Neste Dia

Drica Moraes

Atriz brasileira

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Adriana Moraes Rêgo Reis (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1969) é uma atriz brasileira. Iniciou sua carreira nos palcos do Tablado e, mais tarde, tornou-se conhecida por seus papéis como mulheres determinadas e complexas na televisão e no cinema. Moraes é ganhadora de vários prêmios, incluindo um Grande Otelo, um APCA, dois Mambembes e um Prêmio Qualidade Brasil, além de ter sido indicada a quatro Prêmios Guarani e três Prêmios Shell.

Moraes fez sua estreia profissional numa montagem do espetáculo infantil Chapeuzinho Vermelho (1983) no papel de Chapeuzinho Vermelho. Desde então, tornou-se frequente em produções do teatro infantil do Teatro O Tablado, onde recebeu seus primeiros reconhecimentos da carreira. No teatro, destacou-se em Os Doze Trabalhos de Hércules (1983), De Repente, no Recreio (1987), O Segredo de Cocachim (1989), Pianíssimo (1993), sendo eleita Melhor Atriz no Prêmio Mambembe nestas duas últimas, Mamãe Não Pode Saber (2002), A Ordem do Mundo (2008) e À Primeira Vista (2012), recebendo indicações ao Prêmio Shell por essas.

Na televisão, sua estreia ocorreu em 1986 no seriado Tele Tema. No entanto, ficou mais conhecida apenas em Top Model (1989). Em telenovelas, Moraes teve personagens importantes em Quatro por Quatro (1994), Xica da Silva (1996), pela qual recebeu o Prêmio APCA, Era Uma Vez... (1998), O Cravo e a Rosa (2000), Chocolate com Pimenta (2003), Alma Gêmea (2005), Império (2014), Verdades Secretas (2015) e Travessia (2022). Ela também é conhecida por seus papéis cômicos e dramáticos em seriados, como Garotas do Programa (2000), Os Aspones (2004), pela qual venceu o Prêmio Qualidade Brasil, Queridos Amigos (2008), Decamerão: A Comédia do Sexo (2009), Doce de Mãe (2014), A Fórmula (2017), Sob Pressão (2019) e Os Outros (2023).

No cinema, fez seu primeiro trabalho no curta-metragem Vaidade (1990), mas ganhou maior reconhecimento no drama As Meninas (1995), pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Cartagena, na Colômbia. Moraes é reconhecida pela versatilidade, tendo atuado nos mais diversos gêneros, com destaque em Bossa Nova (2000), Onde Anda Você (2004), Os Normais 2 (2009), O Bem-Amado (2010), Bruna Surfistinha (2011) pelo qual venceu o Grande Otelo, Getúlio (2014), O Banquete (2018), Rasga Coração (2018), As Verdades (2022) e Pérola (2023).

Adriana Moraes Rego Reis, mais conhecida como Drica Moraes, nasceu no Rio de Janeiro em 29 de julho de 1969. Optou por seguir a carreira artística ainda no ensino médio, frequentando as aulas de teatro ministradas por Miguel Falabella no Colégio Andrews. Seus pais são Gustavo Eduardo Barros de Moraes Rego Reis, arquiteto, e Clarissa Gaspar de Oliveira, dona de um restaurante no bairro do Leblon. É neta paterna do general Gustavo Moraes Rêgo Reis. Drica tem uma irmã e cinco irmãos.

Aos 12 anos, iniciou sua formação no Tablado, uma respeitada escola de teatro da cidade, fundada por Maria Clara Machado. Posteriormente, complementou seus estudos na Cia dos Atores, uma companhia teatral criada por colegas como Enrique Díaz, Gustavo Gasparini e Isabela Garcia, no final dos anos 1980. Drica permaneceu no grupo por mais de duas décadas, desempenhando diversas funções, incluindo direção de arte e cenografia.

1983—89: Início da carreira no teatro infantil e estreia na televisão

Drica deu início à sua jornada como atriz ainda na infância, atuando em produções teatrais voltadas para o público infantil nos palcos do Rio de Janeiro. Sua estreia profissional ocorreu em 1983, em uma adaptação do renomado conto Chapeuzinho Vermelho, sob a direção e texto de Maria Clara Machado, ilustre criadora do Teatro O Tablado. Na peça, ela despontou no papel da personagem principal, a "Chapeuzinho Vermelho". Em seguida, Drica foi convidada para atuar na adaptação de Os Doze Trabalhos de Hércules, de Monteiro Lobato, dirigida por Carlos Wilson. O enredo se concentra na primeira parte dos trabalhos do herói, equilibrando desafios e as observações perspicazes de Lobato sobre as emoções do adolescente. O elenco incluía artistas iniciantes como Malu Mader, Maurício Mattar, Carla Daniel e Guilherme Fontes, além de Drica. No ano seguinte, continuou sob a direção de Carlos Wilson, estrelando ao lado de Maurício Mattar na peça Nossa Cidade, interpretando o papel de "Emily Webb", uma jovem apaixonada.

