Elizabeth Rosemond Taylor DBE (Londres, 27 de fevereiro de 1932 — Los Angeles, 23 de março de 2011) foi uma atriz anglo-americana. Começou sua carreira como atriz infantil no início dos anos 1940, tornando-se uma das estrelas mais populares do cinema clássico de Hollywood nas décadas de 1950 e 1960. Ela foi a primeira atriz a assinar um contrato milionário com uma produtora, para estrelar o filme "Cleópatra", em 1963.
Vencedora de dois Oscares de Melhor Atriz, um BAFTA e um Globo de Ouro, a carreira de Taylor no cinema começou a declinar no final da década de 1960, embora ela ainda tenho feito filmes relevantes nos anos 1970 e nos anos 1980, permanecendo uma figura pública muito popular pelo resto de sua vida.
Taylor também foi uma das primeiras celebridades a participar do ativismo da AIDS, liderando campanhas de prevenção e foi co-fundadora da Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS, em 1985, e da Fundação AIDS Elizabeth Taylor, em 1991. Desde o início da década de 1990 até sua morte, ela dedicou seu tempo à filantropia. Em 1999, foi nomeada pelo Instituto Americano de Cinema a sétima maior lenda feminina do cinema.
Ao longo de sua carreira, a vida pessoal de Elizabeth Taylor foi alvo constante de atenção da mídia. Ela se casou oito vezes com sete homens, teve quatro filhos, converteu-se ao judaísmo, enfrentou problemas com alcoolismo e outras doenças graves e levou um estilo de vida luxuoso, incluindo a criação de uma das coleções particulares de joias mais caras do mundo. Após muitos anos de problemas de saúde, ela faleceu de insuficiência cardíaca congestiva em 2011, aos 79 anos.
Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em 27 de fevereiro de 1932, em Heathwood, na casa de sua família em 8 Wildwood Road, Hampstead Garden Suburb, Londres. Seus pais, Francis Lenn Taylor (1897–1968) e a atriz aposentada Sara Sothern (nascida Sara Viola Warmbrodt, 1895–1994), eram estadunidenses, ambos originários de Arkansas City, Kansas. Mudaram-se para Londres em 1929 e abriram uma galeria de arte na Bond Street; seu primeiro filho, chamado Howard, nasceu no mesmo ano.
A família viveu em Londres durante a infância de Elizabeth. Seu círculo social incluía artistas como Augustus John e Laura Knight, e políticos como o coronel Victor Cazalet. Cazalet foi o padrinho não-oficial de Taylor e uma influência importante em sua vida precoce. Ela foi matriculada na Byron House, uma escola em Highgate, e foi criada de acordo com os ensinamentos da ciência cristã, a religião de sua mãe e Cazalet.
No início de 1939, os Taylors decidiram retornar aos Estados Unidos devido ao medo da guerra iminente na Europa. O embaixador dos Estados Unidos Joseph P. Kennedy entrou em contato com seu pai, instando-o a retornar aos EUA com sua família. Sara e as crianças partiram primeiro, em abril de 1939, a bordo do transatlântico SS Manhattan e foram morar com o avô materno de Elizabeth em Pasadena, Califórnia. Francis ficou para trás para fechar a galeria de Londres e se juntou a eles em dezembro. No início de 1940, ele abriu uma nova galeria em Los Angeles. Depois de viver por pouco tempo em Pacific Palisades com os Chapman, a família Taylor se estabeleceu em Beverly Hills, onde as duas crianças foram matriculadas na Hawthorne School.
Estrelato na adolescência (1941–49)
Na Califórnia, a mãe de Elizabeth era frequentemente orientada para que levasse a filha para fazer testes em produtoras de filmes. Os olhos de Taylor, em particular, chamavam a atenção; eles eram violetas, e eram contornados por cílios duplos escuros causados por uma distiquíase, doença hereditária que, no caso de Elizabeth, era favorável esteticamente. Sara se opôs inicialmente à ideia, mas depois que a eclosão da guerra na Europa tornou o retorno improvável, ela começou a ver a indústria cinematográfica como uma forma de assimilar-se com a sociedade americana. A galeria de Francis Taylor em Beverly Hills ganhou clientes da indústria cinematográfica logo após a abertura, ajudada pelo endosso da colunista de fofocas Hedda Hopper, amiga dos Cazalets. Através de um cliente e pai de um amigo de escola, Elizabeth fez o teste para a Universal Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer no início de 1941. Ambos os estúdios ofereceram contratos a ela, e sua mãe optou por aceitar a oferta da Universal.
