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Eli-Eri Moura

Eli-Eri Luiz de Moura (Campina Grande, 30 de março de 1963) é um compositor, regente, pianista, flautista, pesquisador e

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Eli-Eri Luiz de Moura (Campina Grande, 30 de março de 1963) é um compositor, regente, pianista, flautista, pesquisador e professor brasileiro. É Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), na graduação e na pós-graduação em música. Foi o responsável pela implantação da área de composição musical na UFPB, incluindo os cursos de extensão em composição do COMPOMUS (Laboratório de Composição Musical da UFPB), em 2003. É diretor do Grupo Sonantis, de música contemporânea.

Eli-Eri Moura é filho de Rosita Matias de Moura e de Fausto Luiz de Moura (mais conhecido como "Fausto Alfaiate"), que era músico amador e regia o coral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi o pai quem ensinou o básico de violão a Eli-Eri, quando ele tinha 7 anos de idade, pois entendia que a educação musical era essencial para cada um de seus 7 filhos. Nessa mesma idade, Eli-Eri escreveu suas primeiras composições, dedicadas aos seus pais. Em seguida, teve aulas de violão com um seresteiro, que lhe ensinou bolero e música popular. Ele também participou do coral regido pelo pai, tendo se envolvido ali com a música sacra.

Ele começou a aprender piano aos 10 anos de idade, com a pianista da igreja que frequentava, Raquel de Brito Lyra, e, depois, com Mércia Gouveia (aluna de José Alberto Kaplan). Aos 13 anos, foi para uma escola de música, o Conservatório do Educandário Nordestino Adventista. Eli-Eri também estudou outros instrumentos, como violino (com Antônio Nóbrega e Euclides Cunha), clarinete (com Henry Bennet) e flauta doce (de forma autodidata e depois com Romero Damião, no Departamento de Artes, da UFCG).

Em 1981, ingressou no bacharelado em música – piano, na UFPB João Pessoa; e aos 18 anos, foi contratado como músico flautista do grupo universitário da UFPB, onde já era voluntário desde os 16 anos. Em 1982, se apresentou para o professor José Alberto Kaplan, dizendo que queria ser compositor. Kaplan viu todas as peças que Eli-Eri lhe entregou e concluiu que o aluno tinha muita criatividade musical, se dispondo a ser seu professor particular de composição de forma gratuita.

Os estudos de composição se deram com José Alberto Kaplan e Mário Ficarelli (Brasil), Brian Cherney, Alcides Lanza e John Rea (Canadá). Ele obteve seus diplomas de Mestrado e Doutorado em Composição na Universidade McGill, com bolsa de estudo da Fundação CAPES. Ingressou como professor na UFPB em 2002.

Eli-Eri Moura tem mais de 200 composições, que incluem não somente música contemporânea de concerto, mas também trilhas sonoras para teatro, cinema e vídeo; das quais ele destaca Réquiem para Trombone (homenagem a Radegundis Feitosa), e Ópera Dulcinéia e Trancoso.

Suas composições utilizam de maneira recorrente materiais musicais encontrados em elementos folclóricos regionais, fugindo do Eurocentrismo. Como Maracatum (2005) e Noite dos Tambores Silenciosos (2003) que usam padrões rítmicos do maracatu de baque-virado, e Opaninjé que se utiliza do toque típico do Candomblé que leva o mesmo nome da composição: Opanijé. O mesmo ocorre em Candomblé (1998) que utiliza os toques Alujá de Xangô e Batá.

A clarineta é um instrumento recorrente em sua produção musical, tanto na música sinfônica, de câmara, quanto solista, por conta de suas possibilidades técnicas e timbres.

Eli-Eri Moura é genro de José Ursicino da Silva, mais conhecido como Maestro Duda.

2010 - Eli-Eri Moura - Música Instrumental

2006 - Eli-Eri Moura - Música de Câmara

2025 - Medalha Villa Lobos, na categoria compositor, da Academia Brasileira de Música

? - membro da Academia Paraibana de Cinema, cadeira nº 50

? - prêmio FUNARTE com Bolsa de Estímulo à Criação Artística

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