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David Lopes

David de Melo Lopes (Moita Fundeira, Nesperal, Sertã, 17 de abril de 1867 — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 3 de feve

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David de Melo Lopes (Moita Fundeira, Nesperal, Sertã, 17 de abril de 1867 — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 3 de fevereiro de 1942) foi um especialista e professor de árabe, professor de língua e literatura francesa e historiador.

“O texto seria incluído em Variações sobre Temas de Ciência, Lisboa, 1970, p. 207-215, com o título de “A personalidade de David Lopes” (veja-se nº., 231 desta Bibliografia).

Era filho de José Amaro Lopes, natural do lugar dos Calvos (freguesia e concelho da Sertã), e de Inês das Dores de Melo, também natural do lugar de Moita Fundeira.

David Lopes fez o liceu em Lisboa, onde também frequentou o Curso Superior de Letras. Entre 1889 e 1892, estudou em Paris, na École Nationale des Langues Orientales Vivantes e na École Pratique des Hautes Études.

Ensinou nas mesmas escolas em que foi aluno em Portugal: a partir de 1896, no Liceu de Lisboa, até se mudar para o Curso Superior de Letras (1902), mais tarde Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Leccionou até atingir o limite de idade, em 1937, e posteriormente, de forma gratuita, em cursos livres.

Ensinou sobretudo a disciplina de Língua e Literatura Francesa e, a partir de 1914, também a disciplina de Língua e Literatura Árabe, então criada.

Em 1915 tornou-se sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, ocupando a vaga deixada por Gonçalves Viana. Sob a sua direcção e por ordem da Academia das Ciências foram publicados em 1915 e 1919 os dois volumes de Anais de Arzila: crónica inédita do século XVI, por Bernardo Rodrigues, (Coimbra, Imprensa da Universidade).

São da sua autoria os capítulos "O domínio árabe" e "Portugueses em Marrocos" da História de Portugal dirigida por Damião Peres, além de numerosos outros estudos publicados em Portugal e França.

O departamento de estudos árabes da Universidade de Lisboa designa-se, em sua honra, Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos David Lopes.

Conhece-se colaboração sua na revista Atlântida (1915-1920) e na Revista de Arqueologia (1932-1938).

A 15 de fevereiro de 1941, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

Morreu vítima de arteriosclerose a 3 de fevereiro de 1942, em sua casa na freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, sita na Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 18, 3.º andar. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres.

"Trois faits de phonétique historique arábico-hispanique", Actes du XIVème Congrès International des Orientalistes, 3, Paris, 1906, pp. 242-261.

"Toponímia árabe de Portugal", Revista Lusitana, 24, 1922, pp. 257-273.

Os textos em Aljamia portuguesa. Estudo filológico e histórico, Lisboa: Imprensa Nacional, 1940 (1ª edição, 1897).

"Cousas luso-marroquinas. Notas filológicas sobre particularidades vocabulares do português nas praças de África", Boletim de Filologia, 7, 1942, pp. 245-259.

"Alguns vocábulos arábico-portugueses de natureza religiosa, étnica e lexicológica", Revista da Universidade de Coimbra, XI, 1930, pp.

"Os Árabes na obra de Alexandre Herculano. Notas marginais de língua e história portuguesa" in Boletim da Segunda Classe da Academia das Ciências de Lisboa, nº 3, 1910-1911, pp. 50-84, 198-253 e 323-377 e nº 4, pp. 321-402.

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