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Diana de Poitiers

Diana de Poitiers (em francês: Diane de Poitiers; 3 de setembro de 1499 – 25 de abril de 1566) foi uma nobre e cortesã f

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Diana de Poitiers (em francês: Diane de Poitiers; 3 de setembro de 1499 – 25 de abril de 1566) foi uma nobre e cortesã francesa que exerceu muito poder e influência como amante real e conselheira do Rei Henrique II até a morte deste. Sua posição aumentou sua riqueza e o status da família. Ela foi uma importante patrocinadora da arquitetura renascentista francesa.

Diana nasceu em Saint-Vallier, filha de Jean de Poitiers, Senhor de Saint Vallier, e de Joana de Batarnay. Ainda na juventude fez parte do séquito de Ana de França, filha do rei Luís XI. Embora tivesse um irmão e duas irmãs, foi Diana quem conquistou o coração de seu pai, e era ela quem ele levava para caçar e cavalgar nas primeiras horas da manhã. Durante toda a vida ela seguiria seu treinamento de disciplina do corpo, levantando-se ao amanhecer para banhar-se na água fria da fonte. Aos seis anos de idade ela tinha seu próprio falcão e, bem-disposta e com boa saúde, em poucos anos era capaz de controlar qualquer cavalo do estábulo de seu pai. À semelhança de outras damas de sua época, ela usava uma máscara de veludo preto quando cavalgava, para preservar a cútis e proteger-se dos galhos enquanto caçava.

Como sua mãe morreu jovem, deixando-a órfã e sob a tutela do pai, a educação de Diana foi cuidadosamente orientada pela família de seu pai. Aos seis anos, foi enviada para a casa de uma princesa da França, Ana de França, duquesa de Bourbon, filha de Luís XI e irmã de Carlos VII. Era costume na França que as meninas de alta linhagem fossem criadas na casa de uma dama importante e culta.

A princesa Ana, descrita por um de seus alunos como "alta e grave como uma catedral", os encorajava a usar sua célebre biblioteca, que continha não só obras famosas da literatura clássica como manuscritos religiosos lindamente encadernados. Diana nunca se esqueceria desta biblioteca, e, anos mais tarde, modelou a sua pela que conhecera e amara em Moulins. Diana também aprendeu com sua sábia e bem-nascida parenta o verdadeiro significado da dignidade de sua posição, a ter um comportamento íntegro, honesto, a ter gostos e posturas nobres e, acima de tudo, a desprezar as intrigas e a malidicência.

Segundo Brantôme, historiador da época, não havia nenhuma dama de família de alta linhagem no país que não tivesse em algum momento sido ensinada por esta extraordinária filha real da França. Ana rapidamente reconheceu os talentos de Diana de Poitiers, e percebeu que o potencial desta era bem superior ao do das outras meninas que educava, mesmo ao da sua própria filha Susana de Bourbon, para quem ela havia escrito seu famoso guia educativo "Les Enseignements d'Anne de France à sa fille Suzanne de Bourbon". Trata-se de um documento extraordinário que expõe os mais elevados ideais e princípios morais, muitos dos quais ela aprendera com seu pai, o rei Luís XI. Sua recomendação final era a seguinte: En toute chose on doit tenir le moyen - "Mantenha sempre uma visão equilibrada de todas as coisas" -, uma máxima que Diana de Poitiers jamais se esquecera.

A vida toda de Diana foi marcada por uma conduta modelada por tais ensinamentos. Era uma mulher admirável, honesta, empreendedora, independente, uma verdadeira senhora. Por isso, ela sempre foi respeitada na corte, mesmo, tendo se tornado, mais tarde, a amante de Henrique II.

Logo após a coroação do rei Francisco I, Diana foi abordada pela duquesa Ana e informada de seu iminente casamento. Ela tinha apenas 15 anos de idade e o futuro marido era 40 anos mais velho que ela. O marido que Ana escolheu para Diana era um parente Bourbon, Luís de Brézé, conde de Maulévrier, e grande seneschal da Normandia.

