Neste Dia

Diego Godín

Futebolista uruguaio

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Diego Roberto Godín Leal (Rosario, 16 de fevereiro de 1986) é um ex-futebolista uruguaio que atuava como zagueiro.

Com passagens por Cerro, Nacional e Villarreal, viveu seu auge pelo Atlético de Madrid, onde atuou por nove temporadas e conquistou oito títulos. Passou ainda por um período na Itália, onde defendeu a Internazionale e o Cagliari, antes de retornar ao futebol sul-americano e passar por Atlético Mineiro e Vélez Sarsfield.

Jogador da Seleção Uruguaia entre 2005 e 2022, Godín foi capitão e atualmente é detentor do recorde de jogos disputados pela equipe, com 161 partidas. Atuou em quatro edições da Copa do Mundo FIFA e em seis da Copa América, vencendo o torneio continental em 2011.

Nascido em Rosario, Godín deu seus primeiros passos no clube local Estudiantes El Colla. Aos 14 anos de idade, se transferiu para o Defensor Sporting, de Montevidéu, onde concluiu sua formação de base.

Em 2003, aos 17 anos, Godín acertou com o Cerro, clube pelo qual estreou profissionalmente. Despontou na temporada 2005–06, quando marcou cinco gols em 30 partidas e recebeu sua primeira convocação para a seleção do Uruguai. Ao fim daquela temporada, se juntou ao gigante Nacional.

Em sua única temporada no Bolso, Godín se afirmou como um dos melhores jogadores da liga uruguaia, e, apesar de pouca idade, chegou a atuar como capitão da equipe em algumas partidas.

Em agosto de 2007, Godín se transferiu para o Villarreal, da Espanha. Participou em 24 partidas da campanha do vice-campeonato da La Liga de 2007–08, a melhor da história do clube até então. Consolidou sua titularidade nas temporadas subsequentes, formando dupla de zaga com o argentino Gonzalo Rodríguez. Ao longo de três anos, atuou em 116 partidas e marcou quatro gols pelo Submarino Amarelo.

Em 4 de agosto de 2010, Godín assinou um contrato de cinco anos com o Atlético de Madrid por um valor estimado em 8 milhões de euros. Estreou pelos Colchoneros no dia 27, na vitória por 2–0 sobre a Internazionale pela Supercopa da UEFA, o primeiro título de sua carreira.

Nas temporadas seguintes, Godín participou das conquistas da Liga Europa de 2011–12, da Supercopa da UEFA de 2012 e da Copa do Rei de 2012–13.

Godín atuou em 34 partidas e marcou quatro gols na vitoriosa campanha da La Liga de 2013–14. Na última rodada, a partida que decidiu o campeonato contra o Barcelona, o Atlético perdia por 1–0 quando Godín marcou um gol de cabeça após cobrança de escanteio; o empate em 1–1 assegurou o título da liga para os Colchoneros, o primeiro desde 1996. Na semana seguinte, voltou a marcar, abrindo o placar da Final da Liga dos Campeões da UEFA de 2013–14 diante do Real Madrid; deste confronto, porém, o Atlético saiu derrotado por 4–1 na prorrogação.

Na metade de 2015, Godín rejeitou uma proposta do Manchester City, então treinado por seu ex-técnico no Villarreal Manuel Pellegrini. Ao fim de 2016, após temporada em que o Atlético mais uma vez alcançou o vice-campeonato europeu, Godín foi nomeado entre os 30 finalistas da Ballon d'Or.

Em 28 de outubro de 2017, após um empate em 1–1 com o Villarreal, o uruguaio se tornou o estrangeiro com mais jogos disputados pelo Atlético, ultrapassando a marca de 314 jogos de seu ex-companheiro colombiano Luis Amaranto Perea. Ao fim da temporada de 2017–18, Godín conquistou seu segundo título de Liga Europa.

No início da temporada de 2018–19, com a saída de Gabi da equipe, Godín tornou-se oficialmente o capitão do Atlético. Em 15 de agosto, ergueu o troféu da Supercopa da UEFA de 2018, seu terceiro da competição e oitavo título geral pelos Colchoneros.

Em 7 de maio de 2019, com o fim de seu contrato, Godín anunciou a sua decisão de deixar o clube após nove temporadas, com 389 partidas disputadas e 27 gols marcados.

No dia 1 de julho de 2019, Godín assinou um contrato de três anos com a Internazionale. Participou de 36 partidas na temporada que terminou com os vice-campeonatos da Serie A e da Liga Europa para os Nerazzurri, marcando dois gols; um deles na final continental diante do Sevilla.

Em 24 de setembro de 2020, foi anunciada a transferência sem custos de Godín para o Cagliari. Como um dos motivos da escolha, o jogador citou a proximidade com a família de sua esposa, que é natural da cidade. No início de 2022, Godín rescindiu amigavelmente com o clube, após disputar 40 jogos e marcar um gol.

Foi anunciado como reforço do Atlético Mineiro no dia 12 de janeiro de 2022, assinando contrato de uma temporada. Estreou no dia 6 de fevereiro, marcando um gol de cabeça que fechou o placar da vitória por 3–0 sobre o Patrocinense, pelo Campeonato Mineiro. Em 20 de fevereiro, atuou como titular no jogo do título da Supercopa do Brasil de 2022 diante do Flamengo.

Suas atuações no Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores, porém, foram consideradas abaixo das expectativas. Suas participações em lances nos empates em 1–1 com o América-MG, pela Libertadores, e em 2–2 com o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro (após o Atlético abrir 2–0 no placar), foram consideradas falhas decisivas. Analistas avaliaram que a atual capacidade física de Godín não era favorecida pelo estilo de jogo do Atlético, com a utilização do bloco de marcação avançado. Sua adaptação ao time foi ainda mais dificultada pela volta do zagueiro Junior Alonso ao clube, quem Godín inicialmente havia sido contratado para substituir.

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