Neste Dia

Eduardo Allax

Futebolista brasileiro

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Eduardo Allax Scherpel,[carece de fontes?] conhecido apenas como Eduardo Allax (Rio de Janeiro, 2 de julho de 1977), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Atualmente comanda o Macaé.

Ganhou fama nacional ao marcar um gol de cabeça pelo Bangu sobre o Fluminense nos minutos finais prorrogação da semifinal do Campeonato Carioca de 2002, que foi anulado de maneira controversa. Voltou a marcar um gol em 2003, desta vez pelo Atlético-MG. É um dos goleiros que mais vestiu a camisa do Náutico, clube pelo qual atuou entre 2006 e 2009.

Eduardo começou a carreira pela Portuguesa da Ilha do Governador. Após uma breve passagem pelo Anápolis em 1998, se transferiu para o Bangu, por indicação de seus empresários e recomendação de Alfredo Sampaio.

Foi um dos destaques da equipe de Moça Bonita no Torneio Rio-São Paulo e no Campeonato Carioca de 2002. Na semifinal do estadual, o Bangu empatava com o Fluminense por 0 a 0 no Maracanã, resultado que classificava o Tricolor à final. Aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, o goleiro Eduardo saiu do gol para tentar ajudar no ataque, e após cobrança de falta de Zada, marcou, de cabeça, o gol que levaria o Bangu à final do Campeonato Carioca. Mas o árbitro Reinaldo Ribas anulou o gol legal, alegando toque de mão do goleiro no lance.

A decisão do juiz gerou muitas reclamações por parte dos atletas do Bangu. Eduardo foi expulso de campo, houve tumulto e intervenção da polícia militar, e no final, o time do Bangu se recusou a terminar a partida, a mando do então presidente, Rubem Lopes. "O árbitro não sabe nem o que marcou. Primeiro ele disse que eu fiz o gol com a mão, depois ele voltou atrás e marcou falta de ataque. Não houve nem uma coisa nem outra. Levei joelhada nas costas, a bola bateu na minha cabeça e entrou", declarou o goleiro, à epoca, ao Jornal dos Sports.

Devido à uma cirurgia no ombro esquerdo do titular Velloso, no dia 15 de maio de 2002, o Atlético-MG acerta com Eduardo para disputar a posição com Edmar, se juntando ao clube mineiro ao final do Campeonato Carioca. Edmar começa o Campeonato Brasileiro como titular.

Eduardo toma a posição durante o intervalo da partida contra o Palmeiras, pela quinta rodada da competição, por conta de uma lesão de Edmar e se destaca pelo Galo, ocupando o posto de titular até o retorno de Velloso, no fim do ano.

Eduardo segue no Galo em 2003 como reserva imediato de Velloso, assumindo a titularidade em algumas ocasiões, mas não obtendo muito brilho. Durante uma partida contra o Juventude, pela 21ª rodada do Brasileirão, Eduardo foi o herói na vitória do Atlético-MG por 2 a 1, nos acréscimos do segundo tempo, marcando o gol da virada de cabeça após cobrança de escanteio.

Conquista a posição em definitivo quando o experiente goleiro lesiona novamente o ombro, em 2004. Durante o clássico contra o Cruzeiro, pela final do Estadual de 2004, Eduardo se envolve em uma briga com o zagueiro Cris, o que lhe rende uma suspensão de 120 dias.

Eduardo segue como titular enquanto durava o efeito suspensivo da punição. Na 17ª rodada do Brasileirão, perde a posição para o recém-contratado Danrlei, após cometer algumas falhas e ser barrado pelo técnico Jair Picerni. Chegou a ter uma chance como titular na vitória por 4 a 0 sobre o Paraná, na 19ª rodada, mas esta seria sua última partida com a camisa do Galo.

Buscando outra oportunidade como titular em um grande clube, Eduardo é negociado com o Grêmio em uma troca pelo lateral-direito George Lucas. Apesar de ser o titular da meta gremista, Eduardo era alvo de críticas da torcida, que pedia que o reserva Márcio, titular no ano anterior, voltasse ao posto. Em maio de 2005, após apenas cinco meses na equipe gaúcha, Eduardo pede seu desligamento do clube devido à pressão que sofria por parte da torcida.

Menos de duas semanas após deixar o Grêmio, Eduardo acerta com o Brasiliense para a disputa da Série A de 2005. Assume a titularidade na 9ª rodada, tendo algumas boas atuações como falhas marcantes, como em dois dos três gols na derrota por 3 a 2 para o Corinthians, na 29ª rodada. Estas falhas acabaram por relegar o jogador ao banco de reservas pelas duas partidas seguintes. Com a equipe já rebaixada antecipadamente, Eduardo foi dispensado antes da última rodada do campeonato.

O goleiro acerta com o Náutico para a Série B de 2006. Assume a titularidade da meta alvirrubra na 6ª rodada, permanecendo até o fim da competição. Apesar de ser um dos destaques da equipe pernambucana durante a campanha que levou o clube ao acesso para a primeira divisão, Eduardo não permanece em Recife para 2007, optando por disputar o Campeonato Carioca pelo America-RJ, voltando a defender o Timbu durante a Série A de 2007. Ao final da competição, renovou seu contrato até o fim de 2010. Foi titular no Timbu em 2007 e 2008, alternando momentos como ídolo da torcida por suas boas defesas com momentos de forte crítica e perseguição. Ainda em 2008, chegou a ser anunciado pelo Botafogo para substituir o goleiro titular Lopes, lesionado, mas voltou atrás e permaneceu no time pernambucano.

Após começar o ano de 2009 como titular, Eduardo perde a posição para Glédson, e rescinde seu contrato ao final do ano, após o rebaixamento no Brasileirão. Ao total, Eduardo vestiu a camisa do Náutico em 152 partidas.

Brasiliense (segunda passagem)

Eduardo chegou a negociar com o Fortaleza, mas acabou assinando com o rival Ceará para a temporada de 2010, sendo indicado pelo técnico Paulo César Gusmão. O arqueiro não consegue se firmar no Vovô e é dispensado em menos de um mês. Em fevereiro, acerta seu retorno ao Brasiliense.

Chega para ser reserva de Guto durante a Série B de 2010, assumindo a posição após o titular sofrer uma subluxação no ombro direito. Foi titular em 25 jogos mas não conseguiu evitar a queda da equipe para a Série C.

O goleiro volta ao futebol carioca em 2011, defendendo as cores do Resende. Capitão do time, Eduardo é titular absoluto durante o Cariocão, atuando em 17 partidas.

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