Luís de Brézé era não só imensamente rico e poderoso, mas também um afamado e corajoso caçador. Em todo o reino, somente príncipes de sangue real ocupavam uma posição mais elevada do que a sua. Diana, na sua inocência de adolescente, desconhecia que seu casamento com Luís de Brézé já fora, na verdade, contratado desde que ela completara dez anos de idade. Porém, não hesitou em casar-se com o seu idoso noivo, por ser uma menina extremamente obediente e por confiar integralmente na sua tutora, Ana. Sabia que esta última escolheria sempre o melhor para ela.

Casaram-se em 29 de março de 1515, na presença do rei, da rainha e da corte. O casamento teve lugar no Palais du Petit Bourbon, perto do Louvre, em Paris. A jovem noiva já era considerada bela, com o rosto "solene como o de Ártemis" (ver journal d'un bourgeois de Paris). O idoso noivo permaneceu com Diana por dezessete anos, pois faleceu. Diana foi a esposa dedicada, fiel, companheira e extremamente presente na vida do velho marido.

Viveram no Castelo d'Anet, na Normandia, uma amedrontadora fortaleza medieval, repleta de antigos criados e sombrios mistérios. Depois dos risos e da alegria no meio de seus jovens amigos em Moulins, quando jovenzinha, foi um choque para Diana ir para essa casa lúgubre e antiga, ao lado do marido idoso. Mas, ela foi, obediente.

Todavia, essa mudança trazia compensações, pois a vida no campo girava em torno da ousadia e da emoção da caçada, na qual Diana se destacava; e Anet tinha magníficos estábulos e uma enorme e maravilhosa biblioteca, duas de suas maiores paixões.

Aos dezessete anos, exatamente dois anos depois de se casar, Diane deu à luz sua primeira filha, Francisca, em 1517. Quando não estava em Anet ou na Normandia, Diana servia quase, constantemente, à delicada e jovem rainha Cláudia de França, esposa do rei Francisco I, que sempre requisitava a sua presença. Mesmo depois do nascimento da segunda (e predileta) filha, Luísa (N. 1519), Diana continuou servindo a rainha Cláudia de França, duquesa da Bretanha.

Diana tinha 20 anos, duas filhas, e encontrava-se em Amboise quando o segundo filho da rainha, Henrique, Duque de Orleães, o futuro rei Henrique II de França, ali nasceu no dia 31 de março de 1519, e foi ela quem o segurou ternamente antes de colocar o bebê, firmemente enfaixado no cueiro, nos braços da rainha Claúdia.

A beleza de Diana não escapava à atenção do rei Francisco I ou de seus cortesãos, mas, devido à sua reputação de pureza e de moral ilibada, aos seus princípios, a sua postura que impunham respeito, o único comentário do rei Francisco I, sob o retrato de Diana de Poitiers, em sua Galeria das Damas da Corte, é o seguinte: Belle à voir, Honnete à hanter" - "Agradável de contemplar, honesta ao conhecer."

De boa estirpe, culta, educada e deslumbrantemente bela, Diana compreendia o mundo dos homens: a política, o poder e o dinheiro. Ela sabia como usar sua inteligência e seu charme para agradar aqueles a quem amava.

Ainda casada, Diana foi aia das rainhas consorte Cláudia de França, Luísa de Saboia e Leonor de Habsburgo. Conhecida pelas suas excelentes maneiras, foi designada como mentora do Delfim Henrique, de quem se tornou amante em 1538.

É importante considerar que o delfim Henrique, como segundo filho dos reis Francisco I e Cláudia de França, não era o sucessor imediato do rei, pois possuía um irmão mais velho, Francisco II que, naturalmente, herdaria a coroa francesa, na falta do pai. Portanto, quando Henrique e Diane se conheceram, nem passava pela cabeça dos dois que, um dia, ele se tornaria o rei da França.

Por ser um menino desajeitado, com modos "rudes", taciturno, que tinha dificuldades em se adaptar ao comportamento e à conduta exigida de um nobre, a rainha Cláudia resolveu "contratar" Diana de Poitiers para educar e ensinar o caçula (Henrique II) a se comportar como um membro da realeza.

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Diana de Poitiers | World in Stories