Delcídio do Amaral Gómez GOMM • GOMD (Corumbá, 8 de fevereiro de 1955) é um engenheiro eletricista e político brasileiro filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD). Foi ministro de Minas e Energia do Brasil durante o governo Itamar Franco. Pelo Mato Grosso do Sul, foi senador por dois mandatos e secretário de Infraestrutura durante o governo Zeca do PT.
Líder no senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi também filiado ao Partido Trabalhista Cristão (PTC). Em agosto de 2019, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Engenheiro eletricista, participou da construção e montagem da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Foi ministro de Minas e Energia no governo Itamar Franco e diretor da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso.
Foi preso em flagrante em 25 de novembro de 2015, no contexto da crise política no país, por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao tentar impedir uma delação premiada do ex-executivo da Petrobras, Nestor Cerveró, e em 21 de julho de 2016, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Brasília por obstrução à justiça na Lava Jato. Em 28 de julho de 2016, o MPF pediu novamente a prisão de Delcídio por descumprir as regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
Em maio de 2016, teve o mandato de Senador cassado por 74 votos a favor, uma abstenção, nenhum voto contrário, tornando-o inelegível por 11 anos. Em 12 de julho de 2018, foi absolvido, pela Justiça Federal, e registrou sua candidatura a uma vaga no Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul em 17 de setembro de 2018. No entanto, em 7 de outubro, não obteve os votos necessários para se eleger.
Depois de viver dois anos na Europa, trabalhando para a Royal Dutch Shell, Delcídio Amaral voltou ao Brasil. Foi diretor da Eletrobras CGT Eletrosul em 1991, responsável pelo planejamento energético da região sul.
Em março de 1994 ocupou a secretaria executiva do Ministério de Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do governo Itamar Franco foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995.
No governo Fernando Henrique Cardoso, foi diretor de Gás e Energia da Petrobras, entre 2000 e 2001, quando trabalhou com Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, dois dos delatores da Operação Lava Jato.
Algumas fontes afirmam que foi filiado ao PSDB, entre 1998 e 2001. Outras afirmam que ele teria assinado a ficha de filiação ao partido mas esta nunca teria sido homologada. Em 2001 ele se aproximou do PT e se tornou secretário de infra-estrutura do então governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e, na sequência, apoiado por este, elegeu-se ao Senado em 2002, pelo PT. Em 2004, foi condecorado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com uma admissão à Ordem do Mérito Militar, já no grau de Grande-Oficial especial.
Em 2005 ganhou projeção nacional ao presidir a CPMI dos Correios, que apurou o mensalão. Em novembro do mesmo ano, foi novamente condecorado por Lula, dessa vez com a admissão à Ordem do Mérito da Defesa no grau de Grande-Oficial suplementar. Disputou o governo de Mato Grosso do Sul em 2006, mas foi derrotado já no primeiro turno por André Puccinelli.
No mês de agosto do ano de 2009, o senador Delcídio Amaral votou pelo arquivamento das ações contra o ex-presidente José Sarney, numa reunião do Conselho de Ética, sendo esta uma determinação de seu partido, o PT.
Em 2014 lançou-se a candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pela segunda vez. Acabou derrotado em segundo turno, por Reinaldo Azambuja.
Em abril de 2015, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff como líder do governo no Senado e no Congresso Nacional.
Em 17 de dezembro de 2015, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, foi aberto um processo que pede a perda do mandato de Delcídio, preso na Operação Lava Jato.
Em 15 de março de 2016, após a homologação de sua delação premiada, se desfiliou do Partido dos Trabalhadores (PT).
Em 5 de abril de 2018, se filiou ao Partido Trabalhista Cristão (PTC) de Corumbá.
Em agosto de 2019, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Roberto Jefferson, anunciando publicamente sua volta à política nas eleições de 2022.
Delcídio do Amaral foi preso pela Polícia Federal (PF) em 25 de novembro de 2015, por tentar dificultar a delação premiada de Nestor Cerveró, ex-executivo da Petrobras, sobre uma suposta participação do senador em irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Segundo investigadores, Delcídio chegou até a oferecer fuga a Cerveró, para que este não fizesse a delação premiada, o que, para as autoridades, constituiu-se em tentativa de obstruir a Justiça. A prova dessa tentativa é uma gravação, feita pelo filho de Cerveró, que mostra o intento do senador de atrapalhar as investigações e oferecer fuga ao ex-executivo para que este não fizesse a delação. Além de Delcídio do Amaral e do seu chefe de gabinete, também foram presos o banqueiro André Esteves, então diretor executivo do BTG Pactual, e o advogado Edson Ribeiro, que atuou na defesa de Nestor Cerveró.
Após a prisão de Delcídio, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, leu, em sessão do tribunal, as alegações da Procuradoria-Geral da República (PGR). No pedido de prisão, a Procuradoria afirmava que Delcídio chegou a oferecer R$ 50 mil mensais para que Cerveró não citasse o senador na delação premiada. Segundo relato de Nestor Cerveró aos procuradores, Delcídio do Amaral recebeu suborno de US$ 10 milhões da multinacional Alstom (ver Escândalo do caso Alstom) quando era Diretor de Óleo e Gás da Petrobras, entre 1999 e 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Nessa época, Cerveró era um de seus gerentes.