Edson Taschetto Damian (Jaguari, 4 de março de 1948) é um bispo católico brasileiro. É bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira e membro da Fraternidade Sacerdotal Jesus Cáritas, que segue a espiritualidade de Charles de Foucauld.
A diocese que dirigiu é uma das mais extensas (293 000 km²) e pobres do Brasil, com cerca de 95% da população pertencente a 23 etnias indígenas que habitam a região e que falam 18 línguas.
Dom Edson nasceu em Jaguari, em 4 de março de 1948. Filho de Jerônimo Damian e Dionilda Taschetto Damian, ele tem cinco irmãos.
Concluiu os estudos secundários no Seminário Menor de São José, na Diocese de Santa Maria, e posteriormente no Seminário Maior de Viamão, na Arquidiocese de Porto Alegre. Estudou filosofia na Universidade Federal de Santa Maria e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. É mestre em teologia dogmática pela Faculdade de Teologia Assunção, em São Paulo. Foi ordenado padre por Dom Ivo Lorscheiter em 20 de dezembro de 1975, em Jaguari.
Foi vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Cachoeira do Sul (1976) e da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus em Tupanciretã (1977-1980). Viveu dois anos com os Irmãozinhos do Evangelho, de Charles de Foucauld: em 1980, em Salvador, como gari, varredor de rua; e em 1981 foi trabalhar na Bolívia, onde viveu em meio à população indígena camponesa Quéchua, em Titicachi.[carece de fontes?]
De 1983 a 1987, foi pároco da Paróquia São João Batista em Formigueiro. Entre 1986 e 1996, exerceu a função de Responsável Nacional da Fraternidade Sacerdotal Jesus Caritas de Charles de Foucauld.[carece de fontes?] Na Diocese de Pelotas, atuou como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (1990-1992); assistente de seminaristas de teologia no Seminário São Francisco de Paula (1988); vice-diretor e professor do Instituto Paulo VI de Teologia; e conselheiro para Vocações e Ministérios da CNBB (1993-1998). Também atuou com a Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Desde 1999, serviu como missionário fidei donum na Diocese de Roraima, igreja irmã da Diocese de Santa Maria. Nesta diocese, atuou como vigário-geral e administrador diocesano. Em Roraima, participou da luta pela homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol.
Em 4 de março de 2009, foi nomeado Bispo de São Gabriel da Cachoeira.
Foi consagrado pelo bispo-emérito Dom José Song Sui-Wan em 24 de maio de 2009, no estádio do Colégio São Miguel em São Gabriel da Cachoeira; os principais co-consagradores foram Dom Jayme Henrique Chemello, bispo de Pelotas, e Dom Roque Paloschi, bispo de Roraima. Assim, tornou-se o primeiro bispo não-salesiano da Diocese de São Gabriel da Cachoeira desde a sua criação (em 1941).
Em 2019, foi um dos onze bispos da Amazônia convocados para o Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica; Dom Edson levou como presente para o papa um cálice e um cibório feitos em madeira de pau-brasil pelo artesão indígena Francisco João Araújo.
Em junho de 2022, durante a visita ad Limina Apostolorum ao Vaticano, Dom Edson entregou um cocar de presente ao Papa Francisco.
Em 8 de novembro de 2023, foi acolhida a sua renúncia à diocese. Após isso, Dom Edson voltou à sua cidade natal para cuidar de seu pai, já centenário.
Presidente do Regional Norte 1 da CNBB
No dia 9 de maio de 2019, foi eleito presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sucedendo a Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima. Seu mandato foi até 2023.