Neste Dia

Eduardo Bueno

Jornalista, escritor, tradutor e youtuber brasileiro

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Eduardo Romulo Bueno OMC (Porto Alegre, 30 de maio de 1958), também conhecido como Peninha, é um jornalista, escritor, tradutor e youtuber brasileiro.

Bueno iniciou a vida profissional aos dezessete anos, como repórter no jornal gaúcho Zero Hora, onde ganhou o apelido de "Peninha", mesmo nome do personagem da Walt Disney Productions que trabalha no jornal A Patada. Atuou como editor, roteirista, tradutor, e trabalhou em diversos veículos de comunicação. Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ficou conhecido do público jovem gaúcho pela sua participação no programa "Pra Começo de Conversa", da TV Educativa de Porto Alegre. Em 1988, teve também um quadro em outro programa daquela emissora educativa gaúcha, no horário do almoço, ao lado de Maria do Carmo Bueno, Zé Pedro Goulart, Cândido Norberto e outros. Também integrou a equipe do jornalista paulista Augusto Nunes no jornal Zero Hora. Atualmente comanda o canal de um milhão e meio de inscritos "Buenas Ideias" no YouTube, que narra a história do Brasil de forma descontraída.

Ficou conhecido nacionalmente por traduzir On the Road, de Jack Kerouac, um clássico da cultura beatnik da década de 1950, que traduziu para o português como Pé na Estrada. À época (sua tradução é da década de 1980), não apenas aderiu ao movimento, como também se tornou um de seus maiores divulgadores no país.[carece de fontes?]

Aproveitando o contexto de preparação das comemorações pelos quinhentos anos do descobrimento do Brasil, fechou contrato com a Editora Objetiva para a redação de quatro livros sobre História do Brasil voltada para leigos, a Coleção Brasilis:

A Viagem do Descobrimento (1998);

Náufragos, Traficantes e Degredados (1998);

A Coroa, a Cruz e a Espada (2006).

Apenas a vendagem dos três primeiros títulos alcançou 500 mil exemplares até 2006. Nesse período, o autor lançou outras doze obras de cunho histórico, entre as quais sobre a Caixa Econômica Federal ("Caixa: Uma História Brasileira"), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ("À Sua Saúde — A Vigilância Sanitária na História do Brasil"), o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ("Grêmio: Nada Pode Ser Maior"), a Avenida Central ("Avenida Rio Branco"), a Kimberly & Clark ("Passado a Limpo"), a Confederação Nacional da Indústria ("Produto Nacional") e os Mamonas Assassinas ("Mamonas Assassinas - Blá, Blá, Blá: a Biografia Autorizada"), além de ter participado de um projeto sobre a biografia de Bob Dylan (artista pelo qual nutre uma admiração intensa). Em 2023, como parte das comemorações do aniversário de 80 anos do Zé Carioca, colaborou com a graphic novel Zé Carioca conta a história do Brasil publicada pela editora Culturama.

O autor considera, ainda, que há espaço para outras obras e afirma ter desejo de escrever ainda sobre o período pré-Cabralino, sobre os bandeirantes e sobre o Brasil Holandês.

Livros da Caixa Econômica Federal

Em janeiro de 2025, Eduardo Bueno foi contratado pela Caixa Econômica Federal, por inexigibilidade de licitação, por 3.270.600,00 de reais, para atualizar duas obras de sua autoria sobre a história do banco, com entrega prevista para 2026 e produção de nova edição, versão bilíngue digital e websérie documental no contexto dos 165 anos da instituição, o que gerou críticas públicas quanto ao uso de recursos públicos e à dispensa de concorrência, embora o banco tenha justificado a contratação pela titularidade dos direitos autorais do autor sobre as obras originais.

Entre setembro e novembro de 2007, apresentou a série "É muita história" durante o programa Fantástico da Rede Globo de Televisão. Em cada episódio, de cerca de dez minutos, Eduardo Bueno aparecia trajado como um dos personagens reais que havia participado do assunto em pauta e ia para as ruas conversar com o público. No episódio de estreia, Um Dia de Fúria, que tratou do famoso grito de "independência ou morte" bradado às margens do Rio Ipiranga, o escritor se vestiu como Dom Pedro I e conversou com caminhoneiros que faziam o mesmo trajeto percorrido pelo príncipe no dia 7 de setembro.

Em junho de 2014, num programa na SporTV, Bueno usou a expressão "aquela bosta" ao se referir à região Nordeste do Brasil. Na sequência, chamou de "babacas" os nordestinos que o criticaram pela afirmação.

Em novembro de 2022 as prefeituras das cidades gaúchas de Canela e Gramado emitiram notas de repúdio a Eduardo Bueno por falas consideradas preconceituosas e desrespeitosas ao povo e à cultura da Serra Gaúcha. Na ocasião, Bueno relatou que as pessoas desta região do estado do Rio Grande do Sul seriam "bregas, retrógradas e ridículas".

Em setembro de 2025, após o assassinato de Charlie Kirk, nos Estados Unidos, Bueno publicou um vídeo nas redes sociais dizendo ser "sempre terrível a morte de um ativista, né? Um ativista ser morto por suas ideias. Exceto, exceto, quando é o Charlie Kirk". Posteriormente, no mesmo vídeo, afirmou ainda ser "bom pras filhas dele" não crescerem sob a influência "de um sujeito repugnante, canalha, racista, homofóbico, ligado ao pedófilo Donald Trump". Diante da repercussão gerada, o jornalista fez uma retratação.

Devido a esta fala, Bueno sofreu rescisão de um contrato de locação do teatro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), no qual realizaria um evento que já contava com 600 ingressos vendidos. Também em decorrência dessas falas, um podcast que contava com sua participação foi encerrado. A Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA) aprovou, com 20 votos a favor e 6 abstenções, uma moção de repúdio contra a tal fala. O Senado Federal afastou Bueno do conselho editorial da casa, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que as falas de Bueno eram "asquerosas". 40 senadores assinaram o afastamento.

Embora suas obras sejam utilizadas no cotidiano das salas de aula brasileiras e Bueno seja por vezes confundido com um historiador, sua formação acadêmica e experiência profissional são na área de jornalismo, o que lhe rende críticas por parte de alguns historiadores, que avaliam seus livros como superficiais e presos ao campo das curiosidades históricas, prejudicando a publicação de trabalhos mais rigorosos do campo historiográfico.

Perguntado sobre essa questão por Laurentino Gomes, Eduardo respondeu:

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