Em 1986, fez sua primeira aparição na televisão em um episódio do programa Tele Tema, atuando no episódio "O Sequestro de Lauro Corona", escrito por Ricardo Linhares. Apesar da pequena aparição, ela recebeu elogios por sua atuação. Aos 17 anos, ela interpretou uma personagem autista, "Darília". Em entrevista, descreve a experiência como incrível, pois a personagem tinha surtos. Ela recorda que precisava chorar, gritar e até bater na televisão. A TV Globo recebeu várias cartas perguntando se ela realmente era doente. Neste mesmo ano, atuou em mais um espetáculo infantil, Quem Matou o Rei?, de Maria Clara Machado. Em 1987, recebe a aclamação da crítica por sua performance no espetáculo De Repente, no Recreio, que lhe valeu sua primeira indicação ao Prêmio Mambembe como Melhor Atriz de Teatro Infantil. Em 1988, volta à televisão como parte do elenco secundário do programa humorístico Grupo Escolacho, criado por Chico Anysio. O programa girava em torno de um personagem que revisitava sua antiga escola no último dia de aula do ano, recordando as travessuras de sua infância.

Em 1989, Drica Moraes experimentou um amadurecimento em sua carreira. Foi neste ano que estreou no teatro em um papel adulto na peça O Segredo do Cocachim, escrita por Denise Crispun. Ao lado de Luis Carlos Tourinho, ela protagonizou a aventura interpretando o papel de "Bia". Sua atuação na peça lhe rendeu seus primeiros prêmios, sendo reconhecida como Melhor Atriz pelo Mambembe e pelo Prêmio Coca-Cola de Teatro. Também em 1989, recebeu um convite de Roberto Talma para integrar o elenco da novela Top Model, escrita por Antônio Calmon. Talma já havia trabalhado com ela em sua estreia no programa Tele Tema e ficou impressionado com o desempenho de Drica, decidindo convidá-la para estrear nas telenovelas. Na trama, Moraes alcançou sucesso ao interpretar "Cida", uma empregada doméstica conhecida por seu hábito de cantarolar. Sua performance cômica conquistou o público e o personagem ganhou cada vez mais destaque ao longo da história.

1990—99: Cia dos Atores, amadurecimento e aclamação da crítica

Em 1990, Drica Moraes se envolveu na fundação da Cia dos Atores, uma companhia teatral que ela criou junto com colegas atores, incluindo Enrique Díaz e Isabela Garcia. A estreia da companhia foi marcada pela peça A Bao A Qu: Um Lance de Dados, dirigida por Enrique Díaz, com Drica encarregada do figurino e da cenografia do espetáculo. Também em 1990, teve sua estreia no cinema com o curta-metragem Vaidade, dirigido por Vicente Amorim e David França Mendes, no qual contracenou com Julia Lemmertz. Neste mesmo ano, retorna às novelas em Lua Cheia de Amor, escrita por Ana Maria Moretzsohn, Ricardo Linhares e Maria Carmem Barbosa. Nesta trama, ela interpreta a reservada "Isabela Souto Maia", irmã de Augusto (Maurício Mattar) e Patrícia (Maria Mariana), e filha de Laís (Susana Vieira) e Conrado (Cláudio Cavalcanti). Isabela é vista como o patinho feio da família, alguém que nunca se imagina se transformando em um cisne. Ela é retraída, triste, extremamente sensível e sensata, além de ser cleptomaníaca, uma característica que reflete sua experiência de rejeição familiar.

Em 1991, participou do espetáculo Cabaré Maravilha, uma montagem que apresentava uma variedade de textos, sob a direção de Jonas Bloch, que também atuava na peça. Em 1992, atuou na produção americana, Manôushe, de Luiz Begazo. Neste ano, voltou a trabalhar na cenografia com peça A Morta, junto com a Cia dos Atores, sob a direção de Enrique Díaz novamente. Em 1993, Drica Moraes mergulhou no teatro, estrelando duas peças. Na primeira, Só Eles o Sabem, dirigida por Enrique Diaz, além de atuar, Drica também contribuiu com a cenografia. Na segunda, Pianíssimo, assumiu o papel principal de "Clara". A história de Pianíssimo é uma narrativa romântica vista através dos olhos de "Clara", uma jovem cujo universo é revelado pela música. A peça explora a amizade entre um piano e sua intérprete, destacando o poder da música em despertar emoções e aspirações, além de valorizar a criatividade e a imaginação. Além de suas habilidades como atriz, em Pianíssimo, Drica também demonstrou seu talento como pianista, uma aptidão que ela vem desenvolvendo com aulas de Monique Aragão. O trabalho na peça lhe rendeu novamente dobradinha de Melhor Atriz nos prêmios Mambembe e Coca-Cola de Teatro.

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