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Denise Milan

Escultora e artista contemporânea multidisciplinar brasileira

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Denise Milan (São Paulo, 16 de julho de 1954) é uma artista plástica contemporânea e escultora brasileira com ascendência libanesa. Atua em diferentes mídias, trabalha com especialistas em ciência e tecnologia, antropologia, filosofia, literatura e música. Encontra na pedra seu eixo criativo, propõe interface entre a Arte e a Ciência. Seu trabalho abrange esculturas, arte pública, performance urbana, artes cênicas, ópera, poesia, artes plásticas, videoarte e arte multimídia.Suas exposições e instalações foram apresentadas em várias instituições de renome, em diferentes locais e em museus de vários continentes. Entre eles: na América do Norte, em Nova York no P. S. 1, The Institute for Arts and Urban Resources – MoMA; em Chicago no dler Planetarium & Astronomy Museum; no Museu de Arte Contemporânea, no Chicago Cultural Center e em Washington, no Wilson Center; no John F. Kennedy Center para Artes Performáticas; na África, no Marrocos, durante COP22, DO-FEST no Emerson Collective (Marrakech); na Europa, na França, na Galerie d’Architecture (Paris); na Itália, no Palazzo del Monte Frumentário na Piazza del Angeli (Assis) e na Fondazione Berengo (Veneza); na América do Sul, no Brasil, no Pará na Casa das Onze Janelas; em Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil; na Bahia, Pelourinho, Praça das Artes, Cultura e Memória, Solar no Ferrão; em São Paulo, no MAM, no MASP, na 20ª, 21ª e 33ª Bienal de São Paulo; e em Rio Grande do Sul, em 10 espaços culturais da cidade de Porto Alegre, 13ª Bienal do Mercosul.

Em 1981, mudou-se para Nova Iorque, o epicentro das artes naquele momento, onde expandiu seus conhecimentos de performance e teatro experimental com artistas e diretores da vanguarda. Fez curso das origens do drama e rituais na NYU – New York University, com Richard Schechner, um dos teóricos do teatro contemporâneo e diretor do Performing Garage. Acompanhou de perto as produções teatrais de diretores contemporâneos como Bob Wilson e Richard Foreman mas foi com Lee Breuer, diretor e fundador de Mabou Mines que Denise teve maior afinidade e irá convidar para trabalhar na codirecão da Ópera das Pedras, 2010, cujo libreto, escrito por ela, tem a pedra como protagonista. Retorna a Nova Iorque em 1988 para participar da primeira coletiva da sua instalação The Garden of Light junto com artistas líderes da vanguarda, Laurie Anderson e Nam June Paik.

Cada vez mais inspirada pela geometria árabe do casarão de sua infância, ela vai descobri-la nas cavernas de gemas brasileiras. A partir de 1988, a pedra – o cristal, passa a ser seu eixo criativo em projetos variados: arte pública, escultura, performance urbana, artes cênicas, ópera, poesia e videoarte. Denise decodifica o cristal e concebe o livro da Linguagem da Pedra, 2018, no qual, inspirada pela ciência e arte, desvela os signos abertos da Terra, em eterna mutação.

A obra de Denise Milan contempla múltiplas linguagens. Da escultura à poesia, da gravura à vídeo-arte, performances e debates, integra os diversos fazeres num todo orgânico e coerente. Através da pedra, nos convida a adentrar a natureza, a enxergar em sua gênese, do caos à ordem, um paralelo com o processo artístico. Mais que a forma em si mesma, o processo de formação, mais que arte, como ponto de chegada, o caminho e os embates do caminho. Artista de projeção nacional e internacional, sua poética é permeada pelo universo mítico, por uma série de símbolos que evocam e despertam, como a pedra o faz, nossa memória ancestral.

1988 Prêmio Revelação em Artes Visuais pela Associação Paulista de Críticos de Arte com a exposição Garden of Light;

1993 Prêmio Especial na Arquitetura e Arte pela Bienal de Arquitetura de Buenos Aires com a instalação Ventre da Vida, no metrô de São Paulo, Brasil;

2008 Prêmio Menção Honrosa em fotografia pela 1ª Bienal de Arte Contemporânea de Chapingo para a gravura digital "Sem Título" da exposição Ópera das Pedras;

2020 Prêmio Bonhams concedido a Unbreakable: Women in Glass em Melhor Projeto pela The Venice Glass Week;

Principais exposições e trabalhos

1989 Sectiones Mundi - 20ª Bienal de São Paulo - coautoria Ary Perez - curadoria Carlos von Schmidt (Internacional), Stella Teixeira de Barros (Nacional) e João Cândido Galvão (Eventos especiais) - Fundação Bienal de São Paulo, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil;

1991 Gruta de Maquiné - 21ª Bienal de São Paulo - curadoria João Cândido Galvão - Fundação Bienal de São Paulo, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil;

2008 Sem Título (gravura digital da exposição Ópera das Pedras) - 1ª Bienal de Arte Contemporânea de Chapingo - organização Juan Jorge Díaz Rivera - Universidad Autónoma de Chapingo, Chapingo, México;

2015 Tablets da Terra - Quem foi que disse que não existe amanhã? – curadoria Marcus de Lontra Costa - TRIO BIENAL, Bienal Tridimensional Internacional do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Brasil;

2018 Ilha Brasilis - 33ª Bienal de São Paulo: Afinidades Afetivas - curadoria Gabriel Pérez-Barreiro - Fundação Bienal de São Paulo, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil;

2019 Ilha Brasilis - itinerância da 33ª Bienal de São Paulo: Afinidades Afetivas - curadoria Jacopo Crivelli Visconti - SESC Campinas, Campinas, Brasil;

2019 Ilha Brasilis - itinerância da 33o Bienal de São Paulo: Afinidades Afetivas - curadoria Jacopo Crivelli Visconti - Museu Nacional da República, Brasília, D.F, Brasil;

2022 TrincAr - 13o Bienal do Mercosul: trauma, sonho e fuga - Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul - curadoria geral Marcello Dantas - Porto Alegre, Brasil;

Exposições Individuais Nacionais

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