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Edmundo (futebolista)

Futebolista brasileiro

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Edmundo Alves de Souza Neto (Niterói, 2 de abril de 1971) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

Iniciou sua carreira profissional em 1992 pelo Vasco da Gama, clube em que mais brilhou, declara-se torcedor, e com o qual é identificado, sendo escolhido por jornalistas o segundo maior ídolo da história do clube. Com 5 passagens, foi a camisa que mais vestiu na carreira e viveu o auge técnico. Após inicio meteórico no Vasco, transferiu-se para Palmeiras, onde firmou-se como um dos protagonistas do futebol brasileiro, conquistando diversos títulos de expressão e também é considerado um dos maiores jogadores da história do clube. Bem mais tarde, passou pelos rivais do Vasco, Flamengo e Fluminense, além da Fiorentina, da Itália. Nos rivais, teve passagens rápidas e apagadas, na Itália foi destaque em campo, porém sua passagem foi extremamente conturbada. Defendeu também Corinthians e Santos, dois rivais do Palmeiras, equipe pela qual ele já declarou ter bastante carinho e identificação. Ao longo da carreira defendeu outros clubes do futebol brasileiro, italiano e japonês.

Ficou conhecido como Animal, apelido criado pelo narrador Osmar Santos, durante a passagem do jogador pelo Palmeiras, por seu futebol habilidoso que o levava a ser diversas vezes eleito o melhor jogador da partida.

Em dezembro de 1995, envolveu-se em um acidente de carro que resultou na morte de três pessoas. Em 15 de setembro de 2011, após oito anos entre a última causa interruptiva, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, declarou extinta a pena.

Em 2026 filiou-se ao PSDB para ser candidato à Deputado.

Vivendo uma infância muito humilde no bairro do Fonseca, em Niterói, Edmundo começou a jogar no futsal, no clube homônimo a seu bairro. Aos nove anos o namorado da sua tia, que era professor de judô, o levou para o Vasco. Em 1982, Edmundo teria ainda uma rápida passagem pela equipe de futsal do Botafogo. Neste foi expulso por ter se exposto sem roupas na concentração.

Imensamente talentoso, não levaria tempo para atingir o estrelato. Contudo, ao mesmo tempo que se via crescendo no futebol, passou a ser responsável pela subsistência do seu lar. "De repente, eu me vi como a pessoa que sustentava a casa", diz Edmundo, "foi muita coisa nas minhas costas". Tal carga, mais tarde, potencializada por uma falta de estrutura do jogador, se provaria como um fator capital para as suas confusões dentro de campo.

O jogador começou a ter destaque na imprensa no dia 25 de agosto de 1991, num jogo preliminar de juniores antes do clássico onde o Vasco enfrentaria o Botafogo. Sob os olhares dos torcedores presentes no Maracanã e vestindo a camisa 15, ele partiu com a bola dominada atrás do meio-campo, driblou quatro adversários e o goleiro, marcando um golaço que o levou a ser comparado a Pelé pelos jornais esportivos.

Em 1992, Edmundo subiu ao profissional e foi lançado como titular pelo técnico Nelsinho Rosa, formando uma dupla de ataque letal com Bebeto. Sua estreia pelo Vasco foi em 26 de janeiro daquele ano, quando foi eleito o melhor em campo, mesmo não marcando, na goleada de 4 a 1 sobre o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro de 1992 em pleno Pacaembu. Naquele instante, surgia para o cenário nacional o que seria depois, na opinião de muitos, o maior ídolo de uma geração de torcedores do clube e um dos jogadores mais talentosos da história do futebol brasileiro. Edmundo seguiu fazendo grandes atuações com a camisa cruzmaltina naquele campeonato, como quando marcou seus dois primeiros gols como profissional, na vitória por 4 a 0 diante do Atlético Mineiro e como no seu primeiro clássico contra o arquirrival Flamengo (clube que se tornaria uma das vítimas preferidas de Edmundo na carreira), partida vencida pelo Vasco por 4 a 2 com belo gol do atacante. Aos 20 anos, o impetuoso Edmundo terminou o certame como o vice-artilheiro da equipe e sendo eleito como a grande revelação do campeonato.

O atacante repetiu as belas atuações no Campeonato Carioca de 1992 e ajudou o Vasco a conquistar o troféu de maneira invicta, seu primeiro título profissional na carreira. Suas performances o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira ainda em seu primeiro ano como profissional, através do treinador Carlos Alberto Parreira. Fez sua estreia com a amarelinha num amistoso contra o México na Copa da Amizade.

