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Eloy Fritsch

Eloy Fernando Fritsch (Rio Grande do Sul, 1968) compositor brasileiro de música eletrônica e tecladista de rock progress

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Eloy Fernando Fritsch (Rio Grande do Sul, 1968) compositor brasileiro de música eletrônica e tecladista de rock progressivo do grupo Apocalypse. Em seu projeto de música eletrônica instrumental, Fritsch compõe new age, space music e progressivo eletrônico com influências de Vangelis, Jean-Michel Jarre, Tomita e Rick Wakeman. Utilizando um grande arsenal de sintetizadores, incluindo o minimoog e o modular Roland System-700 Laboratory, o compositor lançou 17 álbuns e participou de 14 coletâneas, sendo 6 internacionais. A música é melódica, majestosa, épica, formada por texturas orquestrais criadas por sintetizadores, vocoder, vozes, sequências eletrônicas e percussão. Uma música cósmica e de grande elevação espiritual.

Aos 13 anos começou a trabalhar na maior rádio local com seu pai Eloy Fritsch. Trabalhando na discoteca da rádio tomou contato com diversos estilos musicais. Decidiu estudar música e criar uma banda com seus colegas de colégio. Em 1983, o Apocalypse estava formado e apresentava-se em toda a região da serra gaúcha. Fritsch estudava piano e tocava nos ensaios do Apocalypse com o órgão do colégio até que comprou seu primeiro sintetizador, o Korg MS-10. Com este sintetizador analógico e outros intrumentos locados realizou, em 1984, seus primeiros estudos de música eletrônica.

Fritsch estuda piano, cello, violão, participa do coral e da orquestra de sua cidade natal Caxias do Sul, mas seu maior interesse estava voltado para a computer music e o seu grupo de rock progressivo. Após conquistar importantes prêmios em festivais regionais, o grupo Apocalypse participa de uma coletânea em 1989. Fritsch grava com seu grupo em 1990 o LP chamado APOCALYPSE e realiza diversas apresentações musicais.

Em 1993 Fritsch adquiriu um computador Atari ST 1040 que utiliza para realizar seu mestrado e compor o primeiro álbum chamado Dreams, lançado em 1996. A música foi influenciada por filmes de ficção científica e a paixão de Fritsch pelo espaço é perfeitamente identificada em sua música. O sentimento do compositor em relação à possibilidade de não estarmos sós no Universo, o fato de não compreendermos nossa existência, o nosso pouco conhecimento sobre o magnífico Cosmos e as surpresas que nos aguardam no futuro, é transformado em música. Todo esse sentimento aliado aos recursos tecnológicos de seqüenciadores e teclados motivaram ainda mais à realização de suas primeiras composições com sintetizadores.

Após a gravação dos álbuns de rock progressivo Perto do Amanhecer (1995) e Aurora dos Sonhos (1996) com o Apocalypse, Fritsch cria seu próprio estúdio de composição com vários sintetizadores e assina contrato com a gravadora Atração de São Paulo para o lançamento de seu álbum Behind the Walls of Imagination.

Com a boa recepção dos álbuns progressivos do Apocalypse na Europa, Eloy Fritsch assinou contrato com a gravadora MUSEA, da França, para lançar o álbum SPACE MUSIC, pela DREAMING — divisão de música eletrônica..

Após concluir seu doutorado com a tese na área da Computer Music, assumiu como professor de música eletrônica na universidade e inicia a construção do Centro de Música Eletrônica (CME) do Instituto de Artes da UFRGS.

Paralelo a sua atividade acadêmica Fritsch continua seus projetos artísticos com o Apocalypse tocando no Planeta Atlântida e viajando para o Rio de Janeiro para tocar no Rio Art Rock Festival e para os USA para tocar no Festival ProgDay1999. Fritsch adquire o sintetizador modular Roland System-700 e realiza o álbum Cyberspace em 2000. Em 2001 lança o álbum Mythology inspirado nas lendas mitológicas dos vários povos da Terra. As imagens e o design gráfico foram criados pela artista plástica U. Barreto. Destaque para as músicas Shiva e Atlantis que foram selecionadas para fazer parte das coletâneas holandesas de música eletrônica, E-dition # 13, E-dition # 14, respectivamente.

Em 2002, Fritsch compôs as suítes eletrônicas do álbum Atmosphere. O álbum conceitual foi feito em defesa da atmosfera do planeta Terra. Por isso várias imagens fascinantes, de formações gasosas, fazem parte da capa e encarte. Os climas e temas retratam as camadas atmosféricas do nosso planeta, tipos de nuvens e a aurora boreal. Atmosphere é disco que une a música sinfônica e eletrônica, simulando coral e orquestra através de samples e sintetizadores. O álbum foi lançado em 2003 e a composição Ionosphere foi selecionada para a coletânea espanhola Margen - Music from the Edge Vol. 6 .

Neste mesmo ano, Fritsch finaliza as instalações do Centro de Música Eletrônica (CME) da UFRGS e realiza a inauguração. O CME disponibiliza três laboratórios de música eletroacústica com os mais avançados recursos para composição por computador. Fritsch inicia, com sua equipe de pesquisa e extensão, uma série de concertos de música acusmática com a orquestra de alto-falantes da UFRGS, apresentando-se composições em diferentes teatros e auditórios da universidade.

Em 2003, Fritsch finaliza as gravações do álbum Landscapes que acaba sendo lançado somente em 2005. Com temas mais curtos e influenciados pelo progressivo, Fritsch apresenta quase que um retorno ao CD Behind the Walls of Imagination. Alexandre Bandeira, que já havia participado da produção do álbum de 1997, novamente é escolhido para fazer a capa e os encartes. A arte magnífica retrata as paisagens imaginárias da música de Fritsch. A faixa Andromeda torna-se o destaque desse disco sendo escolhida para duas coletâneas: a argentina Compact Mellotron 34 e holandesa Edition #15. Posteriormente, uma versão reduzida da música Andromeda é lançada em videoclipe.

Em 2006, Fritsch lança pela DREAMING (divisão de música eletrônica da gravadora francesa MUSEA), Past and Future Sounds (1996–2006). Uma coletânea comemorativa aos 10 anos do projeto de composição de música instrumental eletrônica. O álbum contém músicas dos sete CDs e mais quatro composições realizadas em 2005. "A Suite The Garden of Emotions" torna-se um dos destaques do CD sendo selecionada para duas coletâneas: a brasileira Brasil Instrumental 2006 e holandesa Edition #5.

Fritsch é autor do livro e DVD Música Eletrônica – Uma Introdução Ilustrada, lançado pela Editora da UFRGS, recebendo o Prêmio Açorianos de Música 2008. O compositor gaúcho compôs trilhas para televisão, rádio, teatro e instalações. Suas composições são utilizadas em documentários e aberturas de programas na televisão.

Com a banda Apocalypse, foi escolhido melhor tecladista do festival Proday99 nos Estados Unidos, melhor instrumentista do Festpop, tendo gravado 12 álbuns e 3 DVDs. Com o Apocalypse, também abriu os shows do Uriah Heep no Rio de Janeiro e do Yes em Porto Alegre, e recebeu a Menção Especial do Prêmio Açorianos de Música pelos 25 anos de carreira do Apocalypse.

Em 2012, lançou o décimo CD da carreira intitulado Exogenesis contendo a suite eletrônica de mesmo nome em 4 movimentos inspirados na gênese do Universo. Unindo o sinfônico e o eletrônico, mas sem esquecer os instrumentos étnicos, o compositor de música New Age utiliza a alta tecnologia a serviço das emoções. As imagens do CD foram criadas por artistas europeus especializados em ilustrações de ficção científica Maciej Rebisz e Mirek Drozd e remetem à criação do cosmos e a existência de outras formas de vida.

Em 2014, lança o álbum Spiritual Energy que reúne trilhas sonoras realizadas para cinema, video, e teatro. Além das trilhas o compositor apresenta outras composições totalizando 17 temas com ênfase nas melodias realizadas em teclados eletrônicos e texturas orquestrais que vão desde momentos épicos até suaves passagens instrumentais. As imagens do álbum ficam a cargo novamente de Maciej Rebisz .

Em 2017 é lançado o álbum Sailing to the Edge em que o estilo predominante é o rock progressivo instrumental com ênfase no sintetizador moog, bateria e o baixo nas faixas "The Spy", "The Rising Sun", "The Flying Caravel" e "Telepaty" se aproximando das suas composições instrumentais realizadas no grupo de rock progressivo brasileiro Apocalypse. Entretanto, o compositor abre espaço para a música sinfônica nas faixas "Sailing to the Edge Overture" e "The Wizard", eletrônica na faixa "Mind Uploading" e new age na faixa "Floating Castle". Todos os elementos da música de Eloy Fritsch estão presentes neste álbum: timbres provenientes de sintetizadores, lindas melodias, passagens majestosas e energéticas, ritmos com bateria, percussão e orquestração eletrônica em larga escala. Pode ser considerado o álbum mais progrock do tecladista com direito a utilização do keytar nas músicas "Liberty" e "Alchemy". Fritsch também utiliza o Moog Theremini para produzir uma sonoridade eletrônica no épico de mais de 10 minutos intitulada "The Time Barrier", última faixa do álbum.

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