceitou a oferta de Adams para três meses de treinamento e, em 1952, juntou-se à BBC definitivamente. Inicialmente desanimado por não aparecer diante das câmeras porque Adams pensou que seus dentes eram grandes demais, tornou-se produtor para o Talks Department, no qual realizou todas as transmissões de não-ficção. Seus primeiros projetos incluíram o programa de perguntas "Animal, Vegetal or Mineral?" e "Song Hunter", uma série sobre música popular apresentada por Alan Lomax.

A associação de Attenborough com programas de História Natural teve início quando produziu e apresentou uma série de três partes chamada “The Pattern of Animals”. Falava sobre os animais do jardim zoológico de Londres, com o naturalista Julian Huxley, e discutiu temas como a camuflagem, aposematismo e outros mecanismos de defesa animal. Por causa desse programa, David Attenborough, junto do curador da casa de répteis do jardim zoológico Jack Lester, decidiu realizar uma série chamada “Zoo Quest”, com a primeira transmissão em 1954.

Em 1957, a BBC Natural History Unit foi formalmente criada em Bristol. Attenborough foi convidado a participar, mas recusou, não querendo se mudar de Londres, onde ele e sua jovem família já estavam estabelecidos. Ao contrário, ele formou seu próprio departamento, a Travel and Exploration Unit, o que lhe permitiu continuar à frente de Zoo Quest, bem como produzir outros documentários, como "Travellers’ Tales" e "Adventure".

No início de 1960, desligou-se do quadro permanente da BBC para realizar uma pós-graduação em Antropologia Social na London School of Economics, intercalando seu estudo com as filmagens. No entanto, aceitou um convite para voltar à BBC como diretor da BBC 2 antes que pudesse terminar o grau.

Entre 1965 e 1969, Attenborough foi diretor da BBC2. Durante esse tempo foram exibidos programas como: "Match of the Day", "Civilisation", "The Ascent of Man", "The Likely Lads", "Not Only… But Also", "Man Alive", "Masterclass", "The Old Grey Whistle Test" e "The Money Programme". Essa diversidade de programas reflete o pensamento de Attenborough de que a programação da BBC 2 deve ser a mais variada possível. Em 1967, sob seu comando, a BBC 2 foi o primeiro canal de TV no Reino Unido a transmitir a cores.

Entre 1969 e 1972 foi diretor de programação da BBC Television. Por fim, rejeitou uma proposta de promoção para diretor-geral da BBC. No ano de 1972 Attenborough renunciou ao seu posto e voltou a ser um criador e apresentador de programas.

A principal série sobre a vida no planeta foi a trilogia formada por: Life on Earth (1979), The Living Planet (1984) e The Trials of Life (1990). Esses examinam, respectivamente, a taxonomia e filogenia, a ecologia e os estágios da vida.

Em adição a essa trilogia, Attenborough escreveu e apresentou documentários mais especializados, incluindo: "Life in the Freezer" (1993), "The Private Life of Plants" (1995),"The Life of Birds" (1998), "The Life of Mammals" (2002), "Life in the Undergrowth" (2005) e "Life in Cold Blood" (2008). A série "Life", como é conhecido o conjunto de todas as séries mencionadas anteriormente, dispõe de 79 programas no total.

Attenborough também tem escrito e apresentado outras produções fora da série "Life". Um dos primeiros, depois de seu retorno aos programa foi "The Tribal Eye" (1975), o que lhe permitiu expandir o seu interesse pela arte tribal. Outros incluem "The First Eden" (1987), sobre a relação do homem com o habitat natural do Mediterrâneo, e "Lost Worlds, Vanished Lives" (1989), que demonstrou a paixão de Attenborough por descobrir fósseis. Em 2000, a série "State of the Planet" analisou a crise ambiental que ameaça a ecologia da Terra. O naturalista também narrou duas outras séries significativas: "The Blue Planet" (2001) e "Planet Earth" (2006). Este último foi a primeira série de história natural a ser feita inteiramente em alta definição.

Em maio-junho de 2006, a BBC transmitiu a série de dois capítulos denominada "Climate Chaos", que aborda o tema aquecimento global. Em "Are We Changing Planet Earth?" e "Can We Save Planet Earth?", Attenborough investigou o assunto e apresentou algumas soluções potenciais. Voltou aos locais de algumas das suas produções anteriores e descobriu o efeito que a mudança climática teve sobre eles.

Em 2007, Attenborough apresentou "Sharing Planet Earth", o primeiro programa de uma série de documentários intitulada "Saving Planet Earth". Mais uma vez ele usou imagens de sua série anterior para ilustrar o impacto que a humanidade tem tido sobre o planeta. "Sharing Planet Earth" foi transmitido em 24 de junho de 2007.

"Life in Cold Blood" é a última grande série de Attenborough. Em uma entrevista para promovê-la, ele declarou:

"A história evolutiva está terminada. A viagem está completa. Se você me perguntasse há 20 anos se nós estaríamos concluindo uma tarefa tão gigantesca, eu teria dito "Não seja ridículo". Estes programas contam uma história particular e tenho a certeza de que outros irão aparecer e contá-la muito melhor do que eu consegui, mas espero que se as pessoas a assistirem daqui a 50 anos, ela ainda tenha algo a dizer sobre o mundo em que vivo".

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