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Didier Deschamps

Futebolista francês

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Didier Claude Deschamps (Baiona, 15 de outubro de 1968) é um treinador e ex-futebolista francês que atuava como volante. Comanda a Seleção Francesa.

Com a conquista da Copa do Mundo FIFA de 2018, juntou-se a Zagallo e Franz Beckenbauer como os únicos a vencerem a Copa do Mundo como jogador e como técnico.

Profissionalizou-se no Nantes, em 1985, permanecendo até 1989, não conquistando títulos mas se destacando e se transferindo para o Olympique de Marseille, onde ficou por uma temporada e conquistou o Campeonato Francês.

Em 1991, foi para o Bordeaux. Mais uma vez sendo destaque, retornou ao Marseille no ano seguinte, para ser decisivo em mais dois títulos (um retirado devido a denúncias de fraude contra o time francês) do Campeonato Francês e o da Liga dos Campeões da UEFA, título de maior expressão da história do clube.

Foi contratado pela Juventus em 1994, onde conquistou diversos títulos, sagrando-se bicampeão da Supercopa da Itália, tricampeão italiano, campeão europeu, mundial e da Supercopa da UEFA. Por conta das boas atuações e troféus levantados, tornou-se ídolo da Juve.

Depois do sucesso na Itália, Didier foi para a Inglaterra para defender o Chelsea, onde foi campeão da Copa da Inglaterra. O jogador encerrou sua carreira em 2001, no espanhol Valencia.

Em 1989, foi convocado pela primeira vez. Foi campeão da Copa do Mundo FIFA de 1998, sendo o capitão da equipe, e ainda campeão da Euro 2000. Disputou 103 partidas e marcou quatro gols pela Seleção.

Iniciou sua carreira de treinador logo após se aposentar, em 2001, ao assumir o Monaco, da França. Na temporada 2002–03, conduziu o clube ao vice-campeonato da Ligue 1, perdendo apenas por um ponto para o Lyon. Apesar disso, a temporada não passaria em branco: o Monaco seria campeão da Copa da Liga Francesa de 2002–03, ao vencer o Sochaux na final por 4–1, e que é até hoje, o único título do clube na competição. Na temporada de 2003–04, levou o clube a final da Liga dos Campeões da UEFA, eliminando as fortes equipes do Chelsea e o então favorito Real Madrid. Porém, acabariam sendo derrotados na final, perdendo de 3–0 para o Porto de José Mourinho. Deixou o clube em 2005.

Em 2006, assumiu o comando da Juventus após a renúncia de Fabio Capello por conta do rebaixamento da equipe de Turim. Mesmo com a Velha Senhora iniciando o campeonato com nove pontos a menos devido a punições do Escândalo do Calciopoli, Deschamps levou o clube ao título italiano da Serie B de 2006–07 e garantiu o retorno da Juve a Serie A. No entanto, deixou o cargo logo após a conquista.

Em 2009, assumiu o comando da equipe que tinha o lançado para o mundo, o Olympique de Marseille, que vivia um jejum de dezoito anos sem títulos nacionais. Com contratações de jogadores como os argentinos Lucho González e Gabriel Heinze, o experiente Fernando Morientes, e ainda nomes como Souleymane Diawara, Fabrice Abriel, Stéphane Mbia, Édouard Cissé, entre outros, Deschamps conseguiu ser campeão da Copa da Liga Francesa e do Campeonato Francês em sua primeira temporada, cravando seu nome na história do clube, dessa vez como treinador. Em junho de 2012, porém, deixou o comando da equipe após uma temporada irregular.

No dia 8 de julho 2012, a FFF anunciou que Didier Deschamps seria o novo técnico da Seleção Francesa, substituindo assim Laurent Blanc.

Em 2014, chegou as quartas de final da Copa do Mundo de 2014, perdendo para a Alemanha pelo placar de 1—0.

Em 2016, perdeu a final da Eurocopa de 2016 em casa para Portugal pelo placar de 1–0.

Já em 2018, conquistou a Copa do Mundo de 2018, superando a Croácia numa eletrizante final vencida pelo placar de 4–2. Com o título, Deschamps igualou-se a Zagallo e Franz Beckenbauer como os únicos campeões tanto como jogador e como técnico. Além disso, é o único francês bicampeão do mundo.

Em 2021, chegou as oitavas de final da Eurocopa 2020, empatando com a Suíça por 3—3 no tempo regulamentar/prorrogação, perdendo nos pênaltis por 4—5. Ainda em 2021, conquistou a Liga das Nações de 2020–21, ganhando da Espanha pelo placar de 2—1 na final.

Em 2022, chegou a final da Copa do Mundo de 2022, empatando com a Argentina pelo placar de 3—3 no tempo regulamentar/prorrogação, perdendo nos pênaltis por 4—2.

Em 2024, chegou a semifinal da Eurocopa de 2024, perdendo para a Espanha pelo placar de 2—1.

Em janeiro de 2025, Didier Deschamps anunciou que deixará a Seleção Francesa após a Copa do Mundo de 2026. Ainda em 2025, chegou a semifinal da Liga das Nações de 2024–25, perdendo para a Espanha pelo placar de 5—4.

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