Edward Weston (Highland Park, 24 de março de 1886 — Carmel-by-the-Sea, 1 de janeiro de 1958) foi um dos fotógrafos estadunidenses mais importantes do século XX.
Aos 16 anos ganhou sua primeira máquina fotográfica e fez suas primeiras fotos, demonstrando um grande talento em sua infante prática no campo da fotografia artística. Com 20 anos já havia publicado seus trabalhos.
Em 1922, Weston fotografou seu filho Neil nu. Apesar de não ser exatamente um trabalho do estúdio, a imagem foi aceita como uma clássica escultura em fotografia.
Viajou ao México em 1923, acompanhado de sua companheira Tina Modotti, quando esta ficou viúva, e de um dos seus quatro filhos, Chandler, e lá permaneceram por três anos. Com a ajuda de Modotti, realizou um trabalho fotográfico de mais de 200 obras para o livro Ídolos por trás dos altares, de Anita Brenner.
Em 1926 voltou para a Califórnia. Esse período de 1926 a 1930 significou para Weston um dos mais significantes de sua carreira, realizando seus trabalhos mais representativos.
Visitou o Deserto de Mojave em 1928, onde se deparou pela primeira vez com a paisagem. O deserto o impressionou, e como resultado, abriu portas para novos caminhos criativos.
A partir de 1929, iniciou sua célebre série de arte abstrata. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque no ano de 1930. Dois anos depois, publicou seu primeiro livro de fotografias, The Art of Edward Weston (A arte de Edward Weston).
Em 1935 se estabeleceu em Santa Mônica, onde encontrou lugares de grande inspiração, como nas dunas da Baía de Oceano. Nos últimos anos de sua vida, sua obra se fez mais sutil e diversa, porém, sem a força dos trabalhos anteriores. Em 1946 se divorciou de sua segunda esposa, Charis, e lhe apareceram os primeiros sintomas da síndrome de Parkinson.
Em 1947 teve seu primeiro contato com a fotografia em cores, mas não sem certas reticências.
"A forma segue a função". Quem disse isso eu não sei, mas o escritor falou bem.
Não sou técnico e não tenho interesse na técnica por si só. Se a minha técnica é adequada para apresentar a minha visão, então eu não preciso de mais nada.
Não vejo razão para registrar o óbvio.
Se há simbolismo no meu trabalho, ele só pode ser a visão de partes \u2012 fragmentos \u2012 como símbolos universais. Todas as formas básicas estão tão intimamente relacionadas que são visualmente equivalentes.
Meus próprios olhos não são mais do que batedores em uma busca preliminar, pois o olho da câmera pode mudar completamente minha ideia.
Meu propósito-trabalho, meu tema, pode ser mais próximo do reconhecimento, registro e apresentação da interdependência, da relatividade, de todas as coisas – a universalidade da forma básica.
A câmera vê mais do que o olho, então por que não fazer uso dela?
Isso então: fotografar uma rocha, fazer com que ela pareça uma rocha, mas seja mais do que uma rocha.
Qual é, então, o fim para o qual trabalho? Apresentar o significado dos fatos, para que eles sejam transformados de coisas vistas em coisas conhecidas.