Elizabeth começou seu contrato em abril de 1941, sendo escalada para um pequeno papel em "There's One Born Every Minute" (1942). Ela não recebeu outros papéis, e seu contrato foi rescindido após um ano. O diretor de elenco da Universal justificou sua antipatia pela jovem atriz, afirmando que "a criança não tem nada ... os olhos dela são muito velhos, ela não tem cara de criança". O biógrafo Alexander Walker concordou que Taylor parecia diferente das estrelas infantis da época, como Shirley Temple e Judy Garland. Taylor disse mais tarde que, aparentemente assustava os adultos, por seu comportamento direto.
Elizabeth recebeu outra oportunidade no final de 1942, quando um conhecido de seu pai, o produtor da MGM Samuel Marx, arranjou um teste para um papel menor em "Lassie e a Força do Coração" (1943), que exigia uma atriz mirim com sotaque inglês. Depois de um contrato experimental de três meses, ela recebeu um contrato padrão de sete anos em janeiro de 1943. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permaneceu nos estúdios. Foi a realização de um dos seus maiores sonhos. Após "Lassie", apareceu em pequenos papéis não creditados em dois outros filmes ambientados na Inglaterra – "Jane Eyre" (1943) e "Evocação" (1944).
A jovem atriz foi então escalada para seu primeiro papel como protagonista, aos doze anos, sendo escolhida para interpretar uma garota que quer competir como jóquei no Grand National exclusivamente masculino em "A Mocidade é Assim". Mais tarde, ela o chamou de "o filme mais emocionante de sua carreira". A MGM procurava uma atriz adequada, com sotaque britânico e habilidade para montar cavalos desde 1937, e escolheu Elizabeth por recomendação do diretor Clarence Brown, que sabia que ela tinha as habilidades necessárias.
Como era considerada muito baixa, as filmagens foram adiadas vários meses, até que crescesse mais; ela passou esse tempo praticando equitação. Ao transformá-la em uma nova estrela, a MGM exigiu que usasse aparelho para corrigir os dentes, e teve dois de seus dentes de leite extraídos. O estúdio também queria pintar seu cabelo e mudar o formato de suas sobrancelhas, e propôs que ela usasse o pseudônimo "Virginia", mas a atriz e seu pais recusaram.
"A Mocidade é Assim" tornou-se um sucesso de bilheteria após seu lançamento, no Natal de 1944. Bosley Crowther, do The New York Times, afirmou que "toda sua maneira neste filme é uma graça refrescante", enquanto James Agee, de The Nation, escreveu que ela "é arrebatadoramente linda ... eu mal sei ou me importo se ela pode atuar ou não".
Elizabeth afirmou mais tarde que sua infância terminou quando ela se tornou estrela, pois a MGM começou a controlar todos os aspectos de sua vida. Ela descreveu o estúdio como uma "grande fábrica estendida", onde ela era obrigada a aderir a uma rigorosa programação diária: passava os dias frequentando a escola e filmando no estúdio, e de noite tinha aulas de dança e canto, ensaiando as cenas do dia seguinte. Após o sucesso de "A Mocidade é Assim", a MGM deu a ela um novo contrato de sete anos com um salário semanal de US$ 750 e a colocou em um papel menor no terceiro filme da série Lassie, "A Coragem de Lassie" (1946). O estúdio também publicou um livro dos escritos pela atriz sobre seu esquilo de estimação, "Nibbles and Me" (1946), e mandou fazer bonecas de papel e livros para colorir em sua homenagem.
Quando Elizabeth completou quinze anos em 1947, a MGM começou a cultivar uma imagem pública mais madura para ela, organizando sessões de fotos e entrevistas que a retratavam como uma adolescente "normal" indo a festas e encontros. Revistas de cinema e colunistas de fofocas também começaram a compará-la com atrizes mais velhas, como Ava Gardner e Lana Turner. Life chamou-a de "a atriz júnior mais talentosa de Hollywood", por seus dois papéis no cinema naquele ano. No filme "Cynthia" (1947), ela interpretou uma garota frágil que desafia seus pais superprotetores para ir a um baile; no filme de época "Nossa Vida Com Papai" (1947), co-estrelado por William Powell e Irene Dunne, i