A ascensão e o impacto imediato fizeram nascer o interesse de outros clubes no atacante. Assim, Edmundo acabou se transferindo para o Palmeiras em 1993, que recentemente havia fechado uma parceria de sucesso com a Parmalat e faria grandes contratações, comprando o jogador em um negócio envolvendo cerca de US$ 2 milhões.

Edmundo, entre idas e vindas jogando pelo Vasco da Gama, teve 5 passagens por São Januário, além do jogo de despedida em 2012, atuando em 244 jogos e marcando 138 gols. Tornou-se o 2° maior artilheiro do Vasco nos anos 90 com 90 gols e no geral o 11° maior artilheiro de todos os tempos da história do clube.

No time alviverde, não tardou a cair nas graças da torcida, logo mostrando a razão pela qual se tornaria um dos maiores ídolos da história do clube. Naquele ano, com belas atuações ao longo da competição, Edmundo ajudaria o Palmeiras a se livrar de um jejum de títulos que durava desde os anos 1970, ao faturar o Campeonato Paulista de 1993 sobre o Corinthians. O sabor foi ainda mais especial, pois, na primeira partida da final, vencida pelos corintianos, o adversário Viola provocara os palmeirenses na comemoração de seu gol, onde imitou um porco. Na segunda partida final, o Palmeiras devolveu com um sonoro 4 a 0. Edmundo não marcou nessa decisão, participando apenas do quarto gol, onde sofreu o pênalti que seria convertido por Evair, mas exibiu certa agressividade que já começava a caracterizá-lo: depois de agredido com um soco, revidou ao aplicar uma voadora em Paulo Sérgio, tudo na frente do bandeirinha Oscar Roberto Godoy. Levou apenas um cartão amarelo do árbitro José Aparecido.

Ainda em 1993, o Palmeiras continuou sua sina vencedora, conquistando outros dois torneios: o Rio-São Paulo, também sobre o arquirrival Corinthians, com um imparável Edmundo, autor dos dois gols da vitória por 2 a 0 na partida de ida da decisão (A partida de volta terminou empatada em 0 a 0 e o Palmeiras levantou o troféu) e o Campeonato Brasileiro de 1993, onde o atacante foi o artilheiro da equipe com 11 gols marcados, além de fazer o gol do título palmeirense na partida de volta da decisão contra o Vitória (O Palmeiras venceu a ida por 1 a 0 e a volta por 2 a 0). Assim, firmado como um dos craques do futebol brasileiro, recebeu sua primeira Bola de Prata da Revista Placar como o melhor atacante do certame nacional. Naquele ano, terminou como o artilheiro da temporada palmeirense, com 27 gols marcados. Também neste ano, em decorrência de suas belas exibições, foi convocado para a Seleção Brasileira para a disputa da Copa América de 1993.

No ano seguinte, um fato curioso ocorreu: o Parma da Itália, clube pertencente a empresa de laticínios Parmalat (grande parceira do Palmeiras) tinha um amistoso marcado na Colômbia contra a seleção local, contudo a equipe italiana tinha apenas seis titulares e alguns reservas para a partida, uma vez que muitos jogadores já estavam se apresentando para a Copa do Mundo daquele ano. Edmundo por sua vez, estava afastado do elenco palmeirense por decisão da diretoria em decorrência de um de seus atos de indisciplina (conflito com o treinador Vanderlei Luxemburgo) e o Parma, através da Parmalat, acabou pedindo o craque por empréstimo para a disputa do amistoso. O pedido foi aceito imediatamente, até mesmo pelo próprio Edmundo, que estava na praia, no Rio de Janeiro, quando recebeu a notícia e gostou da ideia, todavia, deixou claro que não era uma transferência definitiva. O atacante viajou para a Colômbia dois dias antes do amistoso e se apresentou ao clube italiano já no hotel onde estavam concentrados. A partida terminou com a derrota do Parma por 3 a 1 para os colombianos, sendo Edmundo o autor do único gol da equipe italiana. Ainda jogou mais uma partida pelo Parma, dessa vez contra o Juventude (outro clube patrocinado pela Parmalat), atuando somente na etapa inicial e também sendo derrotado por 3 a 1. Posteriormente, foi reintegrado ao elenco palmeirense.

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