Delcy Eloína Rodríguez Gómez (Caracas, 18 de maio de 1969) é uma advogada, diplomata e política venezuelana, que tomou posse como presidente interina da Venezuela em 5 de janeiro de 2026, dois dias após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que capturou o presidente incumbente Nicolás Maduro. Também atuou como vice-presidente da Venezuela de 2018 a 2026, como Ministra das Relações Exteriores da República Bolivariana da Venezuela e ministra da Comunicação e Informação de seu país durante o governo de Nicolás Maduro. É filha do marxista Jorge Antonio Rodriguez, fundador da Liga Socialista da Venezuela.
Rodríguez é formada em direito pela Universidade Central da Venezuela, pós-graduada em Estudos de Direito Social na Universidade de Nanterre, em Paris, e mestre em política social pela Universidade de Birkbeck, em Londres.
Em 4 de agosto de 2017, foi escolhida como presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela de 2017. Em 2018, se filiou ao Movimento Somos Venezuela (MSV).
Rodríguez é irmã de Jorge Rodríguez Gómez, um psiquiatra que atua como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. Seu pai, Jorge Antonio Rodríguez, foi um dos fundadores da Liga Socialista, um partido político marxista na Venezuela. Sua mãe é Delcy Gómez. O pai de Rodríguez morreu em 1976, enquanto estava preso e sendo interrogado pela Diretoria de Serviços de Inteligência e Prevenção (DISIP) por seu papel de liderança no sequestro do executivo americano William Niehous.
Rodríguez formou-se em direito pela Universidade Central da Venezuela (UCV) em 1993. Durante seu período na UCV, Rodríguez foi ativa como líder estudantil. Ela se especializou em direito do trabalho em Paris, França, mas não se formou.
Em sua carreira profissional, Rodríguez atuou como professora na Universidade Central da Venezuela. Ela foi presidente do sindicato dentro da Associação Venezuelana de Advogados Trabalhistas.
Graduada em Direito pela Universidad Central de Venezuela, é irmã de Jorge Rodríguez, ministro de Informação e Comunicação, e ambos são filhos de Jorge Antonio Rodríguez, um guerrilheiro e dirigente da esquerda venezuelana envolvido no sequestro do empresário norte-americano William Frank Niehous em 1976. Delcy Rodríguez desempenhou vários papéis importantes no governo, incluindo ministra de Informação e chanceler. Sua nomeação como vice-presidente executiva reflete sua lealdade e proximidade a Maduro. Além disso, preside o partido Somos Venezuela, criado por Maduro, e tem sido uma figura chave nas negociações com a oposição, destacando-se por sua defesa da Revolução Bolivariana em fóruns internacionais como Mercosur e a OEA.
Em 20 de abril de 2018, o senado mexicano aprovou um Ponto de Acordo em que, entre outras coisas, rejeita as eleições presidenciais agendadas para 20 de maio, o congelamento de bens de sete funcionários do governo venezuelano e a proibição de entrada no país destes, incluindo Delcy Rodríguez. Em 25 de junho, foi sancionada pela União Europeia (UE) juntamente com outros dez funcionários venezuelanos. A sanção consistiu na proibição de viajar para o território da UE e o congelamento de bens que possam ter nos países da União.
Em 25 de setembro, o governo dos Estados Unidos impôs uma nova rodada de sanções pessoais contra funcionários venezuelanos. O Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), anunciou que as medidas afetavam seis funcionários, incluindo Rodríguez.
Rodríguez foi sancionada por vários países e tem a entrada proibida na vizinha Colômbia. O governo colombiano mantém uma lista de pessoas proibidas de entrar na Colômbia ou sujeitas à expulsão; em janeiro de 2019, a lista tinha 200 pessoas com uma "relação próxima e apoio ao regime de Nicolás Maduro". Em 22 de setembro de 2017, Canadá sancionou Rodríguez devido à ruptura da ordem constitucional da Venezuela.
Pouco após ser nomeada Vice-Presidente da Venezuela, Rodríguez foi uma das onze pessoas sancionadas pela União Europeia em 25 de junho de 2018, com seus ativos congelados e uma proibição de viagem emitida contra ela depois de "minar a democracia e o estado de direito na Venezuela". O Senado mexicano congelou os ativos dos funcionários da administração de Maduro, incluindo Delcy Rodríguez, e proibiu-os de entrar no México em 20 de abril de 2018. Suíça sancionou Rodríguez em 10 de julho de 2018, congelou seus ativos e impôs uma proibição de viagem, citando as mesmas razões da União Europeia.
Em 3 de janeiro de 2026, por volta das 2h da manhã (horário do leste dos EUA), os Estados Unidos realizaram vários ataques na Venezuela, incluindo na capital Caracas. Posteriormente, os EUA relataram que o presidente Nicolás Maduro havia sido capturado. A vice-presidente Rodríguez recebeu poderes presidenciais de acordo com o Artigo 233 da Constituição venezuelana, que estabelece que o vice-presidente assume o cargo em caso de vacância presidencial. Inicialmente, Rodríguez exigiu provas de que Maduro ainda estava vivo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o Secretário de Estado, Marco Rubio, havia entrado em contato com Rodríguez e que ela havia sido "empossada" como presidente. Trump afirmou ainda que Rodríguez disse a Rubio que faria "tudo o que os EUA pedissem", acrescentando que ela foi gentil, mas "realmente não tem escolha".
Aparecendo na televisão estatal, Rodríguez descreveu Maduro como o "único presidente" da Venezuela. Ela também pediu calma e união para defender o país em meio ao que chamou de "sequestro" de Maduro e disse que a Venezuela nunca seria colônia de nenhuma nação.