Dermatologia é a especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e tratamento clínico-cirúrgico das enfermidades relacionados à pele e aos anexos cutâneos (unhas, pelos, mucosas, cabelos). Dentro da dermatologia, existe a dermatovenerologia, especialidade que tem importante atuação no contexto das infecções sexualmente transmissíveis.
A história da Dermatologia moderna começa na Europa, entre século XV e XVI, onde clínicos começam a se interessar por problemas cutâneos. O primeiro livro-texto de Dermatologia foi escrito em 1797, pelo doutor Robert Willian. De fato, aos poucos a Medicina começou a salientar a importância da pele, não apenas como um invólucro, mas o maior órgão do ser humano.
A Dermatologia atua em todos os processos fisopatológicos que envolvem a pele: desde simples infecções, reações auto-imunes e inflamatórias, e tumores. A hansenologia é outra importante área de atuação da dermatologia. Por lidar com a pele, a dermatologia é a especialidade médica mais indicada para atuação em cosmiatria. Atualmente, o Dermatologista formado pode realizar subespecialização em Dermocosmiatria, onde o estudo e aplicação no campo da cosmiatría é o centro de ação desse profissional.
Outro destaque é a Cirurgia Dermatológica que é uma subespecialidade da Dermatologia, onde o profissional médico se gabarita a realizar procedimentos cirúrgicos de maior complexidade da pele e seus anexos (unhas, cabelos, glândulas, etc).
O termo «dermatologia» deriva do grego δέρματος (dermatos), genitivo de δέρμα (derma), "pele" (por sua vez, de δέρω dero, "esfolar") e -λογία -logia. Em 1630, foi cunhado o neolatim dermatologia, termo anatômico com diversos usos em francês e alemão atestados a partir da década de 1730.
É um campo importante dentro da especialidade que tem como finalidade a manutenção da beleza e a melhora da aparência da pele e seus anexos. Há várias décadas, usa-se a dermoabrasão para atenuar cicatrizes deixadas por acne e a microtransferência de gordura para preencher defeitos cutâneos. Também se usam lasers, agentes de preenchimento como o ácido hialurônico, toxina botulínica, sistemas de luz intensa pulsada (LIP), terapia fotodinâmica e peeling químico, tratamentos para cicatrizes de acne, depilação a laser, remoção de tatuagens.
Este campo é compartilhado por dermatologistas e patologistas. Um dermatopatologista é um patologista ou dermatologista que se especializa na patologia da pele. Geralmente, um dermatologista ou patologista completa um ano de formação de dermatopatologia. Isso geralmente inclui seis meses de patologia geral e seis meses de dermatopatologia. Os alunos de ambas as especialidades podem qualificar-se como dermatopatologistas. Ao completar uma residência padrão em dermatologia, muitos dermatologistas também são competentes em dermatopatologia. Alguns dermatologistas qualificam-se para fazer seus exames completando uma residência em dermatologia e outra em patologia.
A tricologia se especializa em doenças que se manifestam com perda de cabelo, anomalias do cabelo, hipertricose e mudanças no couro cabeludo. A tricoscopia é um método de diagnóstico médico usado por dermatologistas com especial interesse em tricologia.
A onicologia é uma subespecialidade da dermatologia dedicada ao diagnóstico e tratamento clínico-cirúrgico das doenças que acometem a unidade ungueal. Entre as doenças mais comuns dessa região estão a unha encravada, a onicomicose e as unhas frágeis. Além disso, há doenças inflamatórias ungueais como a paroníquia, que envolve inflamação e infecção ao redor das unhas, psoríase e líquen ungueal.
Esta especialidade também aborda outras condições, como distúrbios de crescimento e traumas nas unhas, além de tumores. Os tratamentos variam e podem incluir medicamentos tópicos e orais, injeções e, em muitos casos, a realização de biópsias para um diagnóstico preciso. Em casos de tumores, a cirurgia pode ser necessária.
Este campo se especializa no tratamento de doenças de pele mediadas pelo sistema imunológico, como lúpus, penfigoide bolhoso, pênfigo vulgar e outros distúrbios de pele mediados pelo sistema imunológico. Os especialistas neste campo muitas vezes dirigem seus próprios laboratórios de imunopatologia. Os testes de imunodermatologia são essenciais para o diagnóstico e tratamento corretos de muitas doenças que afetam os órgãos epiteliais, como a pele, as membranas mucosas, o trato gastrointestinal e respiratório. As diversas doenças muitas vezes se sobrepõem na apresentação clínica e histológica e, embora as doenças em si não sejam comuns, podem se apresentar com características de distúrbios cutâneos comuns, como urticária, eczema e coceira crônica. Portanto, o diagnóstico de uma doença imunodermatológica muitas vezes é atrasado.
A Dermatologia Cirúrgica é uma subespecialidade da dermatologia que abrange uma ampla gama de procedimentos, desde a remoção de pintas, sinais e cistos até o tratamento de cicatrizes, tumores benignos e câncer de pele. Também inclui intervenções para prevenção do envelhecimento cutâneo e tratamentos corporais como flacidez, gordura localizada, excesso de pelos, estrias e celulite.
Além disso, a dermatologia cirúrgica envolve procedimentos oncológicos, como a cirurgia micrográfica de Mohs e excisão local e ampla, assim como procedimentos estéticos reparadores, tais como transplante capilar, blefaroplastia, lifting facial, lipoaspiração e lipotransferência. Intervenções menores de baixa complexidade, como crioterapia, eletroterapia e laserterapia, também são realizadas. Esses procedimentos ambulatoriais não requerem preparação prévia nem controle posterior significativo, permitindo que o paciente vá para casa logo após o procedimento.
Essas intervenções são realizadas em tecidos superficiais, principalmente na pele (epiderme, derme e tecido celular subcutâneo) e anexos (cabelo e unhas). Elas não necessitam de instrumental cirúrgico sofisticado e são feitas sob anestesia local, o que reduz ainda mais o pequeno risco associado a técnicas cirúrgicas maiores. Em virtude disso, há uma baixa possibilidade de complicações intra ou pós-operatórias.
Esses procedimentos menores são eficazes para atender a demandas de patologias frequentes e urgentes, como melanomas, ceratoacantomas, forunculose, cistos epidérmicos infectados e patologias sistêmicas com repercussão na pele que requerem um diagnóstico rápido. Também são utilizados para tratar tumores malignos de baixo risco, cistos epidérmicos, lipomas e nevos displásicos severos.
Os médicos podem se qualificar para esta especialidade completando uma residência em pediatria e uma residência em dermatologia. Ou podem optar por completar uma bolsa de estudos pós-residência. Este campo abrange as complexas doenças do recém-nascido, doenças hereditárias da pele ou genodermatoses e as múltiplas dificuldades de trabalhar com a população pediátrica.
A teledermatologia é uma forma de prática dermatológica que utiliza tecnologias de telecomunicação para trocar informações e tratamentos médicos por meio de comunicações de áudio, visuais e de dados. Inclui fotografias de condições dermatológicas, permitindo a avaliação por dermatologistas à distância. Esse ramo permite visualizar condições da pele remotamente, promover a troca de conhecimentos, estabelecer serviços de segunda opinião e acompanhar pessoas com doenças crônicas da pele. A teledermatologia pode reduzir os tempos de espera ao permitir que dermatologistas tratem condições menores online, enquanto as condições graves que necessitam de atenção imediata têm prioridade nas consultas.
Normalmente a consulta online é realizada através de uma plataforma de telemedicina, que possibilita o envio de exames, dados e fotos necessárias. Pouco antes do horário agendado, um link é enviado para acessar a sala de consulta